O Flamengo de volta ao seu lugar.

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Talvez o time soubesse, talvez não. Mas o cenário, em partes, apontava para um tropeço rubro-negro no Maracanã após um tempo sem perder, ou sequer empatar. Porém por sorte, o time de Oswaldo de Oliveira, o Flamengo de Oswaldo de Oliveira, hoje é um time seguro.

O público total do Maracanã nesta quinta à noite foi pouco mais de 43 mil pessoas, entre pagantes e não-pagantes. Quarenta e três que por sua vez remete ao sérvio Dejan Petkovic, aniversariante do dia e que, com certeza, ganhou um belo presente.

Mas para isso teve que suportar toda a pressão do Cruzeiro durante o primeiro tempo. A chance mais clara de gol foi quando Willian bateu escanteio e Paulo André cabeceou forte no canto esquerdo de Paulo Victor que foi buscar.

As 20, mais uma vez Willian batendo escanteio e Paulo André ameaçando a zaga rubro-negra. Não fosse Samir o agarrando e a arbitragem fingindo não ver, vide o lance no Fla-Flu, quando também houve um pênalti não-marcado.

Wallace, que sentiu a coxa esquerda e sairia aos 32 minutos para a entrada de César Martins, ainda salvaria o Flamengo em mais uma chegada do Cruzeiro pelo lado direito.

O Cruzeiro dominava o jogo e não era ameaçado em hipótese alguma. Nem mesmo quando errava e entregava ao Flamengo. Mas aí mora o irritante e ao mesmo tempo saboroso detalhe do futebol: a surpresa.

Quem tinha o jogo sob controle era o Cruzeiro, quando aos 45 minutos do primeiro tempo, deixou Alan Patrick livre na entrada da grande área. O meia rolou pra trás e serviu Kayke que avançou à linha de fundo. O atacante, cria da Gávea, devolveu de pé direito, com sutileza para o chutaço de Alan, que desviou em Paulinho e morreu no fundo do gol de Fábio. Era o desafogo que o Flamengo precisava para retornar ao segundo tempo com a cabeça fria e começar a controlar o jogo.

No retorno ao segundo tempo, Flamengo sem mudanças e o Cruzeiro com Ariel Cabral saindo para a entrada de Marcos Vinícius. Logo aos 10, outra alteração sem muito sentido de Mano Menezes: Allano por Marquinhos. E ainda falando em substituições e já caminhando aos 20 do segundo tempo, foi a vez de Emerson Sheik se machucar e dar vaga a Marcelo Cirino.

O que não sabiam os rubro-negros é que aos 23 uma pintura viria. Alan Patrick bateu escanteio, a zaga mineira cortou e Luiz Antônio acertou um chutaço de fora da área. Bola com efeito e no ângulo de Fábio, que não estava em uma boa noite.

Do gol de Luiz Antônio ao fim do jogo, Mano Menezes ainda colocou De Arrazcaeta na vaga de Vinícius Araújo, mas não surtiu efeito. Oswaldo, por sua vez, optou por colocar o menino Jajá no lugar de Paulinho nos minutos que restavam. Mais uma vez acertando ao não colocar um garoto da base num momento ruim.

Fábio ainda teve trabalho em chute de Kayke, na entrada da área. E por fim, após 137 rodadas ou 4 anos, o Flamengo volta ao lugar onde sempre deveria estar: o G4. Muito trabalho o time ainda terá para se manter entre os 4 melhores do campeonato e beliscar a tão sonhada vaga na Libertadores do próximo ano.

Motivos para sonhar com essa vaga e até com o título, porventura, não faltam. Kayke se mostrando um bom reserva para Paolo Guerrero; Alan Patrick, apesar de pendurado, é hoje o titular indiscutível no meio-campo do Flamengo e tem em Ederson um reserva à altura; temos enfim um padrão de jogo e boas peças, apesar de ainda algumas carências; jogadores como Paulinho e Luiz Antônio “ressuscitando”.

O G4 hoje é realidade, e eu garanto: se ajeitar os mínimos detalhes como a bola parada defensiva, porque não o hepta?

Ficha técnica

Flamengo 2 x 0 Cruzeiro

Campeonato Brasileiro, 24ª rodada

Local: Estádio Maracanã, Rio de Janeiro

Data: 10 de agosto de 2015 (quinta)

Árbitro: Marcelo Souza

Assistentes: Vicente Romano Neto e Herman Brumel Vani

Cartões amarelos: César Martins, Alan Patrick e Paulinho(Flamengo); Ceará, Manoel e Henrique(Cruzeiro)

Flamengo: Paulo Victor; Pará, Wallace, Samir e Jorge; Jonas, Luiz Antônio e Alan Patrick; Paulinho, Emerson Sheik e Kayke. Técnico: Oswaldo de Oliveira.

Cruzeiro: Fábio; Ceará, Manoel, Paulo André e Pará; Henrique, Willians e Ariel; Willian, Allano e Vinícius Araújo. Técnico: Mano Menezes.

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