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Crônica: Gol do Pet – 25 anos

Crônica - Gol do Pet - 25 anos

Naquele momento, em que a torcida do Flamengo erguia as mãos no Maracanã, concentrada, deixando o silêncio pairar para não atrapalhar Pet na cobrança que viria, não teve nenhum rubro-negro que deixasse de lembrar de Zico. De lembrar também de Valido, que fez um gol aos 43 minutos do segundo tempo na decisão contra o Vasco em 1944, na conquista do primeiro tricampeonato carioca. De lembrar da cabeçada de Rondinelli em 1978 contra o mesmo Vasco, aos 42 minutos da etapa derradeira.


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Apolinho clamou por São Judas Tadeu. Tinha chegado a hora. Zagallo apertava Santo Antônio, que estava preso em suas mãos. Alessandro rezava! Torcedores faziam o sinal da cruz na arquibancada e se valiam de toda fé possível e impossível, pois até os agnósticos e ateus clamaram para algum santo naquele instante.

Pet, que não tinha conseguido gerar nenhum perigo para o goleiro vascaíno com as faltas cobradas até aquele momento, respirou, calculou como seria a cobrança e bateu. Bateu com jeito, com força, colocando um efeito tão magnífico que a bola faz um arco no ar, caindo no ângulo esquerdo de Helton, que triscou a bola com os dedos. A bola parecia ter sido colocada com as mãos. Parecia humanamente impossível aquilo, mas não para Petković, que creditou a espetacular batida à energia da torcida.

O Maracanã foi abaixo! Dirigentes, comissão técnica, jogadores e até Zagallo comemoraram como nunca. Pet correu como um louco, parecendo atravessar um portal que o colocaria na história do Clube de Regatas do Flamengo e na eternidade.

Entrevista com Petkovic

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