O simples leva além.

Três jogos, quatro pontos. A equação não bate, da mesma forma que o futebol que o Flamengo vem apresentando, também não. Quando joga mal, se mostra apático e o adversário não dá chances, o time não vence. Quando joga mal, se mostra apático, com a corda no pescoço e o adversário dá chances para que uma vitória aconteça, o time vence… mas não convence.  Jayme vive esse dilema desde que 2014 entrou em sua porta – assunto já comentado no post anterior.

O Flamengo hoje é um time que improvisa, vive em função disso. Há jogadores que, de tão ausentes, a torcida com certeza já esqueceu que estão no clube. Maior caso é o Elano. Que se machucou na Libertadores e não foi visto novamente.

O time hoje foi a campo num 4-5-1 ou 5-4-1 ou 1-4-5, tanto faz. Fato é que, a bagunça(leia-se improviso) é tão grande que não duvido que essa brincadeira que fiz com o esquema tático, realmente não tenha se produzido em campo.

Éramos: Felipe; Luiz Antônio, Samir, Wallace e André Santos; Cáceres, Márcio Araújo, Nixon e Negueba; Paulinho e Alecsandro. Um 4-5-1 que se comportou como um 4-4-2. O 4-5-1 seria retranca, contudo, quem iniciou o jogo com postura de marcação foi o Palmeiras. Adiantando suas linhas e fechando os espaços do Flamengo. Se valendo de sua fraqueza ofensiva quando sendo ou não ameaçado.

Que de início deu certo. Mesmo com um time inferior, o Palmeiras se valeu das falhas de marcação da zaga rubro-negra e chegou a estar com 2 a 1 no placar, assim terminando o primeiro tempo. Wesley fez o primeiro num chute seco  à média altura, da entrada da grande área, que Felipe viu entrar em seu canto direito. Em seguida, aproveitando a fragilidade do Palmeiras em seu lado esquerdo e com Nixon escapando pelo mesmo lado, a bola achou Paulinho que achou o empate.

No lance seguinte, numa chegada do Palmeiras, em que Valdivia participa da jogada dando o passe final para Henrique marcar o segundo, o time de São Paulo era melhor, mas não de forma que pudesse ter o jogo ao seu controle. Valdivia que teve uma tímida participação durante todo o jogo, se limitando a trocar passes e reclamar da arbitragem. Porém, isso era problema do Palmeiras, que não sairia do Maracanã, hoje, com um bom resultado.

No segundo tempo, no lugar de Nixon veio Lucas Mugni. O argentino que a cada dia passado se solta mais e dá mostras do investimento que o Flamengo fez no mesmo.

Teve participação no gol de empate marcado por Márcio Araújo aos 4 do segundo tempo e total contribuição no terceiro gol, marcado por Alecsandro aos 14, achando-o entrando entre a zaga.

O quarto e último gol veio após um contra-ataque puxado por Wallace, driblando dois e deixando Alecsandro com o gol escancarado à sua frente, onde bateu Bruno e pôs um ponto final ao resultado do jogo.

Bom que a torcida não caia na ilusão pós-vitória de que este time está bem e que assim vamos longe do campeonato mais difícil do país, pois a resposta é negativa. E melhor ainda se o Jayme enfim tiver caído em si que, o simples leva além e que, com o entendimento de futebol que ele tem, o permita perceber que o óbvio o ajuda e muito em seu trabalho. O futebol não é um bicho de 7 cabeças, mas jogar contra você mesmo e ter medo de arriscar pelo melhor só complica.

Resposta do último desafio pós-rodada: No primeiro turno do Campeonato Brasileiro de 2011, Flamengo e Corinthians empataram por 1 a 1 no Engenhão, no jogo que marcou a despedida de Dejan Petkovic do futebol. Aquele dia, o sérvio foi substituído por Thomás no segundo tempo. | Falso! Pet saiu para a entrada de Negueba.

Desafio pós-rodada: No dia 13 de abril de 1980, o Flamengo massacrou o Palmeiras por 6 a 2 no Maracanã, com gols de Tita(2), Zico(2), Toninho Baiano e Nunes. Verdadeiro ou falso?

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