O QUE HÁ POR TRÁS DO URUBU DO FLAMENGO

Urubu, ave de penas negras, facilmente encontradas rondando carcaças e lixões. Não é das aves mais poéticas, tampouco citadas entre as mais admiradas. Você, flamenguista, conhece a história que levou essa ave ao título de mascote do Mais Querido do Brasil?

Voltemos décadas no tempo. 1969. Era Flamengo e Botafogo, anos sem que a torcida do Mengão comemore uma vitória sobre o maior rival da época. Torcedores do Fla levam um urubu para o Maraca lotado. Momentos antes de o jogo começar, a ave voa com a Bandeira do Mengo presa aos pés. Pasma a torcida do Botafogo e pousa majestosamente no gramado, recebendo a aclamação da massa. Naquele momento, a coroação. E naquele dia, o fim do tabu. O mascote foi estilizado e humanizado pelo cartunista Henfil, e se popularizou.

O que Luiz Octávio Vaz, Romilson Meirelles, Victor Ellery e Erick Soledade fizeram, foi muito além do que levar uma ave escondida sob bandeiras ao Maracanã. Naquele momento, afirmaram para a despeitada e preconceituosa massa anti-Flamengo, a Nação forte e poderosa que se unia em prol do Fla. Se o termo “urubu” era alusão racista, para nós se tornava codinome e símbolo de resistência. A voz do negro, do mestiço, do pobre, mas também do branco, do rico. A Nação é o que é hoje por ser enraizada na simplicidade, humildade, mas também na ousadia. E é uma honra fazer parte dela. Ser da turma do Urubu!

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