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PVC usa Flamengo como exemplo em debate sobre Libra, mas é corrigido ao vivo por Rodrigo Mattos

PVC usa Flamengo como exemplo em debate sobre Libra, mas é corrigido ao vivo por Rodrigo Mattos

Imagem: Reprodução/Youtube

Durante debate ao vivo sobre o contrato de direitos de transmissão da Libra, Paulo Vinícius Coelho, o PVC, voltou a usar o Flamengo como exemplo negativo em meio à discussão, mas acabou sendo interrompido e corrigido por Rodrigo Mattos, que expôs falhas factuais na narrativa apresentada. O episódio ocorreu em programa do UOL dedicado à análise financeira do futebol brasileiro e evidenciou, mais uma vez, o descompasso entre opinião e informação quando o clube carioca entra no centro da pauta.


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A discussão girava em torno de um ponto sensível do contrato firmado entre a Libra e a Globo: a ausência de cláusula que preveja aumento automático do valor global caso mais clubes da associação permaneçam ou ascendam à Série A. Em termos práticos, quanto mais times da Libra na elite, menor a fatia individual recebida por cada um, já que o bolo não cresce na mesma proporção.

Ao tentar ilustrar o problema, PVC citou o Flamengo como exemplo de clube que teria passado por seu conselho deliberativo sem perceber a fragilidade do contrato, sugerindo desinformação ou omissão no debate interno. Foi nesse momento que Rodrigo Mattos interveio, contextualizando a questão e lembrando que o próprio Flamengo foi um dos clubes onde o tema foi discutido de forma mais aberta, inclusive com posicionamentos contrários registrados.

Pelo menos para o Flamengo, o problema não é novo e já havia sido apontado em reportagens publicadas no início de 2024, quando o contrato ainda estava em fase de apreciação. Segundo Mattos, fontes envolvidas diretamente nas negociações confirmaram que a cláusula existe apenas para perdas, e não para ganhos, o que cria uma distorção estrutural. O jornalista também destacou que essa falha não é exclusiva de um clube, mas comum a todos os integrantes da Libra.

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A correção desmontou o uso do Flamengo como atalho retórico. Internamente, o clube viveu um dos debates mais acalorados entre situação e oposição nos últimos anos justamente por conta desse contrato. Houve apresentação de tabelas comparativas, projeções financeiras e alertas claros sobre o risco de atrelar receitas ao desempenho esportivo de terceiros, algo incomum em contratos empresariais de grande porte.

O próprio histórico recente reforça esse ponto. O Flamengo não apenas discutiu o tema como teve conselheiros e dirigentes que defenderam voto contrário, alertando para o risco de perda de receita em cenários perfeitamente plausíveis, como o rebaixamento ou acesso de clubes específicos. O cenário que hoje preocupa a Libra, com dez clubes na Série A, estava entre as hipóteses levantadas à época.

Ao insistir em usar o Flamengo como símbolo de falha, PVC acabou expondo um vício recorrente no debate público: personalizar problemas estruturais em clubes de maior visibilidade. Rodrigo Mattos, ao recolocar a discussão no campo técnico, mostrou que a questão central não é quem votou melhor ou pior, mas a fragilidade de um contrato que depende de renegociação e boa vontade comercial da emissora para não gerar perdas.

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O episódio também revela uma diferença de abordagem no jornalismo esportivo. Enquanto parte da análise se apoia em impressões e atalhos narrativos, outra parte se sustenta em documentos, fontes diretas e histórico factual. Nesse choque, o Flamengo aparece menos como problema e mais como espelho de um sistema que ainda aprende a lidar com ligas, contratos complexos e governança coletiva.

No fim, a “invertida” não foi pessoal, mas técnica. E ela reforça uma lição simples: quando o debate sai do achismo e volta aos dados, o discurso precisa se ajustar à realidade, mesmo ao vivo.

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Por Tulio Rodrigues (@PoetaTulio)

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