Browsing Category : Bruna Uchoa

Um quase assassino (de sonhos)


Chega ao ponto de pisar os pés na areia macia e dourada do paraíso, mas por um acesso de loucura ou de desgosto com a própria existência, recua. Mas são os nossos pés que voltam ao asfalto quente com pés descalços. O ardor, o flagelo… são nossos. É nossa a angústia, pois ele não parece a dividir conosco. Não existe tática, técnica, ciência, não existe nenhum parecer isento de passionalidade capaz de definir os motivos para ele agir de forma tão cruel com quem o abraça, apoia, e… sustenta. Ele parece entrar no quarto de hospital, na calada na noite, driblando enfermeiras sonolentas, vislumbrando desligar os aparelhos que fazem nossos sonhos respirarem.

Quem é ele? Um quase assassino de sonhos: é o típico jogador do Flamengo em 2015. E o que ele quer? Qualquer copo de Stella Artois gelada, muito longe de nossas lamentações.

Sobre Flamengo, mandos e o off-rio


 Toda vez que o Flamengo declara um mando direcionado para fora do Rio de Janeiro, eu reflito sobre o amor materno que se manifesta aliançando o gramado a grande parte dos stakeholders do futebol. Há uma face materna, sim. Somos todos filhos da paixão que alimentamos e que nos alimenta dia após dia. Que externamos das formas mais genuínas.

Olavo tem razão! – Editorial sobre a eleição do Flamengo


“A isenção não é desinteresse, distanciamento frio:
é paixão pela verdade desconhecida, é amor à ideia mesma da
verdade, sem pressupor qual seja o conteúdo dela em cada caso particular”.

Olavo de Carvalho

O ego é maior que o Flamengo?


Sei não, mas os tempos são outros.

O futebol tem recebido severos golpes para pragmatizar a sua imagem,enterrar de vez a sua lírica. Não fosse o amor e sina,não fosse a quintessência, não haveria mais doação, entrega, suor, lágrimas. As arquibancadas caminhariam para o seu fim. Em tempos modernos, uma geração conectada. Se o torcedor grudava o ouvido no radinho por muitos e muitos minutos em busca de notícias, ou se necessitava não perder a hora do programa na TV, hoje em minutos, com o passar dos dedos na tela do seu Smartphone, tem uma boa resenha sobre o cotidiano do clube do coração.

Legado e saudade – Carlinhos


Estava na Gávea, percorrendo aquilo tudo como quem vistoria o seu paraíso,o seu patrimônio, o seu lar, a sua herança. E como deverei repetir ao longo dos meus anos, já havia saudado o patrono e cada remador  – exercendo um dos dogmas da minha ligação com o divino Flamengo. Aquela terra é santa,amigos. Cada centímetro cimentado da Gávea é mágico.…

Catando pedras: sobre ST e lucidez


Tenho  tido paciência, para catar as pedras que são jogadas aos defensores do Nação Rubro-Negra ( nosso programa de ST), e com elas construir o castelo de minhas argumentações. Por incontáveis vezes, respirei muito fundo. Por outras tantas vezes, me entristeci.  A desinformação, quando incentivada pela pretensiosidade, gera muitos males.

Na contramão da velha fama


Entrevista com Petkovic


 Todo atleta sonha ter uma carreira vencedora e repleta de títulos. Sabemos que para isso o esforço e treinamento de fundamentos e táticas é essencial. Atletas com mais talento se destacam, mas isso não é garantia de sucesso. Estar numa equipe com grandes jogadores e com boa gestão é um passo importante. O nosso entrevistado, Petkovic, não teve isso nas duas passagens pelo Flamengo. Ou seja, tinha tudo para não ser campeão e nem mesmo se tornar um dos maiores ídolos da história do Flamengo.

Assinatura da MP: Nova era para o esporte, nova era para o Flamengo.


 Com a assinatura de Dilma, a Medida Provisória (para renegociação de dívidas com a União) passa a apertar  o cerco contra gestões temerárias- como as que sugaram o Flamengo por anos a fio. 

Realidade x Nostalgia


Antes que o Galinho de Quintino chegasse para transformar cada marmanjo presente em crianças  maravilhadas, estava eu como um poste, educando minha mente e preparando meu coração para ver O Homem. Foi quando me deparei com duas figuras, que minaram toda e qualquer tentativa minha de lograr serenidade. Duas estrelas de nossa maior constelação. Nomes escritos com letras douradas na eternidade de nossas memórias mais belas. Adílio e Uri Geller.  Pude chegar junto, agradecer, tietar. Receber sorrisos e uma dose de nostalgia, que me fez sair dali quase correndo, sentindo a visão embaçar com as lágrimas que eu insisto em derrubar pelo nosso passado sempre tão presente.