Flamengo intragável.

Nesse momento eu devia estar dormindo ou fazendo pelo menos uma das mil pendências que tenho. Mas desde o exato minuto em que o Fortaleza ampliou o placar em Volta Redonda, um ódio tomou conta de mim. Não chamo mais isso de decepção. Decepção foi o que senti no ano passado ao abandonar a Pherusa nos acréscimos do Campeonato Brasileiro e acompanhar o Flamengo de longe, sem querer assistir aos jogos, evitando o desgaste emocional.

E nada daquilo me fez feliz. Posso estar enganado, mas o Flamengo não venceu mais até o fim daquele campeonato, e, assim como já escrevi sobre esse assunto no fim do ano passado, só não caímos porque o campeonato acabou e não havia mais como o Flamengo descer a ladeira.

Neste ano, a história prometia ser diferente, ou ainda promete, porque o Muricy ainda está no cargo, pelo menos enquanto eu escrevo essas linhas. Peço a você que está lendo, que ignore concordância e ortografia, e foque na nossa tristeza, na nossa dor.

Eu sinceramente torço para que o Muricy fique, que siga conosco até o fim do contrato e no fim do ano cale a boca de todos nós. Que nos traga ao menos a vaga na Libertadores, que brigue pela Sulamericana e tente fechar o ano de uma forma vitoriosa, para amenizar a dor que com certeza ele também está sentindo agora.

Enquanto eu escrevo essas linhas, lágrimas me escorrem aos olhos. É pelo Fortaleza? Sim. É pela frustração da eliminação? Talvez. Mas é muito mais por ver um elenco tão cheio de boas peças como um atacante da seleção peruana, um volante argentino que tem características de um 10, um zagueiro veterano que já foi de seleção e ainda joga bem… tanta gente boa, de nome… mas que infelizmente hoje parecem não querer nada com nada.

Claro, o esquema está errado. O 4-3-3 já foi mostrado várias vezes ao Muricy que é ineficiente, mas ele segue teimando. Quando joga no 4-4-2, o time deita em campo. É 5 a 0, é 3 a 0 e o jogo flui.

Eu não pude ver o jogo, e ao chegar em casa, tentei em links piratas. E sem sucesso, e ao ver o inacreditável segundo gol do Fortaleza, desisti e fiquei acompanhando pela Rádio Globo.

Esse time conseguiu a proeza que ninguém jamais conseguiu desde 1989, quando a Copa do Brasil começou: eliminarem o Flamengo na segunda fase.

Eu vi 2005. Eu vi Obina numa bomba de fora da área descontando pra gente, lá no Castelão, onde perdemos no jogo de ida. Em 2005, Camanducaia nos destruiu. Em 2016, o próprio Flamengo se suicidou e pulou fora da luta pelo tetra. Méritos ao Fortaleza, que venceu os dois jogos, num sonoro 4 a 2 e nos chutou do torneio. Totais deméritos ao Flamengo, que com uma folha salarial estimada em 4 milhões de reais, nos dá mais um vexame como esse.

Vou me abster de falar da diretoria, embora eu tenha as minhas mais sinceras e profundas críticas ao Bandeira, Caetano e toda a comissão. O que eu espero sinceramente é que tenham a humildade em admitir os seus erros e lutar por melhorias no futebol. Porque enquanto a gente apanha de times de N divisões, o time do basquete, que com certeza não ganha metade do time de futebol, já foi campeão do mundo e mais uma vez está na final do NBB.

Querer de volta o meu Flamengo vencedor, acho que não é pedir muito. Não quero um Messi, não quero um Real Madrid, eu quero raça, quero que honrem esse manto. Porque esse Flamengo está intragável.

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