O show de horrores de Élton.

A 25ª rodada, para o Flamengo, foi uma daquelas que, analisando friamente, o time prejudicou-se pela mudança de esquema por conta de duas ausências.

O Bahia, em casa, tinha proposta ofensiva, com Gilson Kleina mandando seu time num 4-4-2. Nada mais fundamental para se buscar a vitória em seus domínios. Já o Flamengo de Luxemburgo foi a campo num 4-3-2-1(ou também  conhecido como árvore de natal) com: Paulo Victor; Léo Moura, Samir, Wallace e João Paulo; Luiz Antônio, Márcio Araújo, Canteros, Éverton e Eduardo da Silva; Élton.

Foi o jogo da tentativa, da sorte. Era um time sem entrosamento e confiando, ou tentando confiar no simples para conseguir a vitória. E como a sorte depende muito do acaso, o Flamengo começou atrás.

Em rápida triangulação: Railan para Henrique, para Emanuel Biancucchi, pro gol. Chicão, Léo Moura e Samir marcavam Emanuel. Nenhum foi capaz de impedir o chute do atacante. O Bahia abria o placar.

Enquanto isso, o Flamengo era sorte, era um “Dá no Éverton e reza”. E como infelizmente o futebol real não é como na ficção de um videogame, em que um jogador sozinho pode resolver a situação, Éverton fez o dele, mas sozinho nada consegue.

A bola não era do Flamengo, assim como o campo não era. O Bahia dominava, marcava em cima e o Flamengo assistia. E quando recuperava a bola? Éverton! Tanto que mais uma vez o lado direito pouco produziu no primeiro tempo. E quando produziu, o que se viu foi um show de horrores de Élton. Ele lembra Hernane no início de seus jogos, quando vivia um caso de amor e ódio com a bola. Élton consegue ser pior.

O primeiro tempo assim se foi, e no retorno ao segundo, o inexistente Élton saiu para a entrada de Gabriel. Era uma tentativa de amenizar o caos ofensivo e empatar o jogo o quanto antes.

Porém logo aos 2 minutos, João Paulo vem em velocidade pela direita e imprudentemente derruba Railan na área. Pênalti cobrado e convertido por Emanuel Biancucchi. Que é mais um primo do Messi, que não joga tanto quanto, mas que foi decisivo como o mesmo.

Aos 10, um puro retrato do quão perdido estava o Flamengo em território baiano. Canteros tem a bola dominada no meio e toca para ninguém no lado direito.

A essa altura o Flamengo já começava a tentar de ambos os setores, porém com mais força pelo lado direito. Algo percebido pelo passe de Canteros, ainda que tenha errado.

Contudo foi pelo lado inverso(esquerdo) que o Flamengo fez seu gol de honra. João Paulo cruzou na cabeça de Eduardo da Silva, que mandou a bola no contra-pé de Marcelo Lomba. A mesma tocou a trave e entrou calmamente.

Após o gol, papéis levemente invertidos. Agora o Bahia não pressionava tanto e mais segurava-se e o Flamengo vinha pra cima. Embora que errando muito.

Aos 29, Eduardo da Silva sairia para a vaga de Arthur. Cartada de Luxemburgo recompondo o ataque com apenas um homem, mesmo que pra isso precisasse ficar praticamente sem criatividade no meio.

No mesmo instante ao da entrada de Arthur, Léo Moura cobra falta e Samir cabeceia rente a trave de Lomba.

Aos 38, o Flamengo tinha o dobro de finalizações do Bahia. Eram 14 a 7. Fruto do recuo baiano e do abafa rubro-negro.

O Bahia ainda trocaria o autor de dois gols e responsável pela vitória, Emanuel Biancucchi por Fael. Gilson Kleina queria assegurar o resultado e não correr riscos. Ou pelo menos tentar.

Porém o recuo baiano ofereceu-lhe muitos perigos. O abafa do Flamengo foi intenso, com lances polêmicos e o apito final deu ao Bahia a chance de respirar aliviado.

Luxemburgo terá para a próxima rodada o retorno de Alecsandro e possivelmente de Cáceres, que também não jogou hoje. Mas antes da 26ª rodada, o compromisso é em Natal-RN, contra o América-RN, pelas quartas de final da Copa do Brasil.

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