Andrade e Jayme: no fundo, a intuição de que a história se repetiria

Em 2010 eu amaldiçoava Paty e Cia pelo desrespeito com que foi conduzida a destituição de Andrade do comando do time. 

O Andrade que adorava, que figurava os meus pôsteres, que conduziu um time de desacreditados ao topo de uma forma inesquecível. O mesmo Andrade, o velho Tromba, que sofreu o descaso de sanguessugas. Não sei se por ser mulher ou se por ser flamenguista demais, sofri com tal episódio. E temia ver a história se repetir. Mais um homem tendo sua história desprezada por nossos cartolas. Que Flamengo é esse, que não respeita as suas origens? Que o Jayme cairia, todos nós desconfiávamos. Maus resultados quase sempre balançam um comando. Ainda mais quando o assunto é um clube que em 1 ano e 5 meses teve 5 técnicos. Entendemos que não existe cadeira cativa no comando de um time, mas existe uma coisa chamada profissionalismo, e outra chamada gratidão.

Não basta avançar financeiramente se há a necessidade de parar com os danos a imagem da entidade causada por alguns velhos e repetidos vacilos bizarros na Gávea. Sou a favor da tradição gerida por uma gestão profissional, uma vez que o Flamengo não poderá ser bem sucedido renegando suas boas premissas. Nosso clube já foi muito maltratado por, entre milhares de outras coisas, carecer de gestores com sensibilidade administrativa o suficiente para arcar com o sigilo e com o bom senso. Acho improvável que não se tenha indícios do tal informante, e acho ridículo que não haja medidas corretivas e preventivas. Parabenizo os resultados contábeis. São lenitivos demais, mas o Flamengo, assim como nos gramados não pode mais viver em nível de gestão contingencial, fora deles não pode evoluir nem mirar a real profissionalização, tendo problemas estruturais tão toscos.

Prefiro não continuar discorrendo sobre o infeliz adeus de Jayme, até pelo fato do Tulio Rodrigues ter exposto brilhantemente opiniões que me representam (Déjà vu). Prefiro me ater ao que vai nos acontecer daqui para frente. Erguer a cabeça e dar um voto de confiança ao nosso ex que agora retorna. Embora goste muito de trabalhar com nomes jovens, não creio que fará mágica enquanto lhe faltarem bons insumos. Cabe à diretoria os providenciar. E só Deus sabe o quanto necessitamos deles. Um bom elenco ( digo bom, não estrelista) é o investimento que nos falta.

Espero que essa tenha sido a última vez que um profissional tenha sido desrespeitado dessa forma por causa da incapacidade de proteger as informações, ou por qualquer outro motivo na Gávea. Espero que Ney traga consigo uma disposição jamais observada em sua carreira para lidar com essa equipe desconectada e paupérrima em criação. Espero dias melhores. As mancadas são dadas, mas o vermelho do Manto não desbota.

SRN,

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