Um visitante eterno e indigesto.

O Flamengo de Zé Ricardo não encanta, não joga como a Seleção Brasileira de 1970, nem mesmo como a Seleção Holandesa de 1974. Mas é quinto colocado do Campeonato Brasileiro, quando, em outros tempos, seria lanterna ou, no máximo, já estaria fadado a brigar mais uma vez contra o rebaixamento.

Hoje o Flamengo enfrentou o Coritiba, no Couto Pereira. Um jogo chato, bem frio em alguns momentos, e que só trouxe-nos alguma emoção no segundo tempo. Diego não jogou, ainda não estreou, e se prepara fisicamente para estrear, quem sabe, contra o Atlético-PR, no Espírito Santo. Mas… enquanto não se tem Diego, temos um argentino, que veio do Independiente-ARG, é segundo volante, canhoto, habilidoso e hoje, mais uma vez, deixou Guerrero na cara do gol para abrir o placar no Couto.

Mancuello é criticado por uma minoria por não aparecer muito. Não ser decisivo a todo momento, não ter a sequência que todos gostaríamos que ele tivesse. Mas sempre mostra que, apesar de não figurar muitas vezes entre os 11 titulares, é uma peça de suma importância no elenco que tem o Zé Ricardo.

O segundo gol do Flamengo nesta tarde de domingo, foi de Marcelo Cirino, que entrou no segundo tempo no lugar de Mancuello. Cirino recebeu uma excelente bola, vinda dos pés de Gustavo Cuéllar, que jogou pouco. Nas redes sociais, existe uma corrente fortíssima contra a titularidade de Márcio Araújo, e pela urgente escalação do colombiano entre os 11 principais. Hoje, durante a transmissão, um dos comentaristas da Rede Globo, comentou a respeito dessa “perseguição”. Segundo ele, Cuéllar, mesmo sendo ótimo na saída de bola e condução à frente, deixa espaços atrás e chama o adversário para o campo defensivo do Flamengo. Em outras palavras mais fáceis de serem interpretadas: com Márcio Araújo, mesmo sem tanta qualidade ofensiva, o Flamengo fica mais seguro em sua defesa. Algo, ao meu ver, importante quando se está vencendo. E mais: quando você sabe que o seu time não tem um estádio fixo para chamar de “casa” e jogar até o fim do campeonato.

O Flamengo, apesar das dificuldades passadas até aqui, é um visitante eterno e indigesto. Porque, por mais que Cariacica-ES esteja recebendo alguns jogos do time, por mais que o Flamengo seja mandante quando joga lá, Cariacica, Volta Redonda, ou qualquer outra cidade do Brasil, não é a casa do Flamengo. O lugar do Flamengo é o Maracanã, e o time vem conseguindo uma campanha espetacular nesse sentido. Tem 5 derrotas, 9 vitórias e 3 empates. É campanha de time que quer brigar por título, e está a apenas 3 pontos do atual líder – posto dividido entre Corinthians e Palmeiras neste exato momento.

Diego, quando estrear, entrará em um time, senão totalmente organizado, mas consistente. Era o que precisava Guerrero, na era Muricy. Hoje Guerrero tem um time minimamente organizado, e vem fazendo seus gols. Diego entrará em iguais condições. É um meia clássico, um 10 de fato, apesar de ter preferido usar a 35. Imaginar a taça do Campeonato Brasileiro ao fim do ano, sentir o “cheirinho de hepta”, a torcida pode. O oba-oba não é bom, evidentemente. Mas… quem viu Petkovic e Adriano, fazerem o que fizeram em 2009, acho que pode começar a imaginar algo prestes a acontecer com a dupla Diego e Guerrero.

Avante, Flamengo!

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