- O representante da Guarda Municipal disse que nunca foi chamado para nenhuma reunião quando o Botafogo estava no estádio. Ainda ponderou que nossa torcida é a que dá menos trabalho no Maracanã.
- Daniel Balbi quer que o Flamengo arque com qualquer prejuízo futuro no entorno. Mas que prejuízos o Flamengo deve arcar? Em que situação?
- Por que a reunião estava esvaziada de moradores? Haviam mais representantes da torcida do Flamengo que moradores.
- A vereadora Tânia Bastos quer que o Flamengo faça um acordo com o Metrô para que haja integração com o Metrô na superfície. É sabido de qualquer morador da Ilha desse problema e dessa necessidade independente de jogos no estádio ou não. Tal tarefa cabe ao poder público e não ao Flamengo. A Tânia poderia articular isso para atender a Ilha.
- Deve ficar explicito o que é obrigação do clube e obrigação do poder público.
O papel do Flamengo de se importar com as demandas da Ilha é importante sim, mas o poder público terá muito mais responsabilidades do que o clube, pois as necessidade vão além dos jogos do Flamengo. São demandas antigas e não cabe ao Flamengo resolvê-las. Outro fator importante é que quanto mais o Flamengo estiver envolvido, melhor para orientar a torcida nos dias de jogos e fazer com que se evite transtornos.
O estádio da Portuguesa foi inauguram em 1965. Nunca foi um estádio com notícias de violência e nem mesmo de grande público. Em 2005, o Flamengo, Botafogo e a Petrobrás fizeram uma parceria e foram colocados estruturas tubulares e elevou a capacidade do estádio para 30 mil pessoas, o chamado Arena Petrobrás. Não houve problemas de um fluxo grande de pessoas. O jogo com maior público foi Botafogo x Brasiliense com 18.725 presentes. Houve problemas de violência, mas foram atos isolados que nunca fez com que representantes do local revindicassem melhorias ou impedissem de ter jogos.
O que deixou todo mundo surpreso é que não foi solicitado nada ao Botafogo ano passado. O anúncio da parceria entre Flamengo e Portuguesa foi comemorado pela mídia local e comerciantes. Outro fator estranho é que tais reivindicações fossem levantadas após o Flamengo já estar terminando as reformas necessárias e perto de jogar no estádio. Vamos supor que o Flamengo seja impedido de jogar. O que faz com o investimento feito?
Os problemas da Ilha são antigos e não foram causados por jogos, mas pelo descaso do poder público e de representantes do local como a vereadora Tânia Bastos que está no terceiro mandato e nem mesmo o básico conseguiu resolver para a população local. Muito fácil ir na reunião e culpar gestões anteriores e esquecer que desde 2009 ela ocupa a vereança. Mas ela sabe de onde partiu essa aversão aos jogos do Flamengo na Ilha e vem se aproveitando da situação, mas não fazendo seu papel de pessoa pública aos explicar os questionamento feitos sobre sua atuação na política. “Essa gente” (termo usado para se referir a nós, torcedores do Flamengo na reunião) quer respostas, Tânia Bastos. Essa gente vota e vamos estar aqui para lembrar de tudo isso num próximo pleito no Rio de Janeiro. Não é privando o seu Facebook para não receber comentários negativos e questionamentos que você vai resolver o problema.
Tulio Rodrigues (@PoetaTulio)
+ Siga o Blog Ser Flamengo no Twitter, no Instagram, no Facebook e no Youtube.