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Fica para a próxima!!!!

O Flamengo é realmente inexplicável. Depois de fazer péssimas partidas contra Atlético-PR e Náutico, tirando, claro, os lampejos de bom futebol que não ultrapassam vinte minutos, o time resolveu “pagar a conta” justamente contra o Botafogo, pela primeira partida das quartas de final da Copa do Brasil.

Não foi um início arrasador como no jogo contra o Atlético-PR, e também não apresentamos as mesmas fragilidades da partida contra o Náutico. Fomos um Flamengo equilibrado e com postura de time grande. É o que cobro sempre: postura! Jayme deu isso ao setor em que mais falhávamos, o defensivo. Bem postada, a defesa conseguiu não dar espaços ao Botafogo e ainda ofereceu boa transição com o meio-campo nos contra-ataques. Proposta clara de jogo implementada por Jayme.

Contando que teríamos um Botafogo mais perigoso, mais uma vez o futebol mostrou suas surpresas. O Flamengo foi quem mais finalizou, e podemos dizer que um 3 a 0 não seria exagero. Em jogada de João Paulo pela esquerda, que cruzou para a área, Paulinho brigou com o zagueiro e deu um passe ao estilo beach soccer para a finalização de André Santos, aos doze minutos.

Diferente de outras partidas, o Flamengo manteve sua postura de jogo e teve outras chances com Carlos Eduardo. Se Jefferson não fosse eficiente, o resultado poderia ter sido maior. Finalizamos oito vezes contra a meta botafoguense e, apesar dos erros infantis que sempre nos custam resultados, o Botafogo só finalizou três vezes contra o gol de Felipe.

Mas nem tudo são flores. O Flamengo começou o segundo tempo com a mesma aplicação tática, marcando desde a saída de bola. Entre erros aqui e ali, o Botafogo, novamente aos doze minutos — agora da etapa final —, empatou a partida. Sem se acovardar, cresceu no jogo e passou a chegar com mais perigo. Felipe foi bastante exigido nos primeiros vinte minutos do segundo tempo.

O Flamengo até conseguiu equilibrar a partida, mas sem repetir o volume ofensivo do primeiro tempo. Faltaram oportunidades claras. O Botafogo foi mais perigoso, mas parou nas mãos de Felipe. Não foi uma atuação brilhante, mas também não foi ruim. Foi um jogo equilibrado contra o vice-líder do Campeonato Brasileiro.

O empate em 1 a 1 deixa a vaga para as semifinais em aberto. A próxima partida promete, mas o intervalo até lá foi uma decisão ruim da CBF. Até o dia 23 de outubro, o Flamengo precisa melhorar sua situação no Brasileirão para chegar mais tranquilo ao confronto decisivo.

Fica tudo para a próxima!

FICHA TÉCNICA:
BOTAFOGO 1 X 1 FLAMENGO
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data-Hora: 25/9/2013 – 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Wágner do Nascimento Magalhães (RJ)
Assistentes: Rodrigo Pereira Joia (Fifa-RJ) e Dibert Pedrosa Moises (RJ)
Público/Renda: 27.364 pagantes (34.319 presentes)/ R$ 1.178.520,00.
Cartões amarelos: Julio Cesar (BOT), Edilson (BOT) e André Santos (FLA)
Gols: André Santos, 12’/1°T (1-0); Edilson, 12’/2°T (1-1)
BOTAFOGO: Jefferson, Edilson, Dankler (Lucas Zen – 40’/2°T), Dória e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Gabriel, Hyuri (Octávio – 33’/2°T), Seedorf e Lodeiro (Alex – 30’/2°T); Rafael Marques.
Técnico: Oswaldo de Oliveira.
FLAMENGO: Felipe, Léo Moura, Wallace, Samir e João Paulo; Amaral, Luiz Antonio, André Santos (Cáreces – 30’/2°T) e Carlos Eduardo (Rafinha – 16’/2°T); Paulinho (Gabriel 30’/2°T) e Hernane.
Técnico: Jayme de Almeida.

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