Insistente insensatez.

Inoperância, futebol paupérrimo, falta de raça, vontade e também o mínimo de inteligência ao Jayme de Almeida que vê seu barco afundar cada vez mais. Para enfrentar o Fluminense, Jayme novamente foi no seu tradicional 4-4-2, com um losango no meio, que continha Márcio Aráujo, Luiz Antônio e Cáceres; com Mugni na criação à frente, apenas ele. Jayme começa a repetir o mesmo erro que ‘consagrou’ Joel Santana como um dos discípulos da retranca. Diferença é que Joel, se pudesse mandar o time apenas com volantes, ele mandaria.

Porém, o que o Flamengo vem praticando e praticou hoje durante todo o jogo, foi a retranca passiva. Ficou atrás, mas quando tinha a bola consigo não saía em disparada ao ataque. Tanto que Cavalieri não trabalhou durante todo o jogo, exceto na falta cobrada por Samir.

O Fluminense jogou futebol como manda o figurino. Marcou pressão, sufocou o Flamengo e quando tinha a bola não ficava de conversa mole tocando para o lado. Tamanha autoridade se viu no primeiro gol marcado por Fred. Que ficou praticamente em cima da linha de gol de Felipe esperando o escanteio cobrado por Conca. A bola caiu e o mesmo desviou sem o menor problema. Reclamações e mais reclamações. Porém, não houve nada ilegal.

Mas quem reclama de ‘injustiças’, faz algo pra mudar a situação. Cria algo novo e se esforça até dar certo. O Flamengo não o fez! No segundo tempo, Jayme, num acesso de insensatez total, tira Mugni, abrindo mão de seu meio-campo e manda Arthur em seu lugar. Quatro atacantes e nenhum meia. E nessa hora, quando aquele sonoro coro vem da arquibancada, ele deve aceitar e repensar o que tem feito.

A insistente insensatez deu lugar ao fechamento de caixão do Fluminense. Chiquinho, que havia entrado minutos antes, recebe passe na entrada da grande área e chuta forte no canto esquerdo de Felipe, abrindo 2 a 0, fazendo alguns torcedores do Flamengo irem embora e a batata do Jayme aumentar seu processo de fritura.

O time perde mais uma nesse Campeonato Brasileiro, começa a estagnar na parte debaixo da tabela e vê o pelotão de cima distanciar rumo aos 20 pontos. Pra completar, Felipe sai de campo e ao repórter diz: “O time jogou muito bem no segundo tempo.”

O Jayme tem culpa por essa má-fase, mas não apenas ele. O time não se ajuda, não se fecha e busca uma melhora. A política financeira da diretoria, de uma austeridade a longo prazo e de um Flamengo fortíssimo, capaz de grandes feitos, não é errada. Só não entrou em sintonia com esse time, como era ano passado, culminando com a conquista da Copa do Brasil. Bastava um “vocês me ajudam em campo, se doando ao máximo e eu me esforço aqui pra manter os salários de todos em dia e um clube digno”. Mas… não há, infelizmente!

Resposta do último desafio pós-rodada: No dia 13 de abril de 1980, o Flamengo massacrou o Palmeiras por 6 a 2 no Maracanã, com gols de Tita(2), Zico(2), Toninho Barroso e Nunes. | Verdadeiro!

Desafio pós-rodada: A última vez que o Fluminense havia vencido o Flamengo por dois ou mais gols de diferença pelo Campeonato Brasileiro no Maracanã, era em 2 de novembro de 1975. Verdadeiro ou falso?

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