Por Arthur Muhlenberg: Relações em vertigem

Por Athur Muhlenberg (@Urublog)

“Pixo” no muro da Gávea não é novidade, mas nesse recente episódio, um ponto chama a atenção. Essa diretoria, em consonância com a visão implantada desde 2013, sempre esteve muito atenta à voz rouca das redes sociais e usou esse drive para orientar muitas de suas ações.

Fato que muitas vezes serviu como justificativa para a adoção de certas posições políticas que não agradavam a determinados grupos ou alinhamentos políticos entre a torcida. Vide a desagradável presença de Witzel e de deputados do PSL rondando o clube no ano passado.

A postura adotada pela diretoria em relação aos ocupantes do poder refletia em menor escala o resultado nas urnas de todo o país. A turma do Bozo e suas condenáveis e distorcidas visões de mundo estavam na hype, até mesmo entre a esclarecida e democrática torcida do Flamengo.

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Até mesmo por uma questão de pragmatismo, a diretoria achou por bem abraçar essa banda podre da politica nacional e estabelecer fortes relações institucionais com quem estava com a caneta na mão.

Desagradou alguns torcedores, mas com o país todo narcotizado pela mensagem de ódio e intolerância de Bozo e iludidos pelas promessas ocas de tempos de fartura neoliberal do encantador de ratos, Paulo Guedes, o Flamengo foi em frente. E dentro de campo as coisas funcionavam.

Reprodução: Instagram

Só que as coisas mudam, o apoio nacional à politica jumenta de Bolsonaro se derrete a cada dia e dessa vez a impressão é que a diretoria do Flamengo não deu a devida e habitual atenção ao que estava sendo dito nas ruas e nas redes sociais.

Sem o time em campo, o Flamengo de 40 milhões de torcedores está jogando nos gabinetes. O protagonismo estava, legitimamente, com os cartolas. E o que eles fizeram nesse momento sob os refletores? Jogaram contra as redes. As nossas redes.

Não só emprestando apoio e dando visibilidade a um presidente moribundo, mas também pugnando do lado errado, a favor do Covid-19, na estúpida tentativa de retorno do futebol antes da hora que o bom senso e a OMS (Organização Mundial de Saúde) recomendam. A reação da torcida está nas redes, está no muro.

A torcida, pelo menos a parte sã dela, espera que a diretoria volte o quanto antes a prestar atenção ao que vem sendo dito nas redes sociais. Se não prestar a devida atenção, alguém há de escrever no muro.

Obs.: Esse texto foi retirado de uma “thread” no perfil de Arthur Muhlenberg no Twitter:

Imagem: Reprodução/Twitter

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