Madureira merecedor.

Luxemburgo tinha apenas um desfalque para a partida hoje, que era Wallace. Mas decidiu mexer no seu meio-campo e deu “azar” de enfrentar o Madureira que apostou no contra-ataque e recuo do time inteiro. O empate traz a lição a Luxemburgo. Que por mais velha e clichê que seja, não deixa de ser verdade: em time que ganha, não se mexe.

O Madureira, como já citado, enfrentou o Flamengo num 4-4-2 para o recuo e contra-ataque. Enquanto o Flamengo foi a campo no já tradicional 4-3-3 com: Paulo Victor; Pará, Bressan, Samir e Thallyson; Cáceres, Márcio Araújo e Canteros; Everton, Gabriel e Marcelo Cirino.

A proposta de jogo do Madureira foi bem clara. Marcar a saída de bola do Flamengo e, caso não conseguisse o roubo de bola, o time inteiro recuava e ficava postado em sua defesa. O Flanengo que também era/é de contra-ataque, sofreu para entrar na barreira montada pelo Madureira. Everton e Márcio Araújo se entendiam bem no meio-campo e criaram duas ótimas chances de gol. Primeiro Everton achando Márcio Araújo livre na área, e o mesmo finalizando rente ao gol de Jonathan Ribeiro; após, Márcio Araújo encontrara Everton no mesmo lado esquerdo e o canhoto acertou a trave num chute colocado. O Flamengo não errava passes e tinha bom domínio territorial do jogo. Mas o Madureira numa das poucas subidas que fez ao campo do Flamengo, abriu o placar.

Eram 35 minutos do primeiro tempo quando Bressan e Samir se equivocaram na saída de bola, Luiz Paulo chegou batendo de três dedos e de perna esquerda, a bola bateu na trave direita de Paulo Victor e entrou no lado oposto. O Madureira fazendo pressão na saída de bola do Flamengo conseguiu seu objetivo, e o primeiro tempo se encerrava.

No retorno ao segundo tempo, Luxemburgo substituiu Gabriel por Eduardo da Silva, por opção técnica, e pouco depois, Everton machucado deu lugar a Nixon. O Madureira teve boa chance com Rodrigo Pinho, quando aos 18 minutos do segundo tempo, Canteros que vinha mal no jogo, deu lugar a Arthur Maia, que também não conseguiu corresponder. Praticamente ninguém fez bem jogo, à exceção de Márcio Araújo que fez bem seu papel no meio-campo, não apenas marcando como também contribuindo com passes.

A tática montada por Toninho Barroso dava certo. Time compacto, que marcava a saída de bola e recuava quando o Flamengo passava do meio-campo. Tanto que o gol de empate do Flamengo aos 29 minutos do segundo tempo, não foi merecido. Arthur Maia cobrou escanteio na esquerda, Cáceres desviou e Bressan pegou a sobra, chutando fraco. A bola quicou e Jonathan Ribeiro chegou a tirar a bola sem que a mesma ultrapassasse completamente a linha do gol. Gol validado, porém duvidoso. Infelizmente justiça no futebol é algo quase impossível.

Curtas: Bressan pouco apareceu no jogo, o que foi tendência a todo o time, com a rara exceção de Márcio Araújo; Canteros sumido, como se faltasse confiança para fazer coisas simples como faz e já fez em outros jogos; Pará foi vaiado e vai ter de suportar essa pressão se quiser permanecer no time – quem fazia sua função tinha história, apesar de muitas outras questões; agora é o Brasil de Pelotas, pela Copa do Brasil, e Luxemburgo não mais poderá se dar ao luxo de arriscar mudanças desnecessárias.

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