Vaiar é burrice.

Após a derrota para o Fluminense, semana passada, Jayme de Almeida cai. Ele, que já vinha em processo de ‘fritura’, teve sua saída confirmada ao ser derrotado no clássico. Para o seu lugar, na quarta-feira chegou Ney Franco que já trabalhou no clube em 2006 e 2007, conquistando uma Copa do Brasil (mas não em toda a campanha) e um Campeonato Carioca no ano seguinte, com uma eliminação na Libertadores, vide Jayme de Almeida.

Ney Franco saiu do Vitória já sabendo o primeiro desafio que teria pela frente – além do maior fator que é o próprio elenco, em déficit de qualidade, que o Flamengo tem. Neste domingo enfrentaria o São Paulo, pela 5ª rodada do Campeonato Brasileiro, com a missão de embalar o Flamengo à sua segunda vitória, fazendo o time se afastar da zona do rebaixamento.

Mas, assim como Jayme, Ney Franco tem um elenco carente de peças em praticamente todos os setores. Com isso, foi no tradicional 4-4-2 com Felipe; Léo Moura, Wallace, Samir e André Santos; Luiz Antônio, Márcio Araújo, Paulinho e Everton; Hernane e Alecsandro. Ney Franco tentava fazer o simples trocando peças e ao mesmo tempo mantendo uma base. Porém, o problema vai muito além de uma mera escalação deficitária ou errônea.

O São Paulo venceu o jogo por 2 a 0 com 2 gols de Paulo Henrique Ganso e em duas falhas de marcação do Flamengo. Em ambos os gols o time não se fechou para compactar suas linhas, sem deixar espaços ao São Paulo. No primeiro, Osvaldo que fez uma ótima partida junto a Luís Fabiano e Paulo Henrique Ganso, achou o meia, livre de marcação, que entrou na área e tocou na saída de Felipe (mesmo que num curto espaço, enfim Felipe saía do gol para intervir num ataque do adversário).

O segundo, mais fácil. Luís Fabiano chuta cruzado e num bate-rebate, o mesmo Paulo Henrique Ganso toca para o fundo do gol do Flamengo.

Carências são nítidas a tempos. No início da temporada, como forma de suprir a vaga deixada por Elias no meio, o Flamengo trouxe Elano. Mas ele tem passado mais tempo no Departamento Médico que no gramado. O mesmo com Hernane que teve sua ótima-fase interrompida ao fim da Copa do Brasil do ano passado.

Felipe já não passa mais a confiança que um dia passou; para Léo Moura a idade pode pesar e ele próprio poderia se colocar no banco, deixando que alguém tentasse suceder essa vaga tão difícil de ser ocupada, mas não há ninguém; André Santos já acorda cansado, o que é inexplicável quando se vê Paulo Baier ainda jogando futebol; Wallace, mesmo com seus momentos de falhas ainda pode passar sua experiência a Samir, que teve também sua ótima fase interrompida após o título da Copa do Brasil no ano passado; Luiz Antônio alterna bons e péssimos momentos (os bons quando joga bem, os péssimos quando resolve responder algum repórter); Márcio Araújo não sairá disso, desse apagão em todos os jogos, e se algo mudar é pra pior; Paulinho, Everton e Alecsandro são os que mais correm e tentam algo – uma correria tripla e desenfreada que só serve pra cansá-los e não traz praticamente nada de retorno. Hernane não pode ser avaliado sem uma nova sequência. E essa avaliação particular foi feita vide os últimos jogos de todos citados.

Hoje foi um dia que sobrou pra todo mundo. Do segurança ao presidente. Ninguém foi poupado pela torcida, que tem razão quando pede raça, pois é o mínimo que cada jogador deve ter quando dentro do campo está, e fora dele ganha milhões.

Ali à beira do campo poderia estar no lugar do Ney Franco, caras como Jürgen Klopp, Jupp Heynckes, Pep Guardiola, José Mourinho, Carlo Ancelotti, Tite, e etc. Quando não se tem um elenco qualificado e que te ajude dentro do campo, nem a gritos, berros e xingamentos a coisa anda. Pra não esquecer: vaiar é burrice! O imediatismo pune! E também…: se não apóia nos momentos difíceis, não tem moral pra chegar junto e celebrar na maré boa.

Resposta do último desafio pós-rodada: A última vez que o Fluminense havia vencido o Flamengo por dois ou mais gols de diferença pelo Campeonato Brasileiro no Maracanã, era em 2 de novembro de 1975. | Verdadeiro!

Desafio pós-rodada: O Flamengo não perdia para o São Paulo, no Maracanã, desde 14 de junho de 2008. Na ocasião, o São Paulo venceu o Flamengo de Caio Júnior por 4 a 2. Verdadeiro ou falso?

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