À beira do inferno

O jogo da última quarta-feira contra o Vitória seria o jogo que iria definir com que postura o Flamengo iria a Minas Gerais enfrentar o Cruzeiro, líder do campeonato. Mano perdeu Felipe(lesão no tornozelo), Chicão(problema na coxa), González (convocado para a seleção chilena) e Moreno, que não está fazendo muita falta, já que Hernane vem respondendo em campo.
A visão que eu vinha tendo do Cruzeiro se confirmou hoje. Um time arrumado, com forte poder defensivo, veloz e que não se esconde jogando em seus domínios. O atual Cruzeiro tem a mesma campanha do Cruzeiro campeão brasileiro em 2003. E sobra no campeonato!
Hoje, se olharmos o placar, diremos que sofreu para derrubar o Flamengo. Em partes, sim. Mas quem viu o jogo sabe que foi um pouco o contrário disso.
Elias vem sendo o xodó da torcida – com razão, por vir resolvendo sempre a parada. Mas não pode levar o time nas costas como vem acontecendo. Já por isso, Mano decidiu armar o meio do Flamengo com Cáceres de primeiro volante e Luiz Antônio como segundo; com Elias à frente ajudando o meia a criar as jogadas – no caso de hoje, Gabriel.
O discurso anterior ao jogo era de ‘ataque ao Cruzeiro sem medo de ser feliz’. Porém o time mineiro começou sufocando o Flamengo, que como sempre nessa situação, recua e sente muito. É um time que erra muitos passes e bastante previsível, fácil de anular.
O Cruzeiro, diferente disso, sufocou e resolveu o jogo em apenas uma bola. Mayke levantou pra área e viu Ricardo Goulart cabecear e mandar na trave. No rebote de Paulo Victor, o mesmo Ricado Goulart aproveita e manda para o gol. Já tão acostumado com essa típica falha do Flamengo na bola aérea, nem prestei atenção se houve falha de marcação.
Mano tem em Rafinha uma arma para velocidade no contra-ataque, tem em Gabriel sua esperança de criar jogadas, tem em Elias seu homem de confiança desde os tempos do Corinthians, e também em Hernane seu atual atacante de fato.
Porém na segunda etapa, vendo que Rafinha não vinha conseguindo passar pela zaga do Cruzeiro – sempre perdendo na força – decidiu lançar Nixon em seu lugar. O mesmo aconteceu nas entradas de Carlos Eduardo e Bruninho. No último ainda tenho esperanças; Carlos Eduardo a chama vem apagando rapidamente.
Não conseguiram jogar o esperado e viram o Cruzeiro dominar, porém errar no último passe e afobar-se na hora de finalizar para o gol. Ricardo Goulart, Lucas Silva, Everton Ribeiro, foram incontáveis as vezes que o Cruzeiro chegava na área do Flamengo, enfileirava 2, 3 jogadores e chutava errado.
No fim o que restou ao Flamengo foi o tradicional abafa. Sem esquema, sem organização, sem mais nada. O Cruzeiro saiu da Copa do Brasil pela covardia de não atacar, só se defender e achar que o Flamengo não tinha capacidade para fazer um único gol e classificar.
O Cruzeiro pode sim ser campeão brasileiro, porque tem regularidade, mas acima de tudo, porque tem responsabilidade e um time atento, que sabe resolver, sabe jogar do jeito que a torcida gosta e exige.
O Flamengo está à beira do inferno(zona de rebaixamento) e só depende de si para sair dessa situação que há anos nos maltrata e persegue. A Copa do Brasil é apenas um detalhe que pode salvar um ano, uma temporada de um time. Desastroso não é perder por 1 a 0 como hoje, desastroso é perder e não dar uma resposta a torcida à altura da grandeza do time.
Que contra o Santos seja diferente, que seja Flamengo.
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