Erros que a vida real não permite.

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Para o Flamengo, quando se joga no Sul do país, raramente a exceção se sobrepõe à regra. E hoje mais uma vez, a regra prevaleceu. A regra é o Flamengo jogar bem, fazer – ou não – um gol e dominar a partida por algum período. Isso até que o adversário, mandante da partida, ache um gol e passe a dominá-la, porque raramente o Flamengo consegue não sentir o baque do gol sofrido.

Para jogar na Arena da Baixada, o mandante Atlético-PR foi num 4-3-3. Ousado, porém ofensivo. O Flamengo num 4-2-3-1, com: Paulo Victor; Léo Moura, Chicão, Marcelo e Anderson Pico; Cáceres, Luiz Antônio, Gabriel, Everton e Canteros; Eduardo da Silva. Anderson Pico mais uma vez usado na vaga de João Paulo; um meio com Cáceres e Luiz Antônio como volantes, Gabriel e Everton nas pontas e Canteros centralizado(os três para servir Eduardo da Silva); Eduardo da Silva isolado na frente.

A verdade é o Flamengo resumiu-se a insistir no jogo pelas laterais. Anderson Pico pouco fez, ou quase nada, para ser mais sincero. Léo Moura não arrancou muito, como de costume e deixou que Luiz Antônio e Gabriel o fizessem. O Atlético era e é pegada, força. O Flamengo velocidade, toque e erros. Bem por isso, prevaleceu o velho ditado “Quem errar menos, sairá vitorioso”.

Aos 7 minutos do primeiro tempo, Canteros recebe passe na ponta direita, dentro da área. Prossegue com a bola e chuta cruzado. Everton desvia a bola, que bate na zaga, em Eduardo da Silva e entra. Após consulta ao auxiliar, sobre a posição do croata no momento do lance, o gol é validado para o atacante. O Flamengo abria o placar, bem cedo, e tinha a possibilidade de aproveitar uma possível fragilidade do Atlético para ampliar o resultado.

Porém mais uma vez o Flamengo acomodou-se com o placar. Aos 16, Dellatorre recebe na área, dribla Anderson Pico, limpa Chicão e bate para defesa de Paulo Victor. Que deu rebote e Cléo empatou o jogo.

Após o gol, ambos os times tiveram a chance de marcar o segundo. Everton arrancou entre dois marcadores e parou em Weverton. Em seguida, seria a vez de Dellatorre arrancar pela lateral e chutar cruzado, fazendo a bola atravessar o gol a centímetros da linha de fundo.

O Flamengo escondia-se na sua proposta de contra-ataque, enquanto o Atlético agredia o Flamengo por todos os lados. Aos 37, a estrutura de Luxemburgo veio a ruir. Marcelo, do Atlético, invade a área e é derrubado por Marcelo, do Flamengo. Pênalti, que Cléo converteu e virou o jogo.

No retorno ao segundo tempo, mesmo em desvantagem no placar, Luxemburgo não fez mudanças. Talvez quisesse aguardar que o mesmo time do primeiro tempo enfim reagisse. O que não ocorreu e aos 15 ele foi obrigado a mexer. Saíram Eduardo da Silva, Anderson Pico e Cáceres, para as entradas de Nixon, João Paulo e Muralha respectivamente.

Esforços em vão. O Atlético passou a insistir bem mais pelo lado esquerdo, onde sempre tinha um longo espaço para alguém arrancar e chegar com facilidade ao gol de Paulo Victor. Veio a chuva, o Atlético mantinha sua pegada para vencer e o Flamengo apenas tentava não ficar atrás. Nathanael em cobrança de falta, Marcelo e Douglas Coutinho(essa última com uma carga especial de drama) incomodaram, mas não conseguiram passar por Paulo Victor.

Mesmo assim o Flamengo saiu da Arena da Baixada derrotado. O esquema não foi um erro, já que Luxemburgo vem variando posições. Ora o 4-3-2-1, ora o 4-4-2 e hoje o 4-2-3-1, apenas pelo fato da lesão sofrida por Alecsandro, na última quarta-feira, contra o América-RN, no Maracanã. A variação de esquema é algo propício, porém a vida real não nos permite muitos erros como num videogame.

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Comentários

2 Comments

  • gi 21 de outubro de 2014 at 21:10

    Os jogadores de tras tem q chegar chutando mais, para nosso ataque nao ser tao previsivel.
    Alem disso devem parar de chutar nos cantinhos do gol. Nosso time perde muitos gol por querem acertar o cantinho e o resultado disso e q 70% de nossos chutes nao acerta nem o gol.

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  • germanomedeiros 22 de outubro de 2014 at 11:34

    Concordo com seu pensamento! O time tem pecado pela previsibilidade latente.

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