Resta aproveitar.

Há algumas rodadas os questionamentos no Flamengo eram acerca do dia que, enfim, Eduardo da Silva começaria a ser titular, após ganhar ritmo, e não sair mais, pois vinha resolvendo os jogos quando entrava no segundo tempo, junto a Mugni e dando certo obviamente.

E hoje para o Fla-Flu, foi mais um jogo em que o croata iniciou como titular, no ataque ao lado de Alecsandro. Mas é bem fato que o time vem ganhando corpo, se entrosando, com ritmo/sequência e confiança. Hoje o Flamengo é bem diferente do Flamengo que deixou Ney Franco. É um time confiante, que vai pra cima apesar de suas limitações – o que é ótimo – e quer sempre a vitória a todo custo.

Para seguir no embalo do bom momento, Luxemburgo mandou o Flamengo num 4-4-2 com: Paulo Victor; Léo Moura, Chicão, Wallace e João Paulo; Cáceres, Márcio Araújo, Luiz Antônio e Everton; Eduardo da Silva e Alecsandro. Canteros fora, deu lugar a Luiz Antônio e o esquema retornou ao 4-3-3. O Fluminense por sua vez jogou num 4-2-3-1. Distinto em relação ao Flamengo e com 3 homens para servir Fred e quem sabe, impedir os avanços frenéticos de Everton. Um misto de esquema ofensivo com defensivo.

E Cavalieri sofreu com as subidas de Everton. Logo aos 10, ele chegava na entrada da grande área batendo forte nas mãos do goleiro. Não era um jogo solto para ambos. O Fluminense não era contra-ataque, mas parecia, mesmo não podendo por não ter jogadores de velocidade. Confuso! Tanto quanto o Flamengo. Que tinha isso, mas não conseguia atravessar o meio-campo. Os chutões eram mais raros, mas o toque de bola parecia não adiantar.

Até que aos 26 do primeiro tempo a bola chega a alguém que precisava dela. Veio da esquerda e caiu nos pés de Eduardo da Silva. Que brigou com Valência. Ganhou, perdeu. E quando ganhou de novo, um toque leve por baixo de Cavalieri abria o placar no Maraca. A torcida inflamou instantaneamente e é disso que o Flamengo mais precisa, sempre precisou e sempre vai precisar. Mantém o pensamento, diretoria!

E a timidez do Fluminense ruiria, de certa forma, aos 44 do primeiro tempo. Quando, após cruzamento de Conca na área, Fred se livra de Chicão com um empurrão. Chicão, que deveria ter usado a experiência que tem para se deixar cair com o empurrão, não o fez. Cáceres que marcava Fred, nem foi e o mesmo cabeceou à esquerda de Paulo Victor, que já tinha sido batido no lance. Empate com certo sabor de não-merecimento, de falta de atenção do Flamengo e competência de Fred ao fazer a jogada certa.

No segundo tempo, sem mudanças na forma de jogar. A mesma timidez atrás com afobação na frente e diversas chances perdidas. Alecsandro recebia passe de João Paulo e chutava forte por cima, mas perto de Cavalieri. Fred bateu e Paulo Victor defendeu à queima-roupa. Sem contar que o segundo tempo foi também de Gabriel – que entrou na vaga de de Luiz Antônio -, que dividiu com Everton as jogadas de lado de campo. Outro que entrou foi Mugni – na vaga de Eduardo da Silva, machucado -, porém, apagado novamente. Batia os escanteios mas não aparecia efetivamente no jogo. E por fim, Élton na vaga de Alecsandro, que também nada acrescentou.

Após uma certa pressão do Flamengo no fim do jogo, Everton ainda receberia a bola de frente a Cavalieri e chutaria em cima do goleiro, perdendo a chance. É um time que cria, mas também um time que desperdiça. E certamente se aproveita, já estaria no G4.

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