BAP x Bandeira – Vamos analisar?

 O quadro político do Flamengo para a eleição de presidente esse ano vem ganhando forma e corpo a cada momento. BAP que no início do ano deixou o seu cargo de vice-presidente de Marketing e o grupo que governa o Flamengo, virou peça chave para o start desse processo político até dezembro quando a eleição deve ocorrer.

BAP esteve no Bate-Bola da ESPN e pela reações das pessoas, ele virou ‘persona non grata’ para quem milita e admira a “Chapa Azul” que comanda o clube. Alguns tentam desconstruir a sua importância política tentando rebaixá-lo. BAP é importante e venho falando disso há tempos (Bap no Magia: Direto e claro! O homem do destino eleitoral de 2015). Como ele mesmo colocou no programa, desde 2009 que participa dos bastidores políticos. Já naquela época tinha um grupo que amadureceu e veio com força em 2012. A propriedade intelectual e estratégica é toda do BAP.

BAP diz que o grupo de origem que idealizou e implementou a gestão administrativa hoje do Flamengo ainda pensam parecidos. Ou seja, os fundadores da “Chapa Azul de origem” como ele, Wallim, Tostes, Póvoa, Rubens Osta, Landim, Carlos Langoni, entre outros estarão juntos e vão lançar um candidato. Mas há um porém. Caso o presidente Bandeira cumpra com um acordo que havia e não venha candidato, BAP deixou claro que como grupo podem ter um candidato, mas que esse candidato não é o atual presidente. BAP deixou claro que a possibilidade uma união é remota e que a possibilidade de um enfrentamento com Bandeira é o mais provável.

Toda essa questão me levou a pontuar algumas questões como torcedor do Flamengo e como sócio do clube. Voltando para 2012, vejo que o diferencial da chapa primeiro encabeçada por Wallim Vasconcellos e depois por Bandeira de Mello era o grupo que havia por trás. Além de toda filosofia de uma gestão responsável e profissional, eles tinham quem pudesse colocá-las em prática. Se BAP tem ao seu lado todo esse pessoal de origem da criação da chapa, o que sobraria para Bandeira de Mello num novo triênio (2016-2018)? Quem seria o grupo por trás de Bandeira de Mello que iria continuar colocando em prática toda essa filosofia? Ficam as perguntas!

Mesmo que a gente pense numa possível união pós-eleição, um enfrentamento político sempre deixa rusgas e cicatrizes. Ainda mais no Flamengo. O que chaga ao público é diferente do que ocorre nos bastidores. Muitas coisas são omitidas, muitos embates são minimizados e 99% dos sócios do clube não estão nas Redes Sociais. Indo além, muitos que são pintados de diabo, tem uma força política que nem imaginam. Nesse momento alianças são importantes e apoios indispensáveis. Quando vejo falarem hoje de Kleber Leite e Márcio Braga de forma desrespeitosa e agressiva, por exemplo, não lembro de fazerem o mesmo em 2012, quando era declarado o apoio de ambos a Chapa Azul.

O que vejo hoje é que Bandeira tem a máquina na mão e BAP mesmo que de boca, quem pode fazer essa engrenagem continuar girando e vai caber a ambos saberem usar essas peças que tem na mão. Já temos candidaturas na rua, como a de Lysias Itapicurú, mas hoje vejo uma polarização e um debate de nível super elevado.

Por brincadeira, ontem no Twitter do Blog Ser Flamengo fiz uma enquete que mesmo com o seu resultado, devemos levar em conta que isso não reflete proporcionalmente o que pensa o sócio votante do Flamengo. Esse texto é na verdade uma reflexão até os dados serem postos na mesa. Que o Flamengo seja maior que tudo isso!

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