Uma lista de vexames!!!

A grandeza do homem não se distingue por sua riqueza, sucesso e glórias, mas sim pelo seu caráter e honestidade. Ninguém lidera pela força ou por influência, mas sim pelo exemplo. Assim vamos escolhendo nossos ídolos e heróis porque identificamos neles coisas positivas ao longo da vida. Assim também o é com o nosso Clube de coração. Mesmo que ele não seja um colecionador de troféus. É uma relação tão intima e uma escolha tão importante quanto uma tatuagem.
Não sei explicar os motivos que me levaram a ser flamengo, mas garanto que o meu termômetro como torcedor não está nos números de títulos ou gols que o Flamengo conquiste. O Flamengo pode ficar anos e anos sem conquistar qualquer coisa que o meu amor e a vontade de acompanhá-lo não diminuirão. 
O que sempre me deixava triste e com vergonha sim, era o rótulo de Clube mal pagador e não cumpridor dos seus direitos para com seus credores como ex-jogadores, ex-técnicos e Governo. Não me esqueço do que disse o presidente Eduardo Bandeira de Mello em sua posse: “(…) Nós não vamos descansar enquanto não eliminarmos esse passivo que não é menos financeiro é ético é moral! (…)”. Entendi ali que o Flamengo cumpriria com suas obrigações e seríamos um Clube honesto e honrado. Grande orgulho para mim e acredito que para todos os torcedores.
Seria baixo apoiar transações obscuras, desonestas e antiéticas em qualquer circunstância. Se devermos, temos que pagar; se assinamos, vamos cumprir com o contrato; se cairmos algum dia no campo para qualquer zona subalterna é no campo que devemos voltar como sempre fizemos ao conquistar nossos títulos. Amar quem nos brinda com glórias, taças e honradez dentro e fora dos gramados.
E tudo isso posto é para falar do vergonhoso caso do Fluminense que para mim sempre foi o nosso maior rival no campo, mas a história mostra como eles sempre agiram fora das quatro linhas obtendo vantagens desonestas. Pior é a reação da torcida que foi às ruas comemorar mais uma virada de mesa, mais uma vantagem obtida no famoso “Tapetão”.
Há quem sem envergonhe com tudo isso como um menino de quinze anos que foi ao programa Bem Amigos e não queria revelar ser fluminense por causa da polêmica: “Não queria falar meu time de futebol não, ele está envolvido nesta polêmica”, falou o garoto, que na sequência recebeu apoio de Galvão. “Mas cara, qual a culpa que você tem? Se alguém no mundo não tem culpa, é você. Não se sinta tímido para dizer que é Fluminense, não, cara”, respondeu Galvão Bueno. Tenho vinte e nove anos e nunca tiver vergonha de dizer que sou flamengo! Sempre o fiz com o maior orgulho do mundo!
Vem de um caso envolvendo o Fluminense que surgiu o termo “Tapetão” como registrou Paulo Vinicius Coelho e sua coluna na Folha de São Paulo: “Em maio de 1969, o advogado José Carlos Vilela, do Fluminense, foi à Justiça Comum pedir absolvição do centroavante Flávio, suspenso do jogo contra o América por ter recebido o cartão vermelho contra o Vasco.

O juiz Renato de Almeida Machado aceitou o argumento de que era inconstitucional punir qualquer cidadão brasileiro sem direito de defesa. Flávio jogou e fez o gol da vitória por 2 x 1 sobre o América aos 40 minutos do segundo tempo.

A expressão “tapetão” nasceu no futebol brasileiro a partir desse caso, decidido nos tapetes dos tribunais. O Flu foi campeão carioca daquele ano”. Para ler o artigo completo: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/pvc/2013/12/1385823-gol-de-advogado.shtml. Aqui relembro outros casos tapetônicos do Fluminense:
1991 – Em 1991, um caso também manchou a história do Fluminense, desta vez sem envolver rebaixamento. Naquele ano, o Flu ganhou os pontos do jogo contra o Botafogo, realizado na casa do Tricolor, devido a problemas com a torcida do adversário. Esta foi à primeira vez, em um Campeonato Brasileiro, que a equipe da casa ganhou pontos devido a problemas com a torcida visitante. Este benefício, ganho nos tribunais, foi decisivo para a classificação do Fluminense às semifinais do Campeonato Brasileiro daquele ano
1996 – Em 1996 aconteceu a primeira manobra da diretoria do Fluminense. O Tricolor foi rebaixado após terminar o campeonato em 23º lugar, naquela época tinham 24 times na competição e os dois últimos caíam. Entretanto, graças a uma virada de mesa o clube carioca permaneceu na Primeira Divisão. Na ocasião, a CBF, entidade máxima do futebol brasileiro, alegou problemas de arbitragem e “salvou” o Flu
1999 – O Fluminense disputou a Terceira Divisão naquele ano. No quadrangular final, na segunda rodada, a equipe carioca ganhou os pontos do jogo contra o São Raimundo, que havia acabado empatado, sob a alegação de irregularidades com um dos jogadores da equipe amazonense. O Serra, outro time que ainda estava na disputa pelo acesso, perdeu os pontos da vitória frente ao Náutico, em jogo válido pela penúltima rodada. Este resultado também beneficiou o tricolor carioca, que acabou campeão daquela divisão do Campeonato Brasileiro
2000 – Por conta daquele campeonato, o Fluminense tinha uma vaga assegurada para a Segunda Divisão do Brasileiro, entretanto, curiosamente, foi resgatado diretamente para a Copa João Havelange, que foi a Primeira Divisão do Brasileiro de 2000. Novamente, o Fluminense foi beneficiado por decisões extracampo.
2002 – A polêmica aconteceu na semifinal do Campeonato Carioca, o famoso “Caixão” entre o Fluminense e o Bangu, quando, durante a prorrogação, o árbitro Reinaldo Ribas anulou um gol legítimo do goleiro Eduardo, que foi para a área do Fluminense e mandou de cabeça, a bola para o fundo da rede. Segundo a arbitragem, Eduardo teria usado a mão para colocar a bola nas redes, fato contestado pelo Bangu, que usou imagens da televisão para entrar com um processo pedindo a anulação do jogo. O árbitro acabou, também, expulsando diversos jogadores do Bangu. O empate classificou o time das Laranjeiras para a decisão. O recorrente queria, então, que a partida fosse novamente disputada. O Flu ganhou a causa e teve o título homologado somente em 2009.
Contra fatos não há argumentos! Cada um tem o direito de torcer como e por quem quiser, mas é bem melhor torcer e se orgulhar por quem luta com ética, honra e dignidade. Nem mesmo o STJD e a CBF nos serve como entidades sérias para não dizer algo pior! E comum amar e admirar aquilo que nos serve como espelho e o Fluminense hoje não serve nem de espelho para o Fernandinho Beira-Mar que bem ou mal, paga o que deve a sociedade e cumpre a sua pena sem virar a mesa no “Tapetão”.
Obrigado Flamengo!!!
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