Acelera motorista, que eu quero o mundo de novo

 Acordar cedo, um banho gelado para despertar completamente. Uma xícara de café ligeira, já que comer logo cedinho, nem sempre é agradável. Pentear os cabelos com certo esmero, borrifadas de perfume, e pronta para assumir a rotina. O ônibus sacolejante e os engarrafamentos matinais. O sol começa a ganhar mais força, e a cidade, resplandece na sua costumeira algazarra. A caminho do trabalho, enquanto um raio solar no meu rosto faz com que eu aperte os olhos, algumas coisas vão se desenrolando na minha cabeça.

Documentos, som de teclas sendo batidas, telefones tocando. Todo um sistema de coisas, e eu arranjando momentos, entre um e-mail e um relatório para pensar no Flamengo, pois flamenguista de verdade, é isso aí. Não se aliena ao futebol jogado. Sabe que temos um grande clube pelo qual zelar, onde até bem pouco tempo, era uma crise por mês. Onde se mata um leão por dia, e pequenos e grandes sacrifícios diários são feitos. Na curta pausa para o almoço, a web do celular é a chave para me informar do que rola na Gávea. Noite se aproximando, mais um engarrafamento rumo a universidade, e chegar lá divando com o caderno do Flamengo, é outro nível. Depois de horas de teoria, chegar em casa e querer, antes de tudo, saber se algo ocorreu com os moçoilos urubuzados. Se for jogo na quarta-feira, e importante ainda por cima, é imperativo sair antes do horário. Mengão é Mengão e não vê-lo jogar é tortura. Nesta quarta, não haverá atividade, teste surpresa ou demais atividades acadêmicas que possam me fazer perder o horário do jogo. Sou capaz de ameaçar com um garfo o motorista do coletivo que porventura me conduzir. Acelera, motô! Hoje é dia de Mengão!

Sim, a Libertadores 2014 começou. A derrota no México incendiou a nossa sede pela vitória. Reluz o nome do Mengão, e o seu povo pede o mundo de novo. Lembrar do Flamengo 81 é sempre místico, sempre nostálgico. Mas quem vive de passado é museu, o nosso Fla precisa construir constantemente no presente um futuro que honre a nossa história. Que o segundo passo nos adiante a ponto de compensar aquilo que o primeiro não adiantou. Jogar contra o Emelec hoje tem um certo sabor, por mais que ele seja apenas mais um dos nossos adversários. O bom da Liberta, é que alem da expectativa sempre grandiosa, jamais perde a emoção. Sem falar nos estádios incendiados. Bom demais. Sei que os sócio-torcedores vão ter um desconto micro para esta partida, e que os valores são ”ligeiramente” altos, mas já posso ver o Maracanã cheio, mostrando ao mundo que quem reina é o Mengão.

Que venham Narváez, Achilier, Nasuti, Dreer, Bolanõs, e cia.
Que venha a minha falta na ”caderneta” da faculdade.
Que venha cada vez mais emoção rumo ao Bi.

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