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Audiência do caso Dodien é adiada e processo contra Rodrigo Dunshee segue sem definição no TJ-RJ

Rodrigo Dunshee, um tradicional e vaidoso dirigente do Flamengo

Foto: Staff Imagens/Flamengo

A audiência que poderia marcar um avanço decisivo em um dos casos mais ruidosos envolvendo bastidores políticos do Flamengo foi adiada. Marcada para está segunda (9) no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, a sessão de instrução e julgamento que tem como réu o ex-vice-presidente rubro-negro Rodrigo Dunshee não aconteceu e ficou para o fim de março. O processo trata da suposta utilização de um perfil falso nas redes sociais, sob o pseudônimo de Roberto Dodien, para atacar publicamente o deputado federal Eduardo Bandeira de Mello, ex-presidente do clube. A informação é de Lauro Jardim.


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Dunshee tornou-se réu em setembro do ano passado, quando a Justiça aceitou a queixa-crime apresentada por Bandeira. O ex-mandatário do Flamengo aponta ter sido vítima de calúnia, injúria e difamação em publicações feitas no X, antigo Twitter, atribuídas ao perfil fake. A partir dali, o caso passou da arena política do clube para o campo judicial, com desdobramentos que seguem em curso.

Às vésperas da audiência, o juiz decidiu pelo adiamento após um pedido da defesa de Bandeira de Mello. O argumento central foi a ausência, nos autos, das respostas a diligências consideradas essenciais para a instrução do processo, entre elas a não intimação de todas as testemunhas arroladas. Sem a formação completa do conjunto probatório, a realização da audiência poderia comprometer o andamento regular da ação.

Rodrigo Dunshee chegou a ser intimado na semana passada, depois de tentativas anteriores frustradas por parte da oficial de Justiça. Segundo informado no processo, ele alegou estar em viagem no período. A audiência de instrução é uma fase-chave: nela, são colhidos os depoimentos das partes e das testemunhas, produzindo-se a prova oral que servirá de base para o convencimento do magistrado antes da sentença.

LIVE COMPLETA:

As investigações reuniram elementos que alimentaram a suspeita de ligação entre o ex-dirigente e o perfil Roberto Dodien. Entre eles, prints de uma mesma publicação que teria aparecido tanto na conta atribuída a Dodien quanto no perfil pessoal de Dunshee. Também consta nos autos um post feito a partir de uma rede de internet vinculada à academia frequentada pelo ex-vice-presidente do Flamengo, dado que reforçou as diligências técnicas.

A desconfiança ganhou força quando Dunshee publicou um texto no antigo Twitter e o apagou pouco depois. O mesmo conteúdo, em seguida, apareceu no perfil considerado fake. Após seguidores apontarem a coincidência, a conta foi excluída. Desde o início, o ex-dirigente nega qualquer relação com o pseudônimo e afirma não ter sido o autor das publicações.

VEJA MAIS:

O adiamento empurra para março um capítulo importante de um processo que mistura política esportiva, redes sociais e Justiça comum. Até lá, o caso segue como mais um episódio emblemático das disputas internas que extrapolam os muros da Gávea e acabam decididas longe das arquibancadas.

Eduardo Bandeira de Mello informou à Justiça que IP de perfil fake é de academia frequentada por Rodrigo Dunshee

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