Personalidade Rubro-Negra com Cida Gomes

Cida Gomes com Zico
Em nossa segunda edição do “Personalidade Rubro-Negra, vamos contar com uma pessoa muito especial, a Cida Gomes. Ela nos falou de sua relação com o Flamengo, sobre como o Flamengo lhe proporcionou alegrias e sobre o evento que ela organiza que é o Chopp da Nação. Se liga no que ela falou pra nós:
Cida, conte-nos um pouco sobre você, sua rotina pessoal e como torcedora do Flamengo.

Cida: Sou carioca, Pisciana autêntica, graduada em Nutrição e Pos Graduada em Marketing. Filha de 2 rubro-negros e de família 100% Flamengo até as calopsitas são Flamengo.

Por questões obviamente profissionais, sou obrigada a saber separar a Cida Profissional da Cida Cidadã Rubro-Negra. Trabalho como Representante Comercial em minha própria empresa (onde mantenho contrato com fabricantes de produtos de limpeza e Higiene) e no trato com clientes, por vezes, a paixão pelo Fla fala mais alto e acabo tirando uma onda com alguns deles, que fazem parte da arco-íris sofredora.

Como digo sempre, tenho algumas paixões que defendo, custe o que custar: Minha família, Minha Cidade, Meu Flamengo e Minha honra/palavra.

Como torcedora do Fla, sou como qualquer um: MOVIDO PELA PAIXÃO! Só não deixo a paixão me cegar, e não veros problemas que assolam o meu Clube.

Como começou a sua paixão pelo Flamengo? Quando começou acompanhar o Flamengo em campeonatos, nos estádios?

Cida: Sou Flamengo no Genótipo e no Fenótipo, logo acompanho o Flamengo desde o tempo em que não entendia PN de futebol, e que ia com meu Pai e seus Primos mais meus irmãos, todos os domingos ao maracanã (acompanhado de uma “renga” de priminho(a)s. Olha Túlio, mesmo que eu fizesse uma sessão de regressão espiritual, eu não conseguiria me ver, sem estar apaixonada pelo Flamengo. Depois fomos crescendo, meu pai se cansou das confusões dos estádios, passei a freqüentar com meu irmão, depois com os sobrinhos e amigos, e hoje em dia com amigos do Nação Twitter. Estive no maracanã, nas finais de 80, 83,87,92 e 09 e se isso não bastasse, acompanhei muitas outras glórias da Fase Áurea do CRF (e talvez por isso, valorize um pouco mais a palavra ÍDOLO)


Você se define como uma carioca apaixonada por sua cidade e muito se fala da identificação do torcedor do Flamengo como um autêntico cidadão carioca. Como você vê essa relação?

Cida: Se 54% da população da Cidade Maravilhosa são rubro-negra, o que precisa mais pra haver a identificação. Contra números não há argumentos. E quando a arco-íris mal vestida e pouco amada, tenta só usam argumentos desprovidos de qualidade e recheados de preconceitos, Os pélas desconhecem o que seja “Pirâmide Social”, por isso não entendem do que falam. O Rio é um quando o Flamengo vence um campeonato, e é nada quando outro (raramente) vence.

Sei e me orgulho disto que a Nação rubro-Negra é heterogênea em raças, credos, etnias e naturalidades… Mas tenho a convicção, que cada Cidadão do Mundo que ama o Flamengo, acaba por ter um pouco de afeto pelo Rio de Janeiro também.
 


Na sua visão de torcedora, como você vê esse fenômeno que é o Flamengo por todo o Brasil?

Cida: Acabei meio que me antecipando a este assunto na resposta anterior… Mas quando viajo pelo Brasil e sempre fiz muito isso, pelo trabalho e pelo prazer de conhecer meu País, fico encantada com as demonstrações de RubroNegrismo Puríssimo que vejo em muitas Cidades que visito.

Dou um valor inestimável aos Rubro-Negros OFF Rio, porque pessoas que nunca vieram ao RJ, nunca viram o Flamengo jogar, e que são capazes de amar o nosso time, com a mesma paixão que eu, que fui criada dentro do maracanã. Na verdade, isso me enche de orgulho e emoção. Porque não existe nenhum movimento espontâneo de Massa no Brasil, igual ao Flamengo (e acredito que fora do Brasil também).

Vejam as fotos e comprovem o que digo

Na Praia do Japonês, em Fortaleza

Caminho do nada em Natal


Cida, você vem organizando o Chopp da Nação. Conte-nos como funciona o evento, calendário e o que quiser mais acrescentar.

Cida: O Chopp da Nação nasceu de um choppinho despretensioso, que marcamos (eu e mais 7 pessoas, alguns que eu nunca tinha visto pessoalmente, só conhecia do Twitter, outros nem isso). Marcamos o chopp no Amarelinho da Cinelândia, no inicio de 2011 e ficamos de marcar outros encontros destes. De fato, fizemos o segundo já com a presença de 32 pessoas (inclusive gente vinda de São Paulo – como o amigo @Mindaro) em plena quarta feira à noite também na Cinelândia. Foi quando a Leninha, batizou o evento de Chopp da Nação. Ela comprou alguns brindes com dinheiro de sua aposentadoria (me lembro era perto da Páscoa e ela levou um Ovo de Páscoa do Fla que eu ganhei no sorteio) para sortear com os participantes e daí seguimos ate hoje, mesmo sem a doce presença da Leninha (que nos deixou no ultimo 2 de março).

O Chopp da Nação foi ganhando corpo, com ajuda de todos aqueles que participaram de suas 7 edições. Passamos a realizá-lo, como forma de unir ainda mais o grupo, em dias de jogos do Fla Off Rio, pelo brasileiro, nos finais de semana, pra facilitar a vinda de pessoas de fora do Rio.

Fizemos este ano apenas uma edição (já que o que ocorreria em Março foi adiado pelo falecimento de nossa amiga Leninha). O Chopp da Nação 7 aconteceu no dia 05/05 (vide foto da turma),com muitas homenagens à amada Lena Souza

Continuaremos firmes na realização do Chopp da Nação em 2012. Renovaremos o Manto do Chopp (Camisas que mandamos fazer por nossa conta, para sortearmos aos aniversariantes do trimestre e aos presentes), Amigos do CDN (Chopp da Nação) sempre colaboram e levam alguns brindes para sorteio. Assim nosso intuito de confraternização e uma Ode de Amor ao Mais Querido vão caminhando e servindo para conhecermos e fazermos novos e queridos amigos.

Nosso calendário do Evento (aberto a todo e qualquer Cidadão Rubro-Negro) é o que segue, sempre no Bar dos Chico’s (Rua General Canabarro, 119, Maracanã):

24/06/2012
29/07/2012
02/09/2012
14/10/2012
11/11/2012

 

      A Leninha que eu não tive o privilégio e nem a honra de conhecer, era quem organizava o Chopp da Nação, não é? Como era a sua relação com ela? Como era a relação dela com os freqüentadores do evento?
Cida e Leninha
Cida: A Leninha era um anjo que Deus colocou na minha vida, pra me encher de amor, um amor que só recebera antes, de meus pais (um amor incondicional, sem frescuras, sem cobranças, sem dimensões e contornos). Nós duas é que organizávamos o Chopp da Nação. Eu cuidava da parte prática das coisas, marcar data, acertar com a Ana Torres (proprietária do Chico’s), e ela cuidava da divulgação e da recepção amorosa a todos que quisessem participar.

Leninha era um espécime raro de ser humano, que teve uma vida sofrida (recheada de preconceitos e desamor), mas que tinha uma qualidade raríssima: Ela só plantava sementes de amor nos corações dos que ela conhecia, se o terreno fosse fértil, frutificava.

A relação dela com todos, fossem freqüentadores ou não do CDN, era de imenso carinho e simpatia… Mas era uma Rubro-Negra autêntica, sem se render aos modismos de agora, sem se cegar pela paixão e muito amada, dentro e fora do clube (pelo qual foi atleta do Basquete).

O Chopp da Nação é um evento que ocorre quando o Flamengo faz seus jogos fora do Rio, mas, além disso, o evento serve para que novas pessoas se conheçam, criem laços de amizade e claro, para falar de Flamengo. Há alguma história curiosa do evento para nos contar?

Cida: O CDN é isso aí mesmo que você relatou; um evento para unir pessoas, que tenham um mesmo sentimento: AMOR PELO FLAMENGO. Mas sentimento é algo que sentimos isoladamente. Porque cada um tem sua forma de expressá-lo, de manifestá-lo e de entendê-lo. Não tenho nenhuma história peculiar para contar do CDN, apenas que é um evento que fazemos com amor, em nome do Amor ao Flamengo.

O resto que dissermos é desnecessário, em face de tudo o que já recebemos de afeto, nas edições deste Evento.

O que preciso e faço sempre, é agradecer a cada um dos participantes, de cada uma das edições do Chopp da Nação, porque esses sim, é que fazem o Chopp da Nação acontecer e ser um sucesso.

Fale-nos de um momento marcante e inesquecível que o Flamengo lhe proporcionou.

Cida: Sou cascuda amigo, posso te dizer que 3 momentos são especiais demais na minha lembrança:

1 – a lembrança de como aprendi o hino do Fla, sentada no colo do meu pai, ainda moleca, ele cantando e me fazendo aprender cada verso, cada estrofe… E de como demorei para entender o “Ele vibra, ele é fibra, muita libra, já pesou….” meu pai teve que me explicar o que era libra, pra eu entender e guardar a letra.

2 – o Hexa no maracanã. Apito final e sentei-me na cadeira branca e desabei num choro copioso. Afinal em todas as outras finais de Brasileirão, comemorei ao lado de meus pais, e naquele ali, eu já não os tinha mais comigo… Mistão de alegria e dor da saudade

3 – Flamengo x Guarani, Engenhão, o jogo da vida pro Fla no Br2010, foi quando conheci uma amiga eterna: Leninha

Essa é de praxe: depois do Zico, quem é o seu maior ídolo Rubro-Negro? 
Cida: Leandro – O Peixe Frito – pelo futebol que eu nunca vi ninguém jogar e pela paixão desvairada que nutria pelo Flamengo.

Em época de eleição para presidente, o Flamengo vira um verdadeiro caldeirão, você acha que isso interfere no trabalho dentro de campo?
Cida: Sempre interferiu e está interferindo. O Flamengo é um clube cheio de tocas, infestados de ratos e abutres… Nessas épocas todos saem de seus buracos e vem tentar comer e transformar o Clube mais Querido do Planeta num lixão fétido e putrefato. Odeio, com ardor, todos os políticos que estão no CRF hoje e há algumas décadas.

Temos um clube sem comando, um time onde o capitão é uma cara que não respeita a Instituição, os seus companheiros de time e muito menos a torcida… Enfim me assusta saber que é provável a reeleição da Sra. Patrícia Amadorim

Com o trabalho que vem sendo feito hoje no futebol para o único campeonato que nos resta no ano, o que esperar do Flamengo nesse Brasileirão 2012?
Cida: Sofrimento. Um time que foi desclassificado bisonhamente de uma Competição importantíssima como a Libertadores, tendo ficado em férias forçadas e nada foi feito pra melhoria do estado que nos levou à desclassificação. Contratações dúbias, capitão gazetando treinamentos matutinos (como sempre), técnico incapaz de ter voz de comando e formando um elenco sem jogadores de criatividade. Lamentável constatar que esperam um novo 2007… Triste demais, mas isso não é assim que acontece.

Dentro do elenco atual, qual jogador que mais é identificado com o Flamengo, àquele que encarna o espírito Rubro-Negro que nos faz lembrar grandes jogadores de nossa história?
Cida: Pela entrega dentro de campo, o LOVE, e torço desesperadamente para que o Luiz Antônio não seja desperdiçado pela diretoria e técnico ineptos que temos.

Hoje vem se discutindo muito sobre a importância de ser sócio do Flamengo, qual a sua opinião sobre isso?

Cida: Tornei-me sócia proprietária do CRF neste mês de maio, através de um Movimento muito sério e restrito, chamado FAT (Flamengo Acima de Tudo). Um programa de incentivo e facilitador da compra de títulos de sócios do CRF. Onde vc entra através de convite de membros participantes, passa a pagar uma mensalidade e a cada mês, em um almoço, é sorteado um título e outro pode ser tirado, via lance (como num consórcio) e vc paga em suaves prestações o valor do Titulo.

E por que aceitei o convite para participar do FAT? Porque tenho certeza que somente sendo sócio, poderemos tentar mudar o que vemos de errado no clube. Moro longe da Gávea e nem pretendo usufruir do Parquinho da Amadorim, quero mesmo é ajudar a mudar o FLAMENGO.

 Para encerrar o nosso papo, deixe um recado para a Nação Rubro – Negra.

Cida: Não queiram nunca medir sentimentos, ninguém ama mais o Flamengo, faz mais pelo Flamengo do que outrem. Enquanto discute-se esse tipo de coisa, perde-se tempo em amar o Flamengo.

Que um dia os torcedores comuns voltem a ter força dentro do CRF e não essa corja de vagabundos (não estou generalizando) que chefiam algumas Torcidas Organizadas, que se calam, se omitem, em troca de favores escusos de diretorias maléficas ao CRF.

Torcedor que se sustenta do CRF e que ganha dinheiro ás custas do Amor da Nação, pra mim não merece fazer parte da Nação mais linda do Planeta.

Então o recado é: Não se iludam com belas palavras, cobrem ações e atitudes que repercutam em favor do Flamengo, e não para um grupelho de oportunistas.

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