Ídolo: Evaristo de Macedo

O Flamengo, ao longo de sua história, sempre produziu um celeiro de grandes ídolos — daqueles que nem o tempo, nem a história apagam. Grandes ídolos são eternos. Evaristo de Macedo, que completa 80 anos hoje, é um deles.
Evaristo começou a carreira no Madureira, em 1950, onde permaneceu até 1952, quando realizou o sonho de jogar pelo clube do seu coração: o Flamengo. Chegou à Gávea e, logo em seu primeiro ano, conquistou o Campeonato Carioca de 1953. Nesse campeonato, marcou apenas um gol em quatro jogos.
Em 1954, firmou-se como titular da equipe rubro-negra, que conquistaria o bicampeonato carioca. Evaristo foi o vice-artilheiro, com treze gols, e teve papel fundamental na conquista. Em 1955, repetiu a dose para entrar de vez na história do Flamengo. Com 13 gols no Carioca, foi peça essencial na conquista do segundo tricampeonato estadual da história do clube.
Nesse mesmo ano, foi convocado para a Seleção Brasileira. Evaristo detém um recorde que permanece até hoje: no jogo contra a Colômbia, vencido pelo Brasil por 9 a 0, marcou nada menos que cinco gols. Só não disputou a Copa de 1958 porque se transferiu para a Europa, assinando com o Barcelona em 1957.
No clube catalão, Evaristo virou ídolo ao marcar muitos gols e conquistar títulos. Foi bicampeão espanhol (1959 e 1960) e tricampeão da Copa da UEFA (1958, 1959 e 1960).
Em 1962, transferiu-se para o maior rival do Barcelona, o Real Madrid, onde também se tornou ídolo e fez história: conquistou o tricampeonato espanhol em 1963, 1964 e 1965. Retornou ao Flamengo em 1964 e encerrou a carreira em 1966.
Nas duas passagens pelo clube, Evaristo disputou 191 partidas e marcou 103 gols. Além do tricampeonato carioca, conquistou os torneios Troféu Almana Idrotts Klubben e o Troféu Ponto Frio, ambos em 1957.
Como treinador, teve três passagens pelo Flamengo, mas foi em outros clubes que obteve suas maiores conquistas. Pelo Bahia, foi seis vezes campeão baiano, campeão brasileiro e da Copa do Nordeste. Pelo Santa Cruz, foi tetracampeão pernambucano. No Grêmio, conquistou um Campeonato Gaúcho e uma Copa do Brasil. Também dirigiu a Seleção do Catar, conquistando a Copa do Golfo Pérsico.
A história celebra os grandes craques — ídolos e jogadores que honraram o Manto Sagrado com amor, dedicação e raça. Evaristo simbolizou tudo isso no Flamengo. Não à toa, é sempre lembrado entre os maiores ídolos do clube.
Obrigado, grande Evaristo, por tudo o que fez pelo Flamengo. E parabéns pelos seus 80 anos de vida. Como disse em nosso papo no Twitter: “Ídolos são eternos!”
Assista ao vídeo:
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