Ainda há tempo.

Como diz um velho ditado: “Chegou o momento de separar os homens dos meninos.” E é mais ou menos isso que paira sobre a nuvem que abriga os 40 milhões de rubro-negros e o time do Flamengo.

Oswaldo de Oliveira perdeu Jorge para este jogo mas ganhou o retorno de Guerrero, recuperado de contusão. Porém podia ver seu time escrever uma outra história caso Alan Patrick tivesse convertido o pênalti que teve a seu favor aos 9 minutos de jogo. Bateu fraco no canto direito de Victor, que foi buscar. O que ele não imaginava era voltar a sofrer com a deficiência latente da bola aérea.

Aos 16 minutos de jogo, quando o Atlético já era bem superior ao Flamengo, Dátolo tentou cruzar da esquerda, Marcelo cortou e fez contra. A desatenção da defesa rubro-negra só estava começando.

O ponto fora da curva foi após o gol. O Flamengo por dois minutos conseguiu controlar o jogo e não sentiu o gol sofrido. Aos 18, Canteros achou Paulinho na grande área. O ponta bateu, a bola desviou em Marcos Rocha e enganou Victor. 1 a 1 no Independência.

O Flamengo, por ora, havia conseguido o mais difícil. Nocauteado, conseguiu se reerguer, botou a bola no chão e rapidamente chegou ao empate. Porém, para a agonia de Paulo Victor e desespero do torcedor, o carnaval na zaga rubro-negra havia voltado.

Como aos 25 minutos, quando o mesmo Dátolo cobrou falta na cabeça de Jemerson, que ganhou de Samir no alto e fez 2 a 1.

Flamengo que ainda teve uma chance clara de empatar novamente o jogo, mas não conseguiu. Pela forte marcação e compactação do Atlético e pela própria sonolência do time carioca.

O retorno ao segundo tempo foi sem alterações. Tantos nos times como na postura das equipes.

O Atlético mordia o Flamengo, não dava espaços e foi mais uma vez na bola aérea que chegou ao terceiro gol. Dátolo, o homem da bola parada, colocou mais uma vez na cabeça de Jemerson, que cabeceou, a bola tocou no travessão e após a linha do gol de Paulo Victor.

Aos 20 do segundo tempo, Ederson entrava no lugar de Marcelo Cirino, que fez mais uma discreta partida. Não era o dia de ninguém que vestia rubro-negro. Nem mesmo de Almir e Kayke que entraram no decorrer do segundo tempo.

Prova disso é que aos 25 do segundo tempo, Dátolo driblou Pará, fora da área e sem que ninguém imaginasse, bateu colocado. Paulo Victor de novo nem foi. Aliás, em nenhum dos quatro gols do Atlético, ele se mexeu. Samir e Marcelo o traíram e o Flamengo foi engolido pelo Atlético-MG.

Ainda assim, não vejo o Flamengo fora da briga pelo título. O Flamengo não tinha Emerson Sheik, nem Jorge, nem Wallace, mas lhe falta uma coisa que só Oswaldo pode dar: ânimo e ambição. A ambição das seis vitórias seguidas, precisa voltar. Ainda há tempo.

E para além do jogo, que infelizmente terminou com derrota, este post me é especial por um motivo. Há exatos 4 anos, no dia 21 de setembro de 2011, coincidentemente após um Atlético-MG x Flamengo, eu fazia minha estreia aqui no Blog Ser Flamengo. Aquele jogo terminou empatado em 1 a 1, mas marcou minha história escrevendo para você que nos lê desde quando tudo começou. Deixo aqui meu mais sincero agradecimento ao Túlio, editor-chefe do blog, por tanta coisa proporcionada, como a confiança em me entregar a “fabricação” das crônicas e outros textos feitos rotineiramente.

Ficha técnica

Atlético-MG 4 x 1 Flamengo

Campeonato Brasileiro, 27ª rodada

Local: Estádio Independência, Belo Horizonte, Minas Gerais

Data: 20 de setembro de 2015 (domingo)

Árbitro: Sandro Meira Ricci

Assistentes: Emerson Carvalho e Marcelo Van Gasse

Cartões amarelos: Victor e Luan(Atlético-MG); Éverton e Canteros(Flamengo)

Atlético-MG: Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Jemerson e Douglas Santos; Leandro Donizete, Rafael Carioca e Dátolo; Luan, Thiago Ribeiro e Lucas Pratto. Técnico: Levir Culpi

Flamengo: Paulo Victor; Pará, Samir, Marcelo e Éverton; Márcio Araújo, Canteros e Alan Patrick; Marcelo Cirino, Paulinho e Guerrero. Técnico: Oswaldo de Oliveira.

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