A despedida de Léo Moura – #AÚltimaDoMoicano

 Considero a expressão “ídolo” muito pessoal! Poucos são unanimidades em qualquer gênero! Há sempre o questionamento. No futebol, às vezes um jogador marca uma torcida pela genialidade, pela raça, pelos gols, por títulos, liderança… Há uma infinidade de ações que elevam um ser humano a uma figura idolatrada. Muitas vezes nem sabemos o peso desse adjetivo tão nobre.

Léo Moura teve momentos mais marcantes no seu inicio de Flamengo. Chegou como um cigano do futebol, já havia passado por diversos clubes e ninguém imaginava que o lateral faria história no maior clube do país. Entre 2005 e 2009, formou com Juan a melhor dupla de laterais do Brasil. Jogavam num esquema que facilitava a ofensividade de ambos e pela qualidade marcaram muitos gols e protagonizaram e várias partidas importantes. Nas primeiras cinco temporadas, Léo Moura já se consolidou como um jogador que já teria seu nome na história do Clube. Até 2009, o camisa 2 já havia conquistado dois títulos nacionais: Uma Copa do Brasil e um Campeonato Brasileiro. Soma-se a isso, a conquista do Penta-Tri. Léo participou das três conquistas.

Em 2010, o lateral entrou num declínio. O que pela idade é até natural. O que faltou ao jogador foi se reinventar como outros jogadores fizeram no próprio Flamengo. Leandro, o maior lateral direito da nossa história num determinado momento da carreira passou a ser zagueiro. Junior, o Maestro que já havia feito história como lateral esquerdo foi jogar no meio. Ambos conquistaram grandes títulos e se destacaram. Léo Moura preferiu ficar na lateral direita. Se por acomodação ou carência do clube, só o jogador pode responder.

É inegável que Léo Moura está na galeria dos grandes jogadores do Flamengo. Poucos são os que alcançam a marca de 500 jogos num clube e ainda 10 temporadas seguidas como titular. Há de no mínimo ter um respeito pela bagagem que no futebol moderno de hoje é coisa rara.

Léo Moura divide opiniões quanto a sua idolatria. O jogo contra o Náutico em que após marcar o gol de empate, o jogador profere palavras de baixo calão a torcida é ainda algo não digerido para muitos torcedores. As novelas de suas renovações de contrato nos últimos anos em que até mesmo levou o jogador a se manifestar com mensagens subliminares nas Redes Sociais também não foram bem vista e isso é levado em conta quando a discussão é Léo Moura. Até a sua saída levou a discussão. Para alguns, o jogador devia ficar, para outros já devia ter saído.

A diretoria promoveu uma festa que poucos jogadores na história do clube tiveram. Como gratidão pelos anos de serviços prestados, Léo Moura ganhou um jogo de despedida, homenagem do maior ídolo do clube e uma torcida em coro gritando seu nome num Maracanã todo pra ele.

  Os mais de 30 mil Rubro-Negros presentes ontem no Maracanã foram pra casa com a sensação de dever cumprido ao reverenciar o jogador de maior destaque do Flamengo na última década. Espero que o Léo Moura também! Que ao deitar e lá no seu intimo, ele tenha a sensação de dever cumprido com honestidade, hombridade e todo Rubronegrismo que diz ter. Isso é que vale da vida, viver em paz consigo mesmo.

Desejo sorte ao Léo Moura nesse novo desafio na carreira! Que obtenha o sucesso que almeja em seu novo clube! O Flamengo continua!

Valeu, Léo!

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