Saudades de quando o respeito existia.

Ano passado, um 4 a 0. Hoje, um 2 a 0. Olhando isso e percebendo uma subtração de gols sofridos nos dois jogos, um matemático qualquer diria: “Fiquem tranqüilos, pois ano que vem será 0 a 0 e em 2016 o Flamengo enfim voltará a vencer em São Paulo.” Porém, como o Flamengo não é um clube pequeno – mesmo que se esforce para tal – e muito menos vive um momento cômico, o que nos resta é ironizar fatos para que, de alguma forma, os 11 que entram em campo, sintam alguma culpa ou pelo menos vergonha de vestir a tão pesada camisa do Flamengo e nos brindar com uma exibição vexatória em campo – mais uma, diga-se.

Fatos como o desfalque de jogadores ditos importantes, contratados a peso de ouro ou de prata – e que estão mais para ferrugem – como Elano, Everton e Gabriel, pode ser usado por membros do clube, jogadores e etc, para amenizar a derrota, pedir um Maraca lotado na próxima rodada, nos encher de esperanças num recomeço no Campeonato Brasileiro e nos brindar com outro resultado diminuto.

Também podem citar que o já desgastado, exaurido e ancião Leonardo da Silva Moura tenha sido expulso, num erro infantil e que vinha jogando bem. Não digam isso porque não vinha, nem vem, nem vai. Léo Moura ganhou muita coisa de 2005 até aqui, com a camisa do Flamengo, mas… porque não questioná-lo sobre o que fez Ronaldo Angelim, tempos após o hexa em 2009? Angelim viu que não estava mais com condições de exercer sua função de zagueiro e pediu pra ser banco. Acabou aposentando tempos depois, mas foi sensato consigo e com o clube. Não deixando que o mesmo se desgastasse por sua causa.

Léo Moura foi expulso, jogamos com 3 volantes e sem um meia e Alecsandro voltava freneticamente para buscar jogo porque, se fosse esperar a bola no ataque, sabia que a mesma não chegaria.

Contudo, no meio disso tudo, há o que o Flamengo jamais se tocará e passará a fazê-lo sempre. O Corinthians fez um gol no primeiro tempo com Guilherme, logo no início do jogo. O segundo já veio no fim, com Gil, quando o Corinthians não estava bem. O Flamengo, mesmo que timidamente, dominava o jogo. Isso porque passou a apertar a marcação e ser mais incisivo no ataque. Jayme lançou Nixon e Mugni para tentar os contra-ataques, mesmo o segundo sendo lento para esse tipo de jogo. Mesmo assim, conseguiu jogar bem(Lucas Mugni). Aparecia, tocava, abria espaços, cruzava, lançava, mas não é Zico. Muito menos qualquer um dos que estavam em campo ou fazem parte do atual elenco do Flamengo, chega aos pés do Galinho/gênio/Deus/mito. Mas, de fato, mesmo não sendo bons o suficiente para corresponder às cobranças da torcida, são burros e infantis demais ao não fazer o mínimo. O mínimo feito nesse jogo, no segundo tempo, e que deu certo – por mais que o gol não tenha vindo.

Raça, entrega e luta sempre. Foi assim que o Flamengo sempre se consagrou na sua história, além de que no futebol atual não há mais bobos. Ninguém mais deixa que você toque a bola, pense o que fazer, deixe você vir carregando a mesma e possa desfilar à vontade pelo gramado. Vide boa parte do jogo, em que o Flamengo só tocava de um lado para o outro na defesa e não avançava em rapidez, trocando passes e driblando a defesa do Corinthians. Corinthians que fez seu jogo, o fez bem feito, apertou o Flamengo e não suou muito pra garantir seus 3 pontos.

E ao fim do jogo, não só a nossa, como toda torcida espera que seus jogadores tenham vergonha na cara se pararem pra falar com algum repórter e se expressem de forma contundente. Como Luiz Antônio… “Queríamos a vitória mas pelo menos conseguimos não tomar muitos gols.”

E nessas horas pode-se ver como a torcida é tratada como um bando de idiotas. Saudades, geração áurea do Flamengo. Que além do futebol mágico dentro do campo, tinha noção do que a torcida representa/representava para eles. Época em que o respeito existia!

Resposta do desafio pós-rodada da semana passada: No returno do Campeonato Brasileiro de 2007, o Flamengo venceu o Goiás por 3 a 1, sob o comando de Ney Franco. | Falso! O resultado realmente foi 3 a 1, porém Joel Santana era quem comandava o rubro-negro na ocasião.

Desafio pós-rodada: No 1º turno do Campeonato Brasileiro de 2011, Flamengo e Corinthians se enfrentaram no Engenhão e empataram em 1 a 1, no jogo que marcou a despedida de Dejan Petkovic do futebol. Aquele dia, o sérvio foi substituído por Thomás no segundo tempo. Verdadeiro ou falso?

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