Cade libera Libra e LFU após acordo que impõe contribuição a Flamengo e grandes clubes
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) autorizou, nesta quarta-feira (11), em Brasília, a continuidade dos projetos das ligas do futebol brasileiro após acordo firmado com Libra e FFU. A decisão encerra a liminar que, desde novembro de 2025, impedia os dois blocos de ampliar o número de associados enquanto o órgão analisava possíveis riscos concorrenciais na formação das entidades. Como parte do entendimento, foi estabelecida uma contribuição financeira total de R$ 559 mil, dividida entre Flamengo, Palmeiras, Grêmio, Santos e São Paulo, clubes da Libra vinculados há mais de dois anos ao grupo.
Ouça nossas análises e entrevistas sobre a eleição do Flamengo no seu agregador de podcast preferido: Spotify, Deezer, Amazon, iTunes, Youtube Music, Castbox e Anchor.
A medida reorganiza o ambiente institucional das ligas e destrava a possibilidade de novas adesões, num momento decisivo para a consolidação do modelo de venda coletiva de direitos de transmissão e estruturação das competições nacionais.
O que estava em jogo
A restrição imposta pelo Cade congelava, na prática, qualquer movimento formal de migração entre blocos ou entrada de novos integrantes. Clubes interessados em rever posicionamentos estratégicos ficavam limitados não apenas por contratos privados, mas também pela pendência regulatória.
Nos bastidores, havia expectativa quanto ao desfecho da análise do órgão antitruste. O Cade avaliava se a formação das ligas poderia gerar concentração excessiva de mercado ou barreiras à concorrência. A solução negociada indica que o entendimento foi no sentido de permitir a continuidade do processo, desde que observadas determinadas contrapartidas.
A contribuição financeira e as exigências
O valor de R$ 559 mil será dividido entre Flamengo, Palmeiras, Grêmio, Santos e São Paulo, que já estavam vinculados à Libra por período superior a dois anos, condição que os enquadra nas regras de notificação da autarquia. A própria liga assume responsabilidade subsidiária pelo pagamento.
Além da contribuição, o acordo estabelece a manutenção de um comitê administrativo e a adoção de práticas mais transparentes na condução das atividades. A exigência reforça a preocupação do Cade com governança e equilíbrio competitivo.
VEJA MAIS:
-
- Flamengo expõe taças da Libertadores 2025, Brasileirão 2025 e Copa do Brasil na Gávea com entrada gratuita
- Conheça o projeto FlaMúsica: 1.650 músicas catalogadas e um livro sobre a identidade do Flamengo
- Flamengo inicia venda de ingressos para final da Recopa contra o Lanús no Maracanã; confira valores e regras
Impacto imediato
Com a decisão, Libra e LFU ficam liberadas para retomar seus planejamentos estratégicos, negociar adesões e avançar na organização do calendário e da comercialização de direitos. O ambiente, que vinha travado por incertezas jurídicas, volta a oferecer previsibilidade mínima para clubes e investidores.
Desde o segundo semestre de 2023, o futebol brasileiro vive a fragmentação em dois blocos distintos, cada qual buscando liderar a transição para um modelo de liga mais estruturado. A intervenção do Cade adicionou um capítulo institucional a essa disputa, agora superado por meio de acordo.
O desfecho não resolve divergências políticas ou comerciais entre as partes, mas elimina um obstáculo regulatório que impedia qualquer avanço concreto. A partir de agora, o mercado volta a se mover.
Flamengo sozinho! Rubro-Negro fica isolado na defesa dos clubes associativos contra as SAFs
Veja outros vídeos sobre as notícias do Flamengo:
—
+ Siga o Ser Flamengo no Twitter, no Instagram e no Youtube.
Descubra mais sobre Ser Flamengo
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.