Bem a cara do Flamengo.

Quando Eduardo da Silva desperdiçou aquela chance quase dentro do gol, tanto o Figueirense poderia ir pra cima de vez – como aconteceu –, como o Flamengo poderia sentir o baque e simplesmente desistir de buscar a vitória – como quase aconteceu.

O Figueirense mandante foi a campo num 4-4-2, tradicional e pra não correr riscos. O Flamengo num 4-3-3 disfarçado de 4-4-2 com um losango no meio. Sem Cáceres e Wallace, Luxemburgo mandou: Paulo Victor; Léo Moura, Chicão, Marcelo e João Paulo; Márcio Araújo, Canteros, Luiz Antônio e Éverton; Eduardo da Silva e Alecsandro.

Era um 4-4-2 disfarçado que por ora surpreendeu. Com uma verdadeira blitz no início, até conseguir o gol. Quando aos 4 minutos, João Paulo arrancou pela esquerda e cruzou na cabeça de Eduardo da Silva, que mandou ‘na cara’ de Tiago Volpi, abrindo o placar.

Após a blitz e após o gol, como se fosse algo cômico o como um roteiro que o Flamengo sempre deve seguir, o time esfriou. Deu campo ao Figueirense e deixou que o mesmo jogasse, pensasse, dominasse a partida. Por duas vezes, em dois escanteios, Marcão aparecia livre dentro da área e cabeceava pra fora. Como num aviso, a bola passava cada vez mais próxima do gol a cada nova chance.

Ainda no primeiro tempo, Argel mexeu no Figueirense. Saíra França e entrara Mazola. França pendurado dava a vaga a um dos protagonistas do jogo.

No retorno ao segundo tempo, o cenário não mudou. Porém o Figueirense com a marcação mais frouxa, deu chances ao Flamengo. Primeiro Marcelo, zagueiro, que conseguindo dribles improváveis foi parar cara-a-cara com Tiago Volpi, que defendeu sua finalização. Aos 10 minutos, eis que chega o momento decisivo da partida. Canteros lança Eduardo da Silva, que aparece sozinho na pequena área. Só que o croata inseguro por pensar estar em posição irregular, dominou e bateu de calcanhar, sem nenhum interesse em fazer o gol. A displicência pesaria, não fosse uma figura que raramente aparece no Flamengo.

Mas o Flamengo ainda teria seu castigo. E aos 11, Mazola recebeu passe de Marcão e bateu no canto esquerdo de Paulo Victor. Era o empate de um Figueirense que não era melhor que o Flamengo no momento do jogo, mas deu-lhe o castigo pela chance desperdiçada no minuto anterior.

Castigo que poderia ter sido pior, quando Marcão, que foi garçom no gol de Mazola, recebeu lançamento e tentou encobrir Paulo Victor. A mão do mesmo salvou.

Sentindo o castigo, o Flamengo voltou a pressionar em busca da vitória. Canteros meteu bola na trave e o lado direito passou a ser mais usado. Éverton foi esquecido por algum tempo e Léo Moura passou a ser mais exigido. A verdade é que rolou uma nova blitz até o fim do jogo. Até que no milionésimo cruzamento de Léo Moura, Chicão tenta duas vezes finalizando ao gol. Quando na terceira levanta sutilmente para Nixon, que cabeceia e a bola entra devagar. Dois a um no fechamento dos portões e era tudo que o Flamengo precisava. Foi bem a cara do Flamengo!

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