Adidas sobe para 2º e Nike cai para 50º no ranking global de reputação de 2026

Adidas sobe para 2º e Nike cai para 50º no ranking global de reputação de 2026

A divulgação do ranking global de reputação de 2026 da RepTrak recolocou duas gigantes do esporte em polos opostos de percepção pública e, ao mesmo tempo, oferece uma lente interessante para entender movimentos recentes no futebol brasileiro. Enquanto a Adidas alcançou a segunda colocação entre as empresas mais respeitadas do mundo, a Nike caiu para a 50ª posição, em um contraste que vai além de desempenho comercial e revela mudanças profundas na forma como marcas são avaliadas.


Ouça nossas análises e entrevistas sobre a eleição do Flamengo no seu agregador de podcast preferido: SpotifyDeezerAmazoniTunesYoutube MusicCastbox e Anchor.


O levantamento, que considera critérios como confiança, admiração, respeito e conexão emocional, mostra uma inflexão relevante. Dois anos antes, o cenário era outro: a Adidas aparecia fora do top 10, enquanto a Nike ainda ocupava espaço entre as mais bem posicionadas. A inversão não é pontual. Ela acompanha transformações estruturais no relacionamento entre empresas e público.

Reputação como ativo estratégico

A principal leitura do ranking não está apenas nas posições, mas no que elas representam. O índice da RepTrak desloca o foco tradicional de vendas e market share para aspectos mais intangíveis, como percepção de ética, qualidade do ambiente corporativo e capacidade de gerar identificação.

Nesse ambiente, a Adidas conseguiu avançar mesmo em meio a ajustes internos. A marca alemã elevou seus indicadores de conduta, fortaleceu vínculos com comunidades e passou a operar com maior proximidade cultural, inserindo-se em contextos já existentes em vez de impor narrativas.

O resultado é uma reputação mais estável e conectada ao público.

A queda da Nike e os sinais de desgaste

No caminho oposto, a Nike enfrenta um cenário mais sensível. A perda de posições no ranking reflete uma combinação de fatores: queda na percepção de inovação, questionamentos sobre qualidade e impactos de reestruturações internas.

Não se trata de um colapso financeiro, mas de desgaste de imagem. Em um modelo onde reputação se constrói de forma distribuída, qualquer fragilidade em pontos-chave tende a se amplificar rapidamente.

A diferença está na leitura do público. Enquanto a Adidas se aproxima, a Nike tenta recalibrar sua narrativa.

Flamengo e a lógica da reputação

O reflexo desse cenário global encontra paralelo no Brasil, especialmente no caso do Flamengo. Desde 2013, o clube passou por um processo de reestruturação que alterou profundamente sua percepção no mercado.

A mudança não ocorreu de forma abrupta. Foi construída ao longo do tempo, com controle financeiro, renegociação de dívidas e profissionalização da gestão. O resultado foi uma reputação baseada em consistência.

Essa trajetória se conecta diretamente com os critérios valorizados pelo ranking da RepTrak.

LEIA MAIS:

Adidas e Flamengo: convergência de estratégias

A parceria entre Adidas e Flamengo, retomada em 2013, ganha nova leitura à luz do ranking de 2026. Não se trata apenas de fornecimento de material esportivo, mas de alinhamento estratégico.

De um lado, uma marca que busca ampliar sua presença cultural e fortalecer conexões emocionais. Do outro, um clube que construiu uma base sólida de identificação com milhões de torcedores.

A relação vai além do produto. A camisa passa a representar pertencimento, história e identidade. É nesse ponto que a reputação se materializa.

Linha do tempo: caminhos que se cruzam

A coincidência temporal entre os dois processos chama atenção:

2013 a 2016: reorganização financeira do Flamengo e retomada da parceria com a Adidas
2017 a 2019: consolidação esportiva e fortalecimento de marca
2020 em diante: expansão de receitas, presença global e maior engajamento

No mesmo período, a Adidas evolui no ranking de reputação, enquanto a Nike perde espaço.

Não há relação direta de causa, mas existe sintonia de modelo.

O que o ranking revela

O relatório da RepTrak aponta para uma mudança estrutural: a reputação deixou de ser construída de forma centralizada e passou a depender de múltiplos agentes.

Consumidores, comunidades e parceiros participam ativamente desse processo.

Nesse cenário, marcas que conseguem se inserir de forma orgânica tendem a ganhar vantagem. A Adidas exemplifica esse movimento. O Flamengo também.

A Nike, por sua vez, enfrenta o desafio de se reposicionar em um ambiente mais fragmentado.

No fim, o ranking não é apenas uma lista.

É um retrato de como o mundo passou a enxergar valor.

PosiçãoMarcaObservação
LegoLiderança global em reputação
AdidasMaior marca esportiva em reputação
50ºNikeQueda acentuada no ranking

Adidas revela calendário das camisas do Flamengo para 2026; veja quando

Veja outros vídeos sobre as notícias do Flamengo:

+ SigaSer Flamengo no Twitter, no Instagram e no Youtube.

Comentários

Descubra mais sobre Ser Flamengo

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Blog Ser Flamengo

Deixe uma resposta