O Flamengo e a Libra deram um passo relevante para encerrar uma das principais disputas comerciais do futebol brasileiro recente. Após reunião realizada nos últimos dias, no Rio de Janeiro, o presidente rubro-negro, Luiz Eduardo Baptista, o Bap,e o CEO do Bahia, Raul Aguirre, conduziram tratativas que aproximaram as partes de um entendimento sobre a divisão das receitas de direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro.
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O encontro ocorre em meio a um impasse que se arrasta por conta da falta de definição dos critérios de distribuição dentro da liga. O clube carioca contestou judicialmente o modelo adotado, no que diz respeito ao peso da audiência, e conseguiu bloquear parte dos valores até que houvesse revisão dos parâmetros. Agora, o cenário indica uma possível solução negociada, com concessões de ambos os lados.
A origem do conflito
A divergência entre Flamengo e Libra tem como ponto central a forma de cálculo da fatia variável das receitas de televisão. O modelo inicial previa a divisão baseada em critérios que, segundo o clube, não refletiam de maneira adequada sua representatividade de audiência.
Na prática, o Flamengo defendia uma metodologia que incorporasse dados mais amplos, como o cadastro de assinantes de pay-per-view, ampliando o peso de sua base de torcedores no cálculo final. Do outro lado, a liga sustentava um formato mais equilibrado entre os participantes, evitando distorções significativas entre as receitas.
Essa diferença levou a um impasse que resultou em disputa arbitral e no bloqueio de valores, criando um ambiente de instabilidade entre os clubes.
O avanço para um meio-termo
A proposta que ganhou força nas negociações recentes gira em torno do chamado cenário 4, considerado intermediário entre as posições defendidas pelas partes. Esse modelo ajusta o critério de audiência e passa a considerar, ainda que parcialmente, indicadores relacionados ao pay-per-view.
Com essa mudança, a projeção de receita do Flamengo apenas na parcela de audiência saltaria de aproximadamente R$ 62 milhões para cerca de R$ 90 milhões. Além disso, haveria um acréscimo estimado de R$ 10 milhões, aproximando os valores finais de um patamar considerado aceitável pelo clube.
No cenário geral, a arrecadação total projetada para o Flamengo, que inicialmente girava em torno de R$ 200 milhões, poderia alcançar cifras próximas de R$ 230 milhões a R$ 240 milhões, ainda sujeitas a variáveis como desempenho esportivo e métricas de consumo.
A diferença entre a proposta da Libra e a expectativa do clube é vista como pequena, o que alimenta a percepção de que o acordo está próximo de ser formalizado.
O impasse de 2025 e os próximos passos
Um dos pontos ainda em aberto diz respeito à temporada de 2025, cujos valores já foram distribuídos com base no modelo anterior. Há discussão sobre a possibilidade de ajustes retroativos ou a manutenção do que já foi pago, como forma de destravar o acordo.
Caso o entendimento seja confirmado, o Flamengo deve retirar a ação na corte arbitral, o que liberaria os recursos atualmente bloqueados e encerraria a disputa jurídica. O gesto também representaria um sinal de pacificação dentro da Libra, que enfrentou meses de tensão interna.
A expectativa nos bastidores é de que um novo encontro entre as partes possa selar o acordo definitivo, consolidando o “meio-termo” como solução viável.
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Impacto para a liga e o mercado
O possível entendimento entre Flamengo e Libra vai além da questão financeira imediata. A resolução do conflito tende a fortalecer o bloco e criar condições mais estáveis para futuras negociações, especialmente diante do debate mais amplo sobre a formação de uma liga unificada no país.
A disputa evidenciou um ponto sensível do futebol brasileiro: a dificuldade de equilibrar critérios de distribuição que considerem tanto a força de mercado dos grandes clubes quanto a necessidade de competitividade entre os demais participantes.
Ao caminhar para um acordo, as partes sinalizam uma tentativa de amadurecimento institucional, ainda que o modelo final continue sendo alvo de ajustes ao longo dos próximos ciclos.
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Um acordo que redefine relações internas
Se confirmado, o entendimento marca uma inflexão na relação entre Flamengo e Libra. O clube, que adotou postura firme ao questionar o modelo, agora se aproxima de uma solução construída dentro da própria estrutura da liga.
O movimento também reforça a importância do diálogo direto entre dirigentes, como demonstrado na interlocução entre Bap e Raul Aguirre.
Mais do que encerrar uma disputa, o acordo em construção redefine as bases de convivência entre os clubes e pode servir como referência para futuras negociações no futebol brasileiro.
Um acordo que redefine relações internas
Se confirmado, o entendimento marca uma inflexão na relação entre Flamengo e Libra. O clube, que adotou postura firme ao questionar o modelo, agora se aproxima de uma solução construída dentro da própria estrutura da liga.
O movimento também reforça a importância do diálogo direto entre dirigentes, como demonstrado na interlocução entre Luiz Eduardo Baptista e Raul Aguirre.
Mais do que encerrar uma disputa, o acordo em construção redefine as bases de convivência entre os clubes e pode servir como referência para futuras negociações no futebol brasileiro.
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