Adidas pode usar Trefoil na camisa titular até 2030 e Flamengo pode entrar na mudança
Uma possível mudança histórica no design das camisas de futebol ganhou força nos bastidores da indústria esportiva. Segundo informações divulgadas pelo site especializado Footy Headlines, a Adidas trabalha em um plano gradual para recolocar o tradicional logotipo Trefoil, a clássica “flor” de três folhas, nas camisas principais das seleções até a Copa do Mundo de 2030. A estratégia, que começou de forma discreta nas terceiras camisas de clubes europeus e sul-americanos, pode culminar justamente no centenário do torneio e nos 80 anos da marca alemã, celebrados em 2029.
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A movimentação não é isolada nem improvisada. O retorno do Trefoil teve início na temporada 2024-25, restrito a modelos alternativos. Em 2025-26, a expansão alcançou mais equipes e ganhou espaço nas coleções especiais. O passo seguinte, previsto para os próximos ciclos, inclui as camisas reservas de seleções patrocinadas pela empresa já a partir de 2026-27. O horizonte final, segundo a projeção publicada, aponta para a adoção do símbolo também nos uniformes titulares entre as temporadas 2028-29 ou 2029-30.
O simbolismo do Trefoil
O Trefoil foi utilizado pela primeira vez nos anos 1970 e tornou-se um dos ícones mais reconhecíveis da cultura esportiva mundial. Diferentemente do atual logo de três barras, associado à performance e tecnologia, a flor carrega forte apelo histórico e emocional. É o símbolo da Adidas clássica, ligada a gerações que cresceram vendo seleções e clubes vestindo o emblema em conquistas marcantes.
A reintrodução gradual parece seguir uma lógica de mercado. Ao reapresentar o logotipo inicialmente em terceiras camisas, a empresa testa aceitação sem alterar bruscamente a identidade principal. O movimento cria expectativa e, ao mesmo tempo, reforça o storytelling da marca em torno de tradição e legado.
O Flamengo viveu sua maior geração nos anos 80 utilizando a icônica marca.
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Reflexos no Flamengo
No Brasil, a possível mudança desperta atenção especial entre torcedores do Flamengo. O clube renovou contrato com a Adidas em 2024, com vínculo previsto até 2029. Caso a estratégia global se confirme, o Flamengo poderá atravessar justamente o período de transição para o retorno do Trefoil nas camisas principais.
A previsão mais imediata indica que, a partir de 2027, o segundo uniforme rubro-negro já poderá trazer o logotipo clássico, acompanhando o padrão que será adotado em seleções e clubes europeus de elite. O uso na camisa titular dependeria de calendário, planejamento global e, naturalmente, da continuidade do contrato.
Hoje, o Flamengo integra a categoria chamada internamente de “elite local” dentro da estrutura da Adidas, grupo que reúne os principais parceiros em cada região fora da Europa. Isso garante acesso a tecnologias e coleções prioritárias, mas não o coloca no mesmo patamar global de clubes como Real Madrid ou Manchester United, considerados vitrines mundiais da marca.
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Estratégia de longo prazo
A eventual adoção do Trefoil nas camisas principais da Copa do Mundo de 2030 também carrega valor simbólico. O torneio celebrará 100 anos desde a primeira edição, em 1930, no Uruguai. Para a Adidas, que completará 80 anos em 2029, a coincidência temporal oferece uma narrativa comercial poderosa.
A estratégia combina memória afetiva e marketing contemporâneo. Ao associar o símbolo clássico a um marco histórico do futebol, a empresa fortalece sua identidade e cria uma oportunidade de reposicionamento estético em escala global.
Ainda não há confirmação oficial sobre a temporada exata em que o Trefoil poderá substituir definitivamente as três barras nas camisas principais. O que existe é uma progressão lógica baseada nos lançamentos recentes e na expansão gradual do uso do logotipo.
Para o torcedor, o debate vai além da estética. O retorno do Trefoil remete a ciclos vitoriosos, a imagens que marcaram gerações e a uma ideia de tradição que dialoga com a memória coletiva do futebol. Se confirmada, a mudança poderá representar não apenas um ajuste visual, mas um reencontro simbólico entre passado e presente.
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