Valeu pelo presente.

O que será da passagem de Vanderlei Luxemburgo pelo Flamengo neste ano de 2014, é uma total incógnita. Fato é que conseguiu em seu primeiro jogo, sua primeira vitória – coisa que Ney Franco não conseguiu e acumulou tropeços em sua caminhada. Caminhada que teve seu último passo no domingo, com a derrota para o Internacional, no Beira-rio, em Porto Alegre, por 4 a 0.

Na última semana o Flamengo viveu um tumulto, envolvendo questões políticas, internas e afins. Suposta agressão a André Santos na saída do Beira-rio, tendo seu contrato rescindido, a já citada queda de Ney Franco, com um péssimo trabalho, barracão de Felipe, etc.

Logo após toda essa balbúrdia, pode-se dizer que ocorreram as “boas-novas”. Hector Canteros e Eduardo Silva, reforços que já trabalhavam e se colocavam a disposição do técnico, mas que precisavam apenas de uma confirmação para poder jogar. Luxemburgo chegou, se apresentou e prometeu que, no domingo(hoje), o time teria outra postura em campo; aguerrido, com raça, e disposto a tudo pra vencer. A diretoria baixou o preço dos ingressos e o Maracanã, não lotou, mas encheu.

Encheu os lugares e também a expectativa por um time melhor. Aliás, por um time de verdade! Luxemburgo mandou o Flamengo num 4-4-2, com: Paulo Victor; Léo Moura, Marcelo, Wallace e João Paulo; Cáceres, Luíz Antônio, Everton(Gabriel) e Lucas Mugni(Hector Canteros); Paulinho(Negueba) e Alecsandro). E o “time de verdade” já deu as caras na saída de bola, com Mugni chegando com velocidade ao ataque e mandando pra fora.

Era a marcação pressão. E tentava funcionar por um tempo. O time subia, apertava Jefferson, Bolívar, Dória, que eram obrigados a sair no chutão, e com isso a bola era retomada. Pena que a tensão era maior, e dava vaga para a afobação. O Botafogo sentia a vontade do Flamengo e aos poucos tentava sair pro jogo, fazendo o mesmo. Era aí que começavam os passes errados, a sequencia de chutões e faltas por encontrões e cabeçadas sem destino.

Próximo aos 20 minutos, João Paulo cruza pra Alecsandro, que cabeceia sem força e pra fora. Era o aviso do que viria à frente. Dessa vez, Mugni, aos 32, encontrou João Paulo na esquerda, que viu livre Alecsandro e o acionou. Alecsandro se projetou entre os zagueiros e cabeceou rente a Jefferson, que viu a bola entrar e o Maracanã pulsar. Gol fruto do posicionamento, da marcação pressão e da troca de passes.

Por não ter conseguido aproveitar suas poucas oportunidades no primeiro tempo, o Flamengo sofreu no segundo, com o surgimento de um Botafogo também pressionador. A marcação pressão decaiu e o recuo foi evidente após as entradas de Negueba, Gabriel e Canteros. A idéia de Luxemburgo era fortalecer a marcação com Canteros, também tendo qualidade na saída de bola para que Negueba e Gabriel pudessem sair em contra-ataques. Canteros pouco produziu, até porque a marcação era forte. Gabriel foi quem mais teve liberdade, mas, também pecou no que tentou.

O tempo que restou foi de um Botafogo perdendo o controle, arbitragem confusa e um Flamengo recuado, sem qualquer tática ou técnica. Mais valia a raça e superação pra conseguir, enfim, chegar aos 10 pontos e iniciar a caminhada pra sair da zona do rebaixamento.

Um jogo jamais servirá pra avaliar o trabalho de um técnico. Ainda mais, obviamente, quando o mesmo acaba de chegar. Luxemburgo já viveu sua época áurea, de times vencedores. Carrega o rótulo de ultrapassado por seus últimos trabalhos, sem ter conseguido emplacar nada a um alto nível como antes. Mas, se serve para alimentar esperanças, sua última passagem pelo Flamengo foi de bons momentos. Um título estadual, por mais que hoje não valha absolutamente nada, e uma classificação à Libertadores de 2012, após uma boa campanha no Campeonato Brasileiro de 2011.

É evidente que a união torcida/time leva o Flamengo ao longe. Hoje foi só mais um capítulo na história pra comprovar isso. E que a diretoria tenha se dado conta que, mais vale tê-la consigo, dando total apoio ao time, o tirando de situações indigestas e levando a títulos(por mais que a arrecadação possa ser menor), do que com preços excessivos, tirando a massa dos estádios e afastando o maior patrimônio do clube.

Um ótimo trabalho a Vanderlei Luxemburgo e que uma nova arrancada rumo a coisas condizentes com nossa grandeza, se inicie. E pra não perder a viagem: obrigado, Flamengo, por mais esse presente de aniversário! Nós te amamos!

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