Para tranquilizar e seguir o trabalho!

Hoje, no Couto Pereira, o Flamengo fez um jogo, digamos, protocolar. Que dava pra ter sido muito mais tranquilo do que foi, mas só em ter vencido e acabado com o jejum de gols do time, já podemos sentir um pouco de tranquilidade. Hoje, Domènec não fez malabarismo e decidiu mandar a campo o time “ligado na voltagem básica”. Durante a semana, após a derrota sofrida para o Atlético-GO, uma conversa entre o técnico e o elenco ocorreu a portas fechadas, e para hoje ficou a esperança de que o time rubro-negro pudesse sair de Curitiba com uma vitória, os 3 pontos e um pouco de tranquilidade, o que de fato ocorreu.

Com a saída repentina de Rafinha para o futebol grego, João Lucas foi escalado em seu lugar. O menino não foi um primor técnico ali na lateral direita, mas também não jogou mal. Meio nervoso no início da partida e errando alguns passes, logo se encontrou, principalmente após o gol do jogo e já se via arriscando dribles e tentando ir à linha de fundo ajudar os companheiros.

Gerson, sim, continuou abaixo do que sabemos que pode entregar. Não comprometeu quando ajudava o time na marcação, mas errou coisas bobas e esteve um tanto sumido do jogo. Everton Ribeiro já um pouco melhor, arrancando, conduzindo bem a bola, arriscando de fora da área e, junto a Arrascaeta, fazendo fluir o meio-campo rubro-negro.

Aliás, falando em Arrascaeta, foi dele o primeiro gol do Flamengo no Campeonato Brasileiro 2020/21. Quando Bruno Henrique, que estava na ponta esquerda, encontrou Gabigol na área, poucos metros à sua frente. O atacante não conseguiu o domínio e a bola sobrou, com pouco espaço, para o uruguaio, que mesmo assim, com apenas um toque, tirou a marcação, ganhou equilíbrio e tocou na saída de Wilson para abrir o placar no Couto Pereira aos 27 minutos do primeiro tempo, quando o Flamengo já tinha conseguido chegar mais à área do time paranaense, com Everton Ribeiro num chute da entrada da área e Arrascaeta mandando uma bola no travessão.

Eduardo Barroca, técnico do Coritiba, cobrava que o time não apenas “assistisse ao Flamengo jogar”, mas que voltasse ao ímpeto elétrico do início do jogo e tentasse afogar o Flamengo, o que de fato só conseguiram do meio para o fim do segundo tempo, quando, mesmo com a expulsão de Renê Junior, o Coritiba sentiu confiança e decidiu se mandar ao ataque, para tentar um empate. Pedro ainda teve um gol anulado – que eu ainda acho que foi regular, pois recebeu cruzamento da direita, e ao meu ver, estava até centímetros atrás do zagueiro e cabeceou no canto direito do goleiro. Que mesmo com o gol anulado, é impressionante como esse menino sempre que entra, deixa o dele, tem um faro de gol absurdo. Quem ganha é o Flamengo!

Outro fato importante sobre o jogo de hoje, foi perceber um clima mais tranquilo em relação ao Domènec e os jogadores. Um clima mais leve, com Gabigol conversando com ele, com Filipe Luís mais tranquilo em entrevista ao final do jogo. É bom que se diga: Domènec aparenta não fazer o perfil vibrante que tinha Jorge Jesus à beira do gramado comandando o Flamengo, mas nem por isso será fator primordial para que o seu trabalho não venha a se desenvolver. É aguardar e saber que a diretoria tem total confiança e convicção que ele conseguirá alcançar voos altos com o Flamengo e nos fazer sorrir tanto quanto o mister nos fez.

Fatores extras a serem pensados sobre o fato de o Flamengo não ter sido, hoje, mais mortal como foi em 2019: 1- a sequência pesada que já estamos começando a ter e continuaremos devido à pandemia e o calendário apertadíssimo; 2- havia chovido em Curitiba, o campo estava pesado e o time não quis apertar muito um jogo que ficou sob seu controle durante boa parte, e que o Coritiba também não causou perigo iminente em nenhum momento, exceto uma bola espirrada que parou na trave de César, que não foi ameaçado; 3- seguimos ainda no início do trabalho do Domènec, ele segue conhecendo o elenco e ainda tem um bom banco à sua disposição, tem gente que ele nem usou ainda.

Gabigol hoje quase marcou, quase arrancou o jejum de gols, e logo em seguida, o Dome já gritava mandando apoio a ele, e isso é o mais importante no momento. Como bem disse Filipe Luís ao fim do jogo: que sigamos a pegada e possamos recuperar a confiança com o passar dos jogos. Mês que vem volta a Libertadores e, com certeza, já estaremos numa batida diferente e mais confiantes até lá.

Ficha técnica da partida:

Coritiba 0 x 1 Flamengo – Estádio Couto Pereira.

Coritiba(4-3-3): Wilson; Jhonathan, Rhodolfo, Sabino e William Matheus; Nathan Silva(Rui), Renê Júnior, Yan Sasse(Neilton) e Matheus Galdezani; Robson(Sassá) e Igor Jesus(Matheus Bueno). Técnico: Eduardo Barroca.

Flamengo(4-3-3): César; João Lucas, Rodrigo Caio, Léo Pereira e Filipe Luís; Willian Arão, Gerson e Everton Ribeiro; Arrascaeta, Bruno Henrique(Pedro) e Gabigol(Diego). Técnico: Domènec Torrent.

Gol: Arrascaeta(aos 27 do 1º tempo).

Cartões amarelos: Jhonathan, Nathan Silva, Ruy e Renê Júnior(Coritiba); Gerson, Bruno Henrique e Diego(Flamengo).

Árbitro: Rodrigo Dalonso Ferreira.

Auxiliares: Kleber Lúcio Gil e Helton Nunes. Árbitro de vídeo: Caio Max Augusto Vieira.

Foto: Coluna do Fla

___

 

Por: Germano Medeiros (@43Germano)

+ Siga o Blog Ser Flamengo no Twitter, no Instagram, no Facebook, no Youtube e no Dailymotion.

Comentários