Fla x Ferj – Construindo a profissionalização

 

Nas manchetes do passado, a na tradição que não se exauriu,  eis que o Campeonato Carioca é o mais charmoso do país. Não poderia ser diferente : o clássico que nasceu 40 minutos antes do nada, o da rivalidade, o dos milhões, Bangu, América…. ah, o Cariocão!
 
Na atual conjuntura, eis que temos o campeonato mais rechaçado pelos próprios conterrâneos. Com a Ferj defendendo os que se submetem as seus  delírios, e sendo diretamente inversa a saúde financeira de seus filiados, a situação passou a ser insustentável.  O desequilíbrio do Senhor Rubens Lopes se tornou evidente na reunião da ultima sexta, 30 quando ofendeu com diversos termos de baixíssimo calão, o presidente Eduardo Bandeira de Mello.  Das partes toscas do arbitral em que a fatídica cena se desenrolou, destaco ver Eurico Miranda presidir sem cerimônia a baderna, sentado tranquilamente na cadeira presidencial.
 

O Flamengo nunca pareceu fazer questão em ter aliados ou ser de fato influente nos  orgãos parametrizadores do esporte, mas  se deflagrou a hora de pôr em via de regra condições para o bem geral, e se precisa fazer reverberar  as  plausíveis reivindicações que hoje os antiquíssimos irmãos tem a fazer  para a famigerada profissionalização do estadual do Rio de Janeiro.
 

Há de se compreender que o Carioqueta está nas mãos de  uma federação que priva os clubes de direitos básicos, como estabelecer suas políticas de preço e assim gerir suas receitas de forma a permitir que os custos operacionais que não são baixos, sejam compensados. Esse campeonato que por tantos anos sustentou uma mística, que por tantos craques foi epicamente disputado, hoje é encarado como propriedade, como negócio. Vide o tal  projeto de Sócio-Torcedor do Estado.
 

Se negar a jogar em pleno 2015 é uma ideia  de alguns, rejeitada por mim. O Flamengo não pode arcar com as altas multas de não oferecer o que o dinheiro de emissoras previamente pagaram.  Uma gestão profissional e com claro foco na reabilitação financeira do Flamengo, não poderia usar de tal meio para protesto. E desonrar o Hino do Flamengo  é  um sacrilégio.   A possível criação da Liga dos Clubes Cariocas é animadora : os Clubes  em revolução fazendo por sua evolução.
 

 O Flamengo afirma não mais disputar competições nesses moldes, e cabe a nós tomar partido do interesses de nosso amado clube. É com a insatisfação, com o inconformismo, que se constrói uma realidade melhor. Deixemos com os pequenos e com os que se apequenam, o conluio.

Saudações Rubro-Negras,

Bruna Uchôa

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