Orgia na cartolagem e uma meta pé no chão

Não venho aqui hoje discorrer sobre a movimentação polêmica do Fla no mercado da bola. Hoje venho aqui expressar minha inquietação. É janeiro, o campeonato brasileiro do ano passado sequer acabou, e a cada dia que se passa, concebo mais e mais a ideia de que nós futeboleiros brazucas somos mesmo palhaços. Quando penso que as coisas já estão na fossa moral, eis que surge a possibilidade de um Campeonato Brasileiro com 24 clubes. É tanta falta de critério, tanta cartolagem arbitrária, tanta falta de vergonha e respeito, que só mesmo meu imenso amor ao Clube de Regatas Flamengo para me fazer insistir em acompanhar futebol nessa terra onde a Confederação Nacional descaradamente recusa-se a cuidar dos interesses dos clubes, já que seu carro-chefe é a Seleção.
Sempre defendi a ideia de campeonatos administrados por uma liga nacional forte, onde os interesses dos clubes e torcedores fossem respeitados. Suportar mimimi de engravatado, como tudo na vida, tem limite. Esse limite acaba quando começa a orgia na cartolagem.
Imoralidades deixadas um pouco de lado, já que é sabido que o Flamengo é muito mais que essa sujeirada toda, venho aqui explanar também, no meu primeiro texto do ano, o que penso desse 2014. Se eu disser que não tenho esperanças, minto. É que eu vislumbro novas glórias como qualquer torcedor. Mas ao contrário de muitos pseudo-torcedores, eu procuro estar conectada ao que rola na Gávea e sei das dificuldades que o meu amado Mengo enfrenta. O discurso dos azuis sobre recuperar a saúde financeira, aos meus olhos é correto, portanto exigir um Ribéry da vida, não vai levar a nada. Vide erros da gestão Paty. 
Em suma, espero o desfecho da papagaiada que se desenrola no cenário do esporte nacional, morrendo de saudades de ver meu Mengo jogar. Eu jamais esperei grandes contratações, ouso até dizer que só ”aprovo” duas entre as anunciadas (Everton e Léo), mas mesmo esperando um elenco modesto, acredito sim que com vontade vamos longe. Isso aqui é Flamengo, o mestre das surpresas, dos ”craques” improváveis, possuidor do Manto Sagrado. No dia que perder a fé no Fla, perco o sentido da minha vida.
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