Uma dor de cabeça para Ney Franco.

Domingo, o Maracanã foi palco de um show de horrores. No campo, um futebol paupérrimo, de um time que pode oferecer mais. Na arquibancada, vaias, protestos e revolta. Hoje, tudo indicava uma mudança. O torcedor foi ao Moacyrzão, encheu e apoiou o time. E em campo o time correspondia misturando raça e técnica desde a saída de bola, quando já se percebia o Flamengo apertando e sufocando o Bahia em seu campo.

Logo aos 10 a pressão surtira efeito. Everton insiste em jogada pela esquerda e cruza para Paulinho que cabeceia para o gol e abre o placar em Macaé.

Após o gol, o Flamengo não abdicou da sua proposta de jogo. Seguiu marcando forte, pressionando o Bahia e criando chances. Everton, muito afobado, perdia ótimas chances. E talvez tenha sido o único ponto negativo do time – mesmo com o passe para o gol – que não conseguiria um bom resultado.

Como já citado, o Flamengo desperdiçava oportunidades. Vezes afobava-se, como Everton, e Alecsandro em cabeçada após levantamento de Wallace. O time pecava em não marcar o segundo, o terceiro, em não prolongar sua vitória e administrar um bom resultado que o fizesse afastar um pouco o foco da crise. Ney Franco é certo que sabia disso. Porém errou, quando aos 20 do segundo tempo trocou Elano por Amaral, fechando o time e passando a impressão de que estava satisfeito com o placar mínimo.

Minutos depois ele ainda corrigiria seu erro colocando Arthur e Negueba no jogo, pensando em ataque e velocidade; pensando em vencer e pontuar.

O jogo caminhava para o fim, com uma vitória ainda não incerta e um Bahia pressionando, tentando quem sabe numa bola parada ou num lance de sorte, o gol do empate. Quando aos 46 do segundo tempo, uma falta que não existiu decide o jogo. Anderson Talisca bate a falta com calma e surge outro erro. O gol do Bahia sai após uma falta inexistente e Felipe não consegue defender uma falta cobrada quase no meio do gol.

Arrisco dizer que mesmo se o Flamengo consegue a vitória, na raça e na disposição como teria sido, a confiança pra domingo não seria renovada. Por já conhecer o infeliz defeito que o time tem, de só correr atrás do sucesso quando o fracasso já vem lhe consumindo. Dois erros, dois pontos perdidos, apenas cinco pontos somados em 6 rodadas e uma dor de cabeça pra Ney Franco que ninguém queria pra si.

Resposta do último desafio pós-rodada: O Flamengo não perdia para o São Paulo, no Maracanã, desde 14 de julho de 2008. Na ocasião, o São Paulo venceu o Flamengo de Caio Júnior por 4 a 2. | Verdadeiro!

Desafio pós-rodada: A última vez que o Flamengo perdeu para o Bahia, como mandante, no Campeonato Brasileiro, foi em 4 de setembro de 2011, por 3 a 1. | Verdadeiro ou falso?

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