Look de N.I.N.A com camisas do Flamengo viraliza no Lollapalooza e tem bastidores da criação revelados

Look de N.I.N.A com camisas do Flamengo viraliza no Lollapalooza e tem bastidores da criação revelados
Imagem: Reprodução/Matos Brexó

Um look que atravessa arquibancadas, memória afetiva e cultura pop ganhou novos contornos após a revelação dos bastidores de sua criação. A rapper carioca N.I.N.A, torcedora declarada do Flamengo, chamou atenção no Lollapalooza ao subir ao palco com um figurino que misturava referências do futebol brasileiro com estética urbana. Dias depois da apresentação, o processo de construção das peças veio a público, detalhando como a ideia saiu do conceito até o resultado final.


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A proposta partiu da própria artista, que buscava algo que dialogasse com sua identidade e com o ambiente do festival. A execução ficou a cargo da Matos Brexó, responsável por transformar camisas históricas em um conjunto que unia um sobretudo de aparência sóbria a um interior carregado de simbolismo. O forro, composto por peças do Flamengo, contrastava com o visual externo, enquanto o look principal incorporava elementos da seleção brasileira, criando uma leitura dupla do figurino.

A construção de uma ideia

O ponto de partida foi simples no papel, mas exigente na prática. A intenção era criar um casaco predominantemente preto, com um interior que revelasse a identidade rubro-negra. Paralelamente, o conjunto principal deveria remeter ao Brasil, conectando duas camadas de pertencimento: o clube e a seleção.

Segundo o relato do processo, a criação começou a partir do diálogo entre Nina e a estilista Ana Matos. A escuta das ideias da artista foi determinante para definir o caminho do projeto. A partir daí, vieram os esboços, a escolha dos materiais e a definição da modelagem.

Uma camisa da seleção de 2002, já presente no acervo da criadora, serviu como base para a peça principal. Já o sobretudo exigiu um trabalho mais detalhado, com a incorporação de diversas camisas do Flamengo, algumas delas de períodos marcantes, como as décadas de 1990 e 2000.

O desafio técnico

A execução não se limitou à estética. Houve uma preocupação clara com a funcionalidade. O casaco foi pensado como uma peça dupla face, permitindo que pudesse ser usado tanto com o exterior neutro quanto com o interior em evidência. Para isso, foi necessário um trabalho minucioso de costura e encaixe, inicialmente feito à mão antes da finalização na máquina.

Esse tipo de construção exige precisão. Não apenas pelo valor simbólico das peças utilizadas, mas pela necessidade de manter a integridade visual de cada recorte. O resultado final foi um equilíbrio entre design e narrativa, algo que não se sustenta apenas pela aparência.

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Do palco para as redes

O impacto foi imediato. Ainda durante o festival, imagens do figurino circularam nas redes sociais e geraram repercussão. O contraste entre o universo da música e o imaginário do futebol ampliou o alcance da peça, transformando o look em assunto para além do público presente.

A posterior divulgação dos bastidores consolidou esse interesse. O público passou a compreender não apenas o resultado, mas o processo. E, nesse ponto, a história ganha outra dimensão. Não se trata apenas de moda, mas de construção de identidade.

Entre resistência e aceitação

A prática de transformar camisas de futebol em peças de vestuário estilizadas nem sempre foi bem recebida. Durante anos, houve resistência de parte das torcidas, que viam o recorte das camisas como descaracterização. Com o tempo, esse olhar foi mudando.

Hoje, com a valorização de peças retrô e a ampliação do diálogo entre moda e esporte, esse tipo de criação encontra mais espaço. Ainda assim, não deixa de carregar um elemento provocativo, especialmente quando envolve clubes de grande apelo popular.

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Um símbolo que vai além do figurino

O caso de N.I.N.A revela mais do que um acerto estético. Ele mostra como o futebol segue presente em diferentes esferas culturais, inclusive na música e na moda. O Flamengo, nesse contexto, aparece não apenas como clube, mas como símbolo que atravessa gerações.

Ao levar esse elemento para o palco de um dos maiores festivais do país, a artista não apenas vestiu um conceito. Ela traduziu, em tecido e costura, uma identidade que já existia fora dali.

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