Os “Influenciadores Digitais”. Como a imprensa nos vê!

10896903_1063488393696062_7220511569354915911_nOntem houve o debate com os candidatos a presidente do Flamengo na Rádio Globo e foi mais um que o presidente Eduardo Bandeira de Mello não compareceu assim como em nosso debate.

No debate foi dada a oportunidade do candidato Wallim Vasconcellos de explicar sobre o áudio de 2013 vazado agora no período eleitoral em que ele xingava jornalistas esportivos. Wallim Vasconcellos deu suas explicações e logo em seguida Cacau Cotta falou em defesa de Wallim na questão do vazamento, mas repudiando o conteúdo do áudio. Logo após dois jornalistas muito conhecidos nas Redes Sociais falaram sobre a questão e é sobre isso que quero tratar.

Diogo Dantas, jornalista do Jornal Extra falou sobre como o Clube enxerga a imprensa. E em seguida ele diz: “Não tem essa coisa da gente ter a nossa opinião como Cacau falou aqui, a gente tem a obrigação de passar a informação verdadeira. Se isso não vai agradar A ou B, não nos cabe opinar, é simplesmente passar a informação”. Concordo com o Diogo Dantas de que a informação passada deve ser a verdadeira e não com inverdades como ele fez em sua reportagem do dia 18 de outubro quando disse que o Vice-Presidente de Comunicação do Flamengo, Antonio Tabet faz reuniões regulares com os “Influenciadores Digitais” para obter apoio à Chapa Azul na eleição. Uma inverdade negada por todos os “Influenciadores Digitais” nas Redes Sociais no mesmo dia e pelo próprio Antonio Tabet que depois falou sobre essa e outras matérias no hangout comigo no dia 16. E concordo com o Diogo Dantas de que devemos ter uma reflexão sobre essa questão mesmo, sobre como se vem fazendo jornalismo nos últimos anos.

Em seguida foi a vez do jornalista da Rádio Globo, Rafael Marques falar sobre a questão, porém, ele foi além e falou de maneira completamente equivocada sobre os “Influenciadores Digitais” do Flamengo. “O Flamengo tem se notabilizado ultimamente com um velado privilégio porque isso não é explícito aos “Influenciadores Digitais”. O Flamengo recentemente tem adotado uma política de comunicação que discordo frontalmente. O Flamengo costuma tratar de maneira sigilosa uma vez que isso quando se torna público fica difícil até pra quem tem essa ideia se sustentar perante a grande massa que parece que para o Flamengo atual o que mais importa é a opinião dos “Influenciadores Digitais” e não dos repórteres que tem a qualificação para estar onde estão e que falam verdadeiramente para a grande massa. Engana-se os “Influenciadores Digitais” que só interessa ao torcedor o que sai na internet. Se fosse assim não existiram mais a mídias convencionais”.

Respondendo ao Rafael Marques, afirmo que o Flamengo nunca nos deu qualquer privilégio de informação. Nunca! Talvez o Rafael deveria procurar saber junto a Comunicação do Clube os motivos que o fizeram criar um grupo nomeado por ele de “Influenciadores Digitais” e quais os critérios adotados para fazer parte dele e entender que não basta ter uma arroba. Não só isso, deveria também sentar com a Cris Dissat, diretora de Comunicação da Acerj, órgão em que ele é Vice-Presidente e aprender mais sobre os “Influenciadores Digitais” e sobre a aproximação do Flamengo com as “Mídias Independentes” que criam conteúdo sobre ele na internet. O Flamengo jamais se importou somente com a opinião dos “Influenciadores Digitais” e isso fica mais claro com a filosofia já adotada pelo atual Vice-Presidente de Comunicação do Clube. E informo ao Rafael Marques que muitos dos “Influenciadores Digitais” são jornalistas qualificados e com seus diplomas. O que não é o meu caso e também não é o de muitos. Outro exemplo importante é ver que o Flamengo jamais deu uma nota respondendo a opinião ou informação de nenhum dos “Influenciadores Digitais”, mas já fez nota respondendo a imprensa por notícias equivocadas.

A conclusão que chego é que a imprensa ainda não sabe utilizar as ferramentas digitais de forma correta. E falo isso dos veículos e seus jornalistas. Hoje o torcedor está ali e contesta no ato a informação e se ela não for verdadeira, ele quer saber porque o jornalista a publicou. Talvez, a questão é mais de credibilidade e muitos jornalistas não viram isso. Os números que Wallim deu seguido de um adjetivo que não vou usar aqui de 75  a 80% é na verdade dos jornalistas sem credibilidade perante ao público. E falo de todas as massas até porque todo conteúdo que é feito na TV, rádio e jornal vão parar na internet. E muitas vezes acontece ao contrário também. 

Eu não afronto jornalistas em Rede Social alguma, mas leio hoje uns 5%. Exijo credibilidade e qualidade! E muitas vezes não há. Vejo que há uma mudança em curso e muitos não se dão conta, não se reciclam, não se atualizam e quando percebem estar para trás, contestam a evolução. Pergunto ao Rafael Marques quantas discussões ele teve no Twitter por uma notícia contestada. Já vi diversas vezes. Eu nem o sigo. Talvez, cabe a vocês se aproximarem dos “Influenciadores Digitais” de todos os Clubes e trocar. Mesmo sem ter a mesma vivência de vocês no esporte, podemos troca e aprender dos dois lados. Falta também humildade! E essas informações equivocadas de vocês jornalistas sobre os “Influenciadores Digitais” também me agride!

Deixo aqui um link com o texto da Cris Dissat que fala muito bem sobre os “Influenciadores Digitais”: Influenciadores Digitais: Novo Conceito de Mídia 

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