Flamengo pode receber mais do BRB em renovação; entenda valores e bastidores

Flamengo pode receber mais do BRB em renovação; entenda valores e bastidores
Foto: Divulgação/Adidas

A negociação para renovação do contrato de patrocínio entre Flamengo e o Banco de Brasília voltou ao centro do debate nos últimos dias após reportagem da CNN Brasil revelar que, mesmo em meio a uma crise institucional, o BRB segue tratando a extensão do vínculo com o clube. O acordo atual rende cerca de R$ 25 milhões por ano ao Flamengo e vence em março, o que torna o momento decisivo tanto para o banco quanto para o rubro-negro.


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O BRB atravessa um período delicado desde que vieram à tona fraudes envolvendo o Banco Master, episódio que provocou a necessidade de um aporte estimado em R$ 2 bilhões. Houve troca no comando da instituição e um processo interno de reavaliação de contratos. Ainda assim, segundo a CNN, a renovação com o Flamengo permanece em negociação, baseada em critérios técnicos e estratégicos definidos pela nova gestão.

É importante situar os fatos. No caso das irregularidades ligadas ao Banco Master, o BRB aparece formalmente como parte lesada. O Flamengo não figura em nenhuma investigação e não tem relação com a origem do problema. A parceria entre clube e banco envolve a prestação de um serviço comercial: exposição de marca e ativação de produtos financeiros vinculados à torcida.

As conversas sobre renovação começaram ainda no fim do ano passado, quando o novo presidente do BRB procurou o Flamengo para discutir a continuidade do contrato. Paralelamente, voltou à mesa a possibilidade de fortalecimento do banco digital Nação BRB Fla, projeto que já havia sido aprovado em instâncias internas do clube.

Pelos termos em negociação, o valor fixo do patrocínio, hoje em R$ 25 milhões anuais, deve sofrer correção pelo IPCA e pode ser renovado por mais três temporadas. A atualização, segundo informações apuradas, gira em torno de um aumento próximo a 25%. O patrocínio contempla o futebol profissional masculino e feminino, mantendo a marca do banco em espaço nobre do uniforme.

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Além disso, há uma mudança relevante no modelo do banco digital. Antes, o Flamengo recebia cerca de R$ 0,30 por cliente cadastrado no Nação BRB Fla. Agora, o novo formato prevê um valor mínimo garantido de R$ 15 milhões por ano. Somados, patrocínio e banco digital podem custar ao BRB algo próximo de R$ 40 milhões anuais.

Em nota à CNN Brasil, o banco afirmou que todas as decisões de patrocínio passam por reavaliação criteriosa, observando princípios de economicidade, transparência e governança, além da conformidade com normas e boas práticas do mercado. O BRB também mantém investimentos em clubes do Distrito Federal e no automobilismo, o que reforça sua estratégia de presença esportiva.

O debate ganhou um contorno mais político e midiático quando jornalistas passaram a questionar a “origem do dinheiro” do Flamengo, especialmente em comentários que associam o clube à crise do banco. A crítica, porém, carece de precisão. O clube não recebe aportes diretos de investidores individuais, mas pagamentos contratuais por visibilidade e ativação de marca. A lógica é semelhante à de qualquer patrocínio institucional.

Historicamente, o clube já rompeu contratos quando entendeu que a imagem da parceria poderia causar desgaste. Casos como o do azeite Royal e da Universidade Brasil são exemplos de situações em que problemas externos das empresas levaram ao fim da relação comercial. Cláusulas de compliance e proteção de imagem fazem parte desses contratos, justamente para preservar a governança do clube.

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Do ponto de vista estratégico, é legítimo discutir se o Flamengo deveria buscar um novo parceiro no médio prazo, considerando riscos reputacionais. O que não se sustenta é a narrativa de que o clube esteja envolvido em irregularidades ou se beneficiando de recursos de origem duvidosa. O banco enfrenta uma crise administrativa, da qual é vítima, e o Flamengo atua como fornecedor de um serviço de marketing esportivo.

Se o debate é sobre transparência e origem de recursos, ele precisa ser amplo e coerente. Outras estruturas do futebol brasileiro, como ligas, fundos de investimento e modelos de SAF, também recebem aportes vultosos e raramente são questionadas com o mesmo rigor. A crítica seletiva distorce o debate e empobrece a análise.

No fim, a renovação entre Flamengo e BRB se insere em um contexto complexo, que envolve crise bancária, estratégia de marketing, governança e disputa narrativa. Separar fatos de insinuações é fundamental para entender o que está realmente em jogo.

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