Condizente à sua grandeza.

Foi fácil, tranquilo e sem sustos. Um jogo como há muito o Flamengo não fazia. Sim, o Cruzeiro estava desfalcado. Mas se Marcelo Oliveira é um bom técnico, e faz jus à posição que sua equipe ocupa na tabela do Campeonato Brasileiro, ele sabe que isso não é desculpa.

Luxemburgo repetiu a formação que venceu o Figueirense na última quinta-feira. Paulo Victor; Léo Moura, Marcelo, Wallace e Anderson Pico; Cáceres, Márcio Araújo, Canteros e Éverton; Eduardo da Silva e Alecsandro. Anderson Pico como novidade na vaga de João Paulo. Era um 4-4-2 mais uma vez disfarçado de 4-3-3, com um losango no meio-campo, vide o último jogo ante o Figueirense. Marcelo Oliveira preferiu o 4-4-2 básico.

O esquema era simples e também o jeito de jogar. O Cruzeiro tinha mais a posse da bola. Tocava, girava, invertia o jogo e tentava furar o bloqueio do Flamengo, que, como já acostumou-se, jogava no contra-ataque, no aguardo de um erro qualquer dos mineiros.

E aos 14, conseguiram. Egídio tenta sair driblando pela esquerda, ainda em seu campo de defesa e perde a bola. Alecsandro recebe, levanta a cabeça e chuta cruzado. Dedé que vinha antecipadamente no embalo para desviar a bola à linha de fundo, manda para o gol de Fábio. O Flamengo não tinha o jogo sob seu amplo domínio, mas aproveitou-se da falha da zaga cruzeirense e abriu o placar.

Passado o gol, o Cruzeiro tentava rapidamente reagir e buscar o empate. Marcelo Moreno tentou de cabeça, na cara do gol e mandou pra fora; Nilton cabeceou por cima do gol de Paulo Victor.

O Flamengo voltou a ter chances com Éverton e Anderson Pico, sem sucesso.

No retorno ao segundo tempo, Luxemburgo substitui Eduardo da Silva, apagado no jogo, por Gabriel, querendo mais velocidade em seu contra-ataque e, claro, matar o jogo, aniquilando qualquer possibilidade de reação do Cruzeiro.

Troca que, de certo modo, deu certo. Aos 11 minutos, a bola é recuada para Fábio e Manoel vai à proteção. Por falha de comunicação, ambos não se entendem, Canteros acredita na jogada, toma a bola e toca para o gol vazio. Mais uma falha da zaga do Cruzeiro, porém também méritos da sistema ofensivo do Flamengo por ter feito pressão na saída da bola.

O Maracanã fazia a festa mas ainda restava a cereja do bolo. Paulo Victor em sua área manda a bola pra frente. Manoel falha novamente e permite que Alecsandro avance, livre de marcação. O atacante cruza baixo e Gabriel chega na área, tocando de primeira, sem defesa para Fábio.

Eram menos de 20 minutos do segundo tempo quando o Flamengo já tinha o jogo resolvido e, enfim, administrou o placar como deve ser. Tocando a bola e deixando a torcida gritar Olé. E porque não, ainda tentando um quarto gol, que seria melhor ainda para o saldo. Quem sabe se o Flamengo fizesse isso mais vezes, jogasse dessa maneira, se impondo – mesmo que com as falhas do adversário – e administrando o resultado, não possa conseguir realmente coisas condizentes à sua grandeza – como uma vaga na Libertadores, que é amplamente possível.

Por falar em Libertadores, há o caminho mais fácil. E na quarta-feira, poderemos ter o Flamengo novamente na semifinal da Copa do Brasil. Basta essa raça e inteligência.

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