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Em debate sobre sintético, Sormani deixa palmeirense em silêncio: “Flamengo manda mais no Maracanã”

Em debate sobre sintético, Sormani deixa palmeirense em silêncio: “Flamengo manda mais no Maracanã”

Imagem: Reprodução/Placar

O debate sobre gramados no futebol brasileiro ganhou novo capítulo nesta semana, durante o programa da Placar que discutia as condições do campo após Santos x Athletico. O que começou como análise técnica sobre pisos irregulares terminou em embate direto entre jornalistas, com direito a silêncio constrangedor no estúdio quando Fábio Sormani afirmou que o Flamengo tem mais autonomia no Maracanã do que o Palmeiras possui no Allianz Parque.


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A discussão ocorreu após a exibição de imagens de gramados castigados pelo calendário apertado. A pauta rapidamente migrou para o eterno confronto entre gramado natural e sintético. No meio de comentaristas identificados com clubes paulistas, Sormani destoou. Em vez de defender o piso artificial como solução automática, puxou o tema para a regulamentação nacional e, ao ser provocado, foi além: sustentou que o Flamengo não apenas investe como possui maior poder de decisão no Estádio do Maracanã do que o Palmeiras no Allianz Parque.

A frase gerou reação imediata. A resposta que veio do outro lado foi titubeante. O argumento de que “o estádio é do Palmeiras” esbarrou na própria estrutura contratual da arena, administrada pela WTorre, responsável pela concessão e exploração comercial do espaço.

O ponto central do debate

A discussão não era apenas estética. Sormani argumentou que o problema não se resume a escolher entre natural ou sintético. Para ele, o Brasil precisa de padronização e fiscalização técnica dos campos da Série A. Citou exemplos de melhoria recente: Maracanã, Beira-Rio, Morumbi e Arena do Grêmio, todos recuperados após críticas em temporadas anteriores.

O Maracanã, que em 2023 acumulou reclamações públicas de jogadores e técnicos, passou por investimento superior a dois milhões de euros, segundo declaração recente do presidente do Flamengo. Houve aquisição de maquinário importado e reestruturação do manejo. Hoje, mesmo sendo o estádio com maior número de partidas no país, dividido entre Fla e Flu, apresenta desempenho elogiado por atletas.

A provocação veio quando se comparou essa autonomia com a realidade palmeirense. No Allianz Parque, a agenda de shows interfere diretamente na disponibilidade do estádio. A própria presidente Leila Pereira já admitiu que determinadas decisões passam pela concessionária. Quando o futebol feminino precisa utilizar a arena, há negociação de custos. No Maracanã, a gestão compartilhada permite ao Flamengo definir usos sem esse tipo de entrave comercial direto.

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Sintético como solução ou atalho?

O Palmeiras defende o gramado sintético como alternativa à alta carga de jogos e eventos. Outros clubes seguiram o mesmo caminho. Sormani questionou se a adoção não seria, em alguns casos, reflexo de incapacidade de manter padrão adequado no natural.

Ele lembrou que a maioria dos estádios da Série A apresenta bom nível técnico, com exceções pontuais. Se o problema fosse generalizado, o debate teria outro peso. Não é o caso. A crítica implícita foi clara: antes de transformar o sintético em bandeira, seria preciso discutir critérios mínimos obrigatórios para todos.

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Autonomia e narrativa

A frase “Flamengo manda mais no Maracanã” não é apenas provocação clubista. Ela toca em modelo de gestão. O Maracanã opera sob concessão pública, mas a administração esportiva permite interferência direta dos clubes mandatários. Já o Allianz Parque é resultado de parceria privada, com cláusulas comerciais que limitam decisões unilaterais.

A analogia feita no programa comparou a situação a serviços concedidos pelo poder público: o proprietário formal não detém gestão operacional plena. A explicação desmontou a ideia simplificada de “estádio próprio” como sinônimo de controle absoluto.

No fim, o debate revelou mais do que preferência por tipo de gramado. Expôs a disputa de narrativas que envolve protagonismo, modelo de negócios e influência institucional. Ao defender regulamentação nacional e cobrar coerência, Sormani contrariou a expectativa de alinhamento automático com o discurso palmeirense. O silêncio que se seguiu disse tanto quanto as palavras.

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