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Flamengo esclarece caso Rojo e rebate narrativa de jornalistas sobre vaga na final

Flamengo esclarece caso Rojo e rebate narrativa de jornalistas sobre vaga na final

O Flamengo divulgou uma nota oficial neste sábado (24), para esclarecer sua participação no questionamento sobre a inscrição de Marcos Rojo, zagueiro do Estudiantes de La Plata, na semifinal da Libertadores. O clube afirmou que não iniciou nenhum procedimento sobre a escalação do jogador e apresentou uma cronologia segundo a qual a iniciativa partiu da equipe argentina, que recorreu ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS) para tentar liberar o atleta. A manifestação surgiu depois que notícias e comentários passaram a sugerir que o Rubro-Negro havia provocado a disputa jurídica para conquistar uma vaga na final após a eliminação em campo.


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O esclarecimento é importante porque a discussão envolve duas questões diferentes: quem deu início ao processo sobre a inscrição de Rojo e o direito do Flamengo de apresentar uma reclamação após a partida. Embora tenha sido incluído no caso e posteriormente acionado os mecanismos previstos no regulamento, o clube sustenta que não provocou a controvérsia original. A sequência descrita na nota muda o foco da discussão e enfraquece a narrativa de que o Flamengo teria criado o caso para tentar reverter a eliminação.

Como a situação começou

Segundo a cronologia apresentada pelo Flamengo, em 9 de outubro o Estudiantes solicitou à Conmebol a inclusão de Marcos Rojo na lista de jogadores para a semifinal, em substituição a um atleta lesionado. O problema envolvia o encerramento do período de inscrições e o fato de o defensor ter disputado partidas oficiais pelo Racing até 27 de setembro, conforme a nota rubro-negra.

O clube argentino buscou amparo em uma regra local que permite a substituição de um jogador em determinadas circunstâncias de lesão. A questão, porém, não se limitava às normas do futebol argentino: a inscrição também precisava atender às exigências aplicáveis à Libertadores e às regras internacionais sobre períodos de registro de atletas.

A Conmebol analisou o pedido e consultou a Fifa. De acordo com o Flamengo, a entidade máxima do futebol esclareceu que as regras sobre períodos de inscrição também se aplicavam às transferências nacionais e não permitiam exceções além das previstas no regulamento. Com base nessa orientação, a Conmebol recusou a solicitação em 14 de outubro e manteve a decisão no dia seguinte, antes da partida de volta da semifinal.

Até aquele momento, portanto, o procedimento dizia respeito ao pedido do Estudiantes para inscrever Rojo. O Flamengo afirma que não participou dessas etapas e que não foi responsável por iniciar o questionamento sobre a elegibilidade do defensor.

Estudiantes recorreu ao CAS e incluiu o Flamengo no processo

Após as negativas da Conmebol, o Estudiantes recorreu ao Tribunal Arbitral do Esporte, buscando autorização para utilizar o jogador. Foi nessa etapa que o Flamengo passou a integrar o processo: segundo a nota oficial, o próprio clube argentino indicou o adversário da semifinal como parte da disputa, em 16 de outubro.

Em 21 de outubro, o tribunal autorizou provisoriamente a participação de Rojo. A decisão, contudo, não afastou as possíveis consequências esportivas e disciplinares de um julgamento definitivo desfavorável ao Estudiantes. Na interpretação apresentada pelo Flamengo, o clube argentino recebeu a possibilidade de escalar o defensor, mas permaneceu responsável pelos riscos decorrentes daquela escolha.

Essa distinção é central para compreender o caso. A autorização provisória permitiu que Rojo entrasse em campo, mas não representou uma decisão definitiva sobre a regularidade de sua inscrição. O mérito da questão continuou pendente, deixando aberta a possibilidade de uma análise posterior sobre eventuais sanções.

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O que o Flamengo fez antes e depois do jogo

A nota também esclareceu a atuação rubro-negra depois de sua inclusão no processo. Antes da partida, o clube informou ao CAS, em manifestação comunicada igualmente ao Estudiantes, que apresentaria a reclamação prevista no regulamento caso o zagueiro fosse escalado. Assim, segundo a versão oficial, o adversário entrou em campo ciente de que a utilização do atleta poderia gerar uma contestação posterior.

Depois do jogo, o Flamengo apresentou a reclamação dentro do prazo previsto no Código Disciplinar da Conmebol e solicitou que o caso fosse decidido antes da final da competição. O clube não negou ter recorrido ao mecanismo regulamentar; contestou, isso sim, a versão de que teria iniciado a controvérsia que levou à disputa jurídica.

A diferença não é apenas semântica. Uma coisa é provocar originalmente um questionamento sobre a inscrição de um atleta; outra é ser incluído em um processo pelo adversário e, diante de uma possível irregularidade, preservar seus direitos e apresentar uma reclamação formal. A nota organiza os acontecimentos nessa ordem e rebate a interpretação de que o Flamengo teria buscado, desde o começo, uma classificação fora de campo.

A nota muda o foco do debate

A repercussão do caso foi acompanhada por comentários e notícias que davam a entender que o Flamengo havia iniciado a movimentação jurídica para tentar chegar à final. A nota oficial, ao estabelecer datas e identificar quem tomou cada iniciativa, contestou diretamente essa leitura. O documento não resolve, por si só, a questão esportiva, mas oferece uma sequência objetiva para avaliar a participação de cada parte.

A manifestação também apresentou o episódio como uma discussão sobre o cumprimento uniforme das regras da Libertadores, e não como uma tentativa de substituir o resultado esportivo por uma decisão administrativa. O Flamengo declarou respeito à Conmebol, ao CAS e ao Estudiantes, afirmando que aguardaria a conclusão do procedimento.

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A possibilidade de o Rubro-Negro avançar depende da decisão sobre o mérito da reclamação e da interpretação dos regulamentos aplicáveis. A autorização provisória concedida a Rojo é um elemento importante para a defesa do Estudiantes, que poderá argumentar que o jogador estava autorizado a atuar naquela partida. Por outro lado, a manutenção expressa de possíveis consequências esportivas e disciplinares indica que a liberação provisória não encerrou a discussão.

A avaliação sobre o resultado jurídico permanece incerta. A nota do Flamengo não garante uma mudança no desfecho da semifinal, assim como a autorização temporária do CAS não representa, necessariamente, o encerramento favorável ao Estudiantes. Conforme a informação mencionada na cobertura do caso, o julgamento do mérito era esperado para 12 de novembro, mas a decisão final e seus efeitos dependem do andamento processual.

O ponto mais claro, neste momento, é a origem da disputa: conforme a cronologia divulgada pelo próprio Flamengo, foi o Estudiantes quem solicitou a inscrição de Rojo, recebeu duas negativas da Conmebol, recorreu ao CAS e incluiu o clube brasileiro no processo. O Flamengo, depois de ser chamado a participar, comunicou sua posição antes da partida e apresentou uma reclamação após o jogo. A nota oficial, portanto, desmonta a versão de que o Rubro-Negro teria iniciado toda a movimentação, embora a definição sobre a regularidade da escalação e uma eventual consequência esportiva ainda dependa do julgamento.

Confira a nota oficial do Flamengo na íntegra:

O Clube de Regatas do Flamengo esclarece que não deu início a nenhum procedimento relativo à inscrição do atleta Marcos Rojo pelo Club Estudiantes de La Plata na CONMEBOL Libertadores 2026.

Em 9 de outubro, o Estudiantes solicitou à CONMEBOL a inclusão do atleta em sua lista para a semifinal, em substituição a um jogador lesionado. O período de inscrições (“janela de transferências”) na Argentina estava encerrado desde 2 de setembro, e o atleta havia disputado partidas oficiais pelo Racing até 27 de setembro.

A CONMEBOL, organizadora da competição, que sempre zelou com rigor pelo cumprimento de seus regulamentos e pela integridade de seus torneios, analisou o pedido e consultou a FIFA. A FIFA esclareceu que suas regras sobre períodos de inscrição são de aplicação obrigatória também nas transferências nacionais e não admitem exceções além das previstas em seu regulamento. Com base nisso, a CONMEBOL recusou a substituição em 14 de outubro e manteve a recusa em 15 de outubro, ou seja, antes do jogo de volta da semifinal. Essas regras são de observância obrigatória por todas as associações e conhecidas e aceitas por todos os clubes ao se inscreverem no torneio. O Flamengo não participou de nenhuma dessas etapas.

Inconformado, o Estudiantes recorreu ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS) e indicou o Flamengo, seu adversário na semifinal, como parte no processo. Foi assim, em 16 de outubro, que o Flamengo foi chamado ao caso. Em 21 de outubro, o CAS autorizou provisoriamente a participação do atleta, mas negou o pedido do Estudiantes para afastar as consequências esportivas e disciplinares que possam decorrer da decisão final. Os riscos dessa escolha ficaram com o clube argentino e o jogador.

Chamado a integrar um processo que não iniciou, o Flamengo agiu apenas para preservar seus direitos. Antes da partida semifinal, informou ao CAS, em manifestação também comunicada ao Estudiantes, que, se o atleta fosse escalado, apresentaria a reclamação prevista no regulamento. O clube argentino, portanto, entrou em campo ciente dessa consequência, além do alerta já feito pelo próprio CAS. Após o jogo, o Flamengo apresentou a reclamação dentro do prazo, nos termos do artigo 24.1.b do Código Disciplinar da CONMEBOL, e pediu que o caso seja decidido antes da final da competição.

Portanto: (i) antes do jogo de volta da semifinal, a CONMEBOL, após consulta à FIFA, negou por duas vezes o pedido do Estudiantes para inscrever o atleta; (ii) foi o Estudiantes quem recorreu ao CAS para obter a liberação do atleta, incluindo o Flamengo como parte no processo; e, (iii) antes do jogo, o CAS negou ao Estudiantes a pretendida garantia de que a escalação do atleta não traria consequências esportivas e disciplinares.

Não se trata de buscar resultado fora de campo. Trata-se de garantir que as regras de uma competição internacional valham igualmente para todos os clubes, de todos os países.

O Flamengo reitera seu profundo respeito ao CAS e à CONMEBOL, instituições cuja atuação é essencial para a integridade, a segurança jurídica e o equilíbrio do futebol internacional, bem como ao Estudiantes, clube de reconhecida tradição. Confiante na condução responsável e criteriosa do processo por parte da CONMEBOL, o Flamengo aguardará com serenidade a decisão final e a acolherá com o respeito institucional que sempre pautou sua atuação e que espera de todos os participantes.

Clube de Regatas do Flamengo
Rio de Janeiro, 24 de outubro de 2026.

https://serflamengo.com.br/andre-rizek-errou-com-duas-fake-news-sobre-o-terreno-do-flamengo-entenda-o-caso-gasometro/

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