Chegada de Paquetá ao Flamengo emociona torcida e marca retorno simbólico ao Rio

Chegada de Paquetá ao Flamengo emociona torcida e marca retorno simbólico ao Rio
Foto: Gabriel de Paiva/O Globo

Lucas Paquetá voltou ao Rio de Janeiro em um momento que extrapola a lógica fria das contratações e recoloca o futebol em um terreno mais sensível, menos calculado. O meia desembarcou na cidade sob aplausos, abraços e emoção visível, protagonizando uma recepção que rapidamente se espalhou pelas redes sociais e ajudou a explicar por que esse retorno ganhou contornos tão fortes para o Flamengo e para sua torcida.


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As imagens começaram ainda no aeroporto. Paquetá saiu do saguão e, em vez de seguir direto para o carro, foi ao encontro da multidão que o aguardava. Não houve pressa nem encenação. Ele entrou no meio da galera, vestiu a camisa da torcida Torcida Jovem, tirou fotos, gravou vídeos e se deixou levar pelo ambiente. Em um futebol cada vez mais blindado por assessorias e roteiros de marketing, o gesto chamou atenção justamente pela ausência de cálculo.

O vídeo gravado por uma torcedora, com o celular tremendo no meio da multidão, talvez seja o registro mais simbólico dessa chegada. Paquetá aparece sorrindo, cercado, absorvendo aquele momento como quem reencontra algo que estava faltando. Não por acaso, essa imagem ganhou mais força do que qualquer material institucional produzido no dia.

Pouco depois, já falando à FlamengoTV, o jogador traduziu em palavras o que havia demonstrado com atitudes. Disse que talvez o Flamengo não precisasse dele, mas que ele precisava do Flamengo. A frase viralizou, ganhou status de manifesto e ajuda a entender a dimensão emocional desse retorno. Não se trata apenas de reforço técnico, embora isso também pese. Trata-se de identidade.

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Um retorno que dialoga com a história

Paquetá não chega como um estranho nem como alguém que tenta se reconectar artificialmente com o clube. Ele é fruto da base, cresceu no Ninho, foi revelado em um Flamengo ainda distante da potência financeira atual e saiu cedo para o futebol europeu. A primeira passagem foi vencedora dentro das limitações daquele período e deixou marcas claras de identificação.

O retorno agora acontece após um ciclo pesado fora de campo. Nos últimos anos, Paquetá viveu investigações, incertezas profissionais e um desgaste mental evidente. Ele próprio fez questão de abordar isso em suas falas, destacando o peso emocional desse período e a necessidade de estar perto da família, do ambiente que o formou e das pessoas que sempre o reconheceram como um dos seus.

Em determinado momento, emocionado, resumiu esse processo dizendo que precisava voltar para casa para ser feliz. Não houve discurso ensaiado. Houve vulnerabilidade. E isso, no futebol atual, costuma falar mais alto do que qualquer promessa técnica.

O gesto que aproxima em um futebol cada vez mais distante

Um dos pontos mais comentados da chegada foi justamente a decisão de Paquetá de ir até a torcida. Não foi um aceno rápido nem uma passagem protocolar. Ele ficou, interagiu, ouviu, respondeu. Segundo relatos, a própria equipe de segurança tentou evitar essa aproximação, sem sucesso. Paquetá quis ir. E foi.

Essa escolha dialoga com uma carência crescente do futebol brasileiro. A distância entre arquibancada e jogador nunca foi tão grande. Em meio a contratos milionários, redes sociais filtradas e carreiras globais, o torcedor sente quando o atleta parece indiferente. E reage quando percebe o contrário.

Nesse contexto, a chegada de Paquetá funciona quase como um respiro. Não resolve todos os problemas do esporte, mas sinaliza que ainda existe espaço para vínculos reais. Não fabricados, não roteirizados, não discutidos em reuniões de branding.

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Impacto que vai além do primeiro jogo

O nível técnico de Paquetá dispensa apresentações. Isso será analisado com lupa assim que ele pisar no gramado. Mas o impacto inicial do retorno passa por outra camada. O torcedor olha para ele e enxerga alguém que sente o Flamengo da mesma forma. Alguém cuja felicidade passa, declaradamente, por estar ali.

Historicamente, o clube já viveu retornos marcantes. Zico em 1985, Júnior em 1989, Adriano em 2009. Cada um em seu contexto, cada um com seu peso. Paquetá entra nessa lista por um motivo diferente. Não pelo que já ganhou ou pelo que ainda vai ganhar, mas pela forma como voltou.

Em um futebol cada vez mais impessoal, o gesto de Paquetá recoloca o afeto no centro da discussão. E isso, por si só, já explica por que sua chegada foi tão impactante.

O vídeo de despedida mais emocionante de Paquetá antes do retorno e sua primeiras palavras pelo Flamengo

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