Bap responde frase viral de Paquetá em sua chegada ao Flamengo
A reapresentação de Lucas Paquetá ao Flamengo foi muito mais do que um evento esportivo. Tornou-se um ato simbólico de identidade, pertencimento e discurso político institucional. No Ninho do Urubu, diante de dirigentes, torcedores e imprensa, o clube apresentou um jogador formado em casa e, ao mesmo tempo, reafirmou um projeto de gestão que extrapola o campo. Coube a Luiz Eduardo Baptista, o Bap, presidente rubro-negro, transformar uma frase viral do atleta em uma resposta carregada de significado.
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Paquetá, emocionado, afirmou que talvez o Flamengo não precisasse dele, mas que ele precisava do Flamengo. A declaração ganhou rápida repercussão nas redes, destacada tanto pelo tom afetivo quanto pela inversão da lógica tradicional do mercado. Bap tratou de recolocar a frase em seu devido lugar, sem correção pública, mas com uma construção discursiva precisa. Para ele, o Flamengo precisa, sim, de Paquetá. E o futebol brasileiro também.
Bap contextualizou a volta de Paquetá dentro de um processo que vem sendo construído há mais de uma década. Lembrou que o Flamengo é um clube centenário, com 130 anos de história, mas que só conseguiu registrar superávit em cerca de oito deles. O ponto de inflexão ocorreu após 2012, quando a instituição decidiu reorganizar sua casa, gastar menos do que arrecada e reconstruir sua credibilidade no mercado.
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Essa credibilidade, definida por Bap como um ativo intangível, foi apresentada como peça-chave para movimentos de longo prazo. Contratos extensos, patrocínios robustos e decisões estratégicas só se sustentam quando há confiança na gestão. Não se trata apenas de números, mas de reputação. É esse capital simbólico que permite ao Flamengo figurar hoje entre os clubes com maiores faturamentos do planeta, aproximando-se do grupo dos 25 mais ricos do mundo.
Foi nesse contexto que a frase de Paquetá ganhou nova camada. Ao agradecer e declarar felicidade pelo retorno, o jogador foi apresentado como exemplo para jovens do Ninho do Urubu e para garotos espalhados pelo país que sonham em seguir o mesmo caminho. Bap destacou que há elementos que o dinheiro não compra: caráter, identidade e vínculo. Comparou a vida a um desfile de escola de samba, em que o dinheiro é apenas um dos quesitos, não o único.
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A fala final do presidente reforçou a ideia de ciclo. Assim como ele próprio decidiu, aos 50 anos, dedicar-se a um clube que muitos consideravam uma aposta arriscada, hoje vê pessoas mais jovens fazendo o mesmo movimento. Para Bap, a volta de Paquetá se insere nessa lógica. Não é apenas um retorno esportivo, mas um gesto de maturidade, pertencimento e exemplo.
Ao encerrar, o dirigente fez questão de dividir os méritos com a torcida, os profissionais do clube e os 45 milhões de rubro-negros espalhados pelo país. Sem esse ecossistema, afirmou, a operação seria impossível. O bom filho voltou para casa, mas voltou carregando um significado que vai além do futebol.
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