O ano da superação

Sábado, 07 de dezembro de 2013, e no início do ano poucos, raros ou ninguém acreditaria que o Flamengo pudesse chegar aonde chegou, antes mesmo do dia de hoje. Mais precisamente em 27 de novembro, quase campeão da Copa do Brasil pela terceira vez em sua história. Onde coroou a união de técnico, time e torcida. Que uniram-se num só tom e levaram o maior do mundo ao título nacional.
Flamengo e Cruzeiro entraram em campo hoje com folga, com a certeza de um ano cumprido e porque não, comprido também. Campeão da Copa do Brasil e Campeão Brasileiro. Ambos, desacreditados no início do ano e que deram a volta por cima. A do Cruzeiro, bem mais longa, sem sustos, com uma campanha espetacular; a do Flamengo de uma eliminação no estadual, um início de Campeonato Brasileiro sombrio e um fim de ano brilhante com a conquista de um título que não vinha desde 2006.
Jogo da troca de faixas, de festa no início, de Bom-senso Futebol Clube, de gols, expulsões, contusões, confusões e também de uma atuação brilhante de César, jovem goleiro da base que fez sua estreia no time de cima. Falando em contusões, a bruxa soltou-se ao Maraca na tarde de hoje. Paulinho no primeiro tempo e Samir no segundo deram o tom final de dramaticidade pela questão do planejamento para 2014, em virtude de uma Libertadores a disputar. Carlos Eduardo, após discussão foi expulso – injustamente, em minha opinião – e fez Jayme enlouquecer pra arrumar um time que não precisava por se tratar de um jogo tranquilo de fim de ano e que não havia mais nada a buscar a não ser uma vitória.
E o atacante mais idolatrado pela nação neste ano, deixou mais uma vez sua marca. E em casa, nada melhor! Após cruzamento de Nixon, que Léo Moura deixou passar, Hernane cabeceia forte, a bola bate na trave, entra e 1 a 0 no placar.
Flamengo do uniforme rubro-negro, da arquibancada lotada e do Maraca que levou um time de nível médio a baixo, a um título improvável e a jogar um futebol que deixou todos sonhando com algo mais.
O gol do Cruzeiro – que irritantemente esqueci de quem – foi belo, uma pancada no alto. Mas só. O Cruzeiro.. enquanto o Cruzeiro foi o time da regularidade neste ano, o Flamengo foi o time da paixão, do amor, da raça, dos 70 mil no Maraca após um longo tempo.
Que me perdoe o Bayern de Munique, com toda a sua essência e futebol moderno, campeão da uma UEFA Champions League em Maio; que me perdoe o Atlético-MG, que merecidamente fez uma campanha espetacular na Libertadores; que me perdoe o Cruzeiro que foi regular o ano inteiro e sagrou-se campeão brasileiro em 2013 e que me perdoe a Seleção Brasileira, que mesmo tendo lotado um Maraca, meses antes da festa mais linda de 2013, protagonizou outra bonita – porque é linda é outro patamar.
Pretendo fazer outro post até o fim de dezembro deste ano tratando de alguns assuntos relacionados ao nosso ano e nosso futuro em 2014. Mas se é pra encerrar bem, que seja com o trecho mais lindo do hino do Flamengo.. Uma vez Flamengo, Flamengo até morrer!
E pra não esquecer: Obrigado, São Judas Tadeu! Eu que te pedi tanto durante as finais da Copa do Brasil, preciso curvar-se diante de você e te agradecer sinceramente por ter-nos dado de volta a alegria, cuja não vinha a tanto tempo, cujo veio no ano da superação.

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