Entrevista de torcedores com BAP, Vice-presidente de marketing do Flamengo

Essa entrevista foi uma ideia do Sandro Rilho, que reuniu perguntas de torcedores do Flamengo do Brasil e do mundo em seu Facebook, que tiraram suas dúvidas com relação ao marketing do Flamengo, respondidas pelo vice-presidente de marketing do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o BAP. Os torcedores se identificaram com nome, profissão e se são membros do Nação Rubro-Negra ou não. BAP fala sobre o sócio-torcedor, estádio do Flamengo, relação com a adidas e muitos assuntos. Segue abaixo a entrevista:
Thiago Pereira
25 anos
Guaratiba-RJ
Frentista
Ainda não é sócio-torcedor
Pergunta: Queria saber por que o nosso Flamengo, com dificuldades financeiras e também dificuldades técnicas, fez tantas contratações no mercado emergente: Val, Diego Silva, Bruninho, Carlos Eduardo, que foi uma aposta, pois estava vindo de um bom tempo parado por lesão, Paulinho e André Santos, sendo que, na época, havia mais dois laterais esquerdos. Juntando todos esses, não supriu a nossa real dependência, que era a de um meia clássico, um camisa 10. Juntando os gastos desses tais jogadores, não dava para ter contratado um jogador renomado?
BAP: Thiago, a maioria destes jogadores a que você se refere foram destaques em seus respectivos clubes e contratados com valores muito abaixo dos que se imaginam. Todos eles, exceção feita ao Carlos Eduardo, não custam mais que R$ 120.000/mês. Então, com esse dinheiro não se paga nem meio Elias… Ou seja, se um deles vingar, está tudo pago. Foi assim que o Corinthians “descobriu” o Ralf, o Paulinho, o Elias… Agora, há que se ter sorte. A camisa pesa muito para alguns, o momento é difícil, então o cara novo entra com a pressão de arrebentar e, infelizmente, não acontece com a maioria, mas vai dar certo. É uma questão de tempo. Em relação a um “clássico camisa 10”: onde está esse cara hoje no Brasil??? Eu sempre digo: me passem os nomes, onde estão. Temos dinheiro? Os poucos que estão por aqui ganham fortunas, e seus passes são caríssimos. Tentamos o Kaká, que nem é um “clássico 10”, e não funcionou, infelizmente. Decidimos pelo Carlos Eduardo. Era uma aposta. Brigamos contra Inter, Santos e Fluminense. Ganhamos ali, por milímetros. Ele está conosco há oito meses. O Forlán, no Inter-RS, demorou um ano para se provar… Pena que o Carlos Eduardo não tenha atingido o ponto que se esperava dele, mas quem sabe?
Magno Querino
28 anos
João Pessoa-PB
Ainda não é sócio-torcedor
Funcionário público
Pergunta: BAP, sou teu fã, você é um MITO, um GÊNIO, me explique qual o direito de porcentagem que o MENGÃO tem quando um torcedor compra um produto oficial, pois um produto, por ser oficial do MENGÃO, custa até oito vezes o valor desse produto.
BAP: Magno, obrigado pelas gentis palavras, mas não sou nem mito, nem gênio, sou, sim, um obstinado, perseverante, apaixonado pelo Flamengo e que não desiste jamais! O acordo do Flamengo com a adidas foi feito de forma que o Flamengo recebesse muito dinheiro na frente, neste primeiro ano, de forma a quitar com seus compromissos pendentes, aliás, isso é o que mais temos no Flamengo, infelizmente. Não é verdade que custe oito vezes mais, apenas se você compara com produtos piratas, de qualidade muito inferior e sem ter que pagar impostos… Ainda assim, esperamos a normalização das entregas de produtos do CRF, que deverão ocorrer nestes próximos meses. O Flamengo vai receber no mínimo R$ 35 milhões/ano da adidas, pelos próximos nove anos, e mais um percentual de tudo o que for vendido que exceda estes R$ 35 milhões/ano.
Vire sócio-torcedor, o nosso Mengão precisa de todos!
Wallace Araujo
Ainda não é sócio-torcedor
Pergunta: Queria saber quando vai ter loja oficial do Flamengo em Brasília para sócio ter desconto nos produtos? SRN
BAP: Wallace, provavelmente até fevereiro/14. Agora, você pode comprar pelo site do clube nas lojas credenciadas e terá seu desconto. Por fim, vire ST, a Nação precisa e agradece!
Graffythy Cesar
É sócio-torcedor
Pergunta: Eu gostaria de saber da diretoria qual o valor que o CRF tem no planejamento para investir em contratações e ainda se a adidas realmente fará lojas concept Brasil afora? Abração e SRN!
Obs.: logicamente, as perguntas se referem ao ano de 2014. Grato.
BAP: Não divulgamos valores por questões óbvias: se falarmos, tudo fica mais caro, certo? O que eu posso dizer é que 100% do dinheiro do programa ST irá para o futebol. Sempre. Em 2014 seremos mais fortes, desde o início. Haverá, sim, contratações. Agora, o ritmo destas sempre dependerá de termos mais dinheiro. Havendo, a aplicação será imediata.
Lojas: a adidas diz que sim, além da loja online deles, que venderá de tudo.
AMARAL LOURO
Sócio-torcedor esta semana
Pergunta: Informo ao amigo rubro-negro que sou o mais novo sócio do Nação Rubro-Negra. Venho há muitos anos sonhando com a nossa casa rubro-negra. Favor perguntar ao BAP qual a possibilidade de construir o Estádio Artur Antunes Coimbra, a Arena Zico, para 80 mil pessoas no terreno da baixada ou em outro local. Certamente ele entraria para a história do Flamengo. Assim como Andrés Sanchez no Corinthians. Abraços!
BAP: Grande Amaral, valeu, obrigado pelo apoio. De verdade. Cada um que vira ST, a Nação agradece. Em relação a um estádio, apesar de gostar da ideia, penso estarmos ainda distantes. Primeiro, vamos “arrumar a casa”. E que trabalho estamos tendo… Depois, o time, já em 2014. Aí, com a ajuda da torcida (Programa Sócio-Torcedor), deste novo time (2014) e, claro, de bons resultados dentro e fora do campo, veremos as nossas possibilidades.
Zico: este já é um semideus vivo, não se pode compará-lo ao Andrés de forma alguma. Com ou sem estádio, o nome Zico está gravado nas nossas mentes e almas.
Nome: Abel Cândido Cavalcanti Neto
Idade: 29 anos
Cidade: Ceilândia – Distrito Federal
Sócio-torcedor
Pergunta: BAP, o Flamengo é o único clube do mundo que tem mais torcida fora do seu estado de origem. Uma torcida apaixonada em todo lugar do Brasil. O que acha de fazer um plano de sócio-torcedor pagando apenas 10,00 para que todos os torcedores de fora do Rio de Janeiro possam se associar? Já que muitos não querem nenhum benefício, só querem poder ajudar o Flamengo.
BAP: Abel, tudo na vida depende do momento, não é? Muito obrigado pela sua ajuda como ST. A Nação agradece! Hoje, o Flamengo mais do que nunca precisa muito de sua torcida, esteja ela onde estiver. Os preços estão mais caros que os de outros times, mas este é o “preço” que todos estamos pagando por termos começado 10 anos depois do Inter, 5 anos depois do Corinthians. É duro, mas é a nossa realidade. Anos e anos de incompetência e letargia agora nos obrigam a diversos sacrifícios. Temos que fazer 5 anos em 1, no mínimo. E faremos. Ainda assim, somos o plano que mais cresce desde o lançamento (abril/13), estamos com 38.000 STs, sendo que 50% deles são de fora do Rio, o que só confirma o que todos sabemos: somos a maior torcida em pelo menos 19 estados do Brasil! Teremos novidades em breve, de forma a melhorarmos o plano, expandirmos a possibilidade de acesso para uma gama maior de torcedores, com mais benefícios. Agora, seria mentiroso de minha parte dizer que vejo a possibilidade de criarmos, no curto prazo, uma ponta de preços a R$ 10,00, ainda que eu acredite que, com o crescimento do plano e sua maturidade, isso seja possível. Mas vai levar tempo, ainda que os preços tendam a ficar mais acessíveis.
Cervante Ribeiro Cortez
33 anos
Cidade: Belford Roxo
Profissão: bombeiro civil e ST: desempregado no momento.
Pergunta: BAP, por que não fazer parcerias e construir um estádio próprio? Qual a dificuldade de se conseguir isso? Fla com estádio próprio para 40 ou 50 mil pessoas seria o ideal… SRN, e estamos com vocês, apoiando e cobrando… Flamengo sempre…
BAP: Cervante, desejo melhor sorte por aí, que você consiga logo se recolocar, ok? Bem, vamos lá, um estádio. Todo mundo quer ter um, certo? Eu não sou diferente de ninguém, também quero. Mas veja bem os seguintes pontos:
- Não tivemos a sorte de ganhar um de presente de ninguém;
- Não tivemos a sorte de ter um financiamento de pai para filho de ninguém;
- Tivemos a aprovação para construirmos um estádio menor na Gávea, ainda assim ótimo para ser utilizado conjuntamente com o Maracanã, mas tivemos o “azar” de, depois de tudo aprovado, o governador à época ter cassado a nossa licença…
- Hoje, devemos R$ 750 milhões. Brincadeira, não??
Se você tivesse dinheiro para emprestar, quanto você cobraria deste Flamengo? 10% ao ano? Ainda assim, teríamos que pagar R$ 75 milhões/ano apenas de juros!!! Mais o dinheiro do estádio. Se alguém quisesse fazer um estádio conosco em parceria, evidentemente pediria garantias. Que é exatamente o que a Odebrecht está fazendo em relação ao Maracanã. Cobrando caro, querendo um compromisso longo. Na vida, a gente tem que se contentar com o possível, mas sonhar grande, porque não custa nada. Hoje, estamos ajustando o clube, suas finanças. Ano que vem, o futebol, esportes olímpicos, sede social do clube. Hoje, não podemos, mas quem sabe daqui a dois ou três anos a nossa “sorte” não muda?
Gabriel Venâncio de Arantes Marti
23 anos. Resende – RJ
(Na web, Gabriel Skrilatt) Não sou sócio-torcedor por estar desempregado.
Pergunta: BAP, alguma entidade está elitizando dois clubes no Brasil e como não deixar que isso aconteça?
BAP: Gabriel, boa sorte aí para você, meu irmão, que você consiga logo se recolocar. Olha, não se deixe iludir por essas bobagens que a gente lê toda hora na imprensa. Essa história de “elitização” é uma puta burrice, para não dizer sacanagem. Hoje, diferentemente de 10 anos atrás, milhões de pessoas podem assistir a jogos do Flamengo na TV aberta. De graça. No Rio de Janeiro, de cada quatro pessoas que vão ao estádio, uma não paga nada, duas pagam meia… Jornalistas não pagam nada, nunca. Hoje, os jogadores ganham 30/40 vezes mais que na época do Zico. Deixam o país e o clube ao menor sinal de dinheiro da Sibéria…
Hoje, a lei protege:
- Os jogadores. Joguem eles bem ou não, dediquem-se ou não. Honrem o Manto Sagrado ou não.
- Os “agentes”, que ganham fortunas dos clubes apenas para “negociar”.
E os clubes estão se elitizando?? Onde, meu Deus?
A verdade é que os clubes de futebol em geral estão “sucateados” por estas questões acima, mais uma pitada de má-fé e incompetência. É muito mais fácil falar (e escrever) do que fazer. O mundo está repleto de “professores de Deus”, sabem tudo, de tudo entendem. Aqui no Flamengo de hoje, eu tenho muito orgulho de dizer que “NÃO TEMOS PROFESSORES DE DEUS”, mas temos, fora de campo, um time de guerreiros, “fazedores”. E isto vai se refletir dentro de qualquer quadra/campo/piscina, muito em breve, porque isso aqui é Flamengo.
Rafael Mello
Sou carioca. Moro no Flamengo, estudo Ciências Sociais no IFCS da UFRJ, sou servidor público na UNIRIO, sou sócio-torcedor desde o início, tenho 35 anos, nascido em 19/11/1977, integrante da Raça Rubro-Negra desde 1992… Amo o Flamengo e quero o melhor para o clube. Abraços e SRN.
Pergunta: Eu tenho uma questão para a diretoria. O que eles acham da criação de uma vice-presidência ou uma diretoria que cuide dos aspectos histórico-culturais-sociais do Flamengo? Tenho ideia da criação de uma espécie de fundação ou uma ONG ligada ao clube que preserve a história, a cultura e que desenvolva estudos e projetos sociais. Isso agregaria muito valor à marca, sem falar que demonstraria a vertente cidadã e desportiva-social do clube. Tenho muita vontade de criar e passar essa ideia ao clube. Mas tem que demonstrar o lado político, social, histórico, cultural… Isso para contrapor um pouco a ideia somente econômica implantada no clube. Quem sabe atrair empresas que teriam deduções fiscais se investissem na fundação Fla… Criar uma escola para atletas, agregar o museu do Fla, criar um centro cultural integrado, apoio do clube e implantação de projetos sociais ligados aos esportes. Apoio às causas, lutas e movimentos sociais. Apoio cultural a projetos independentes, ou mesmo grandes projetos. Criar uma cultura e consciência mais humanística e demonstrar o poder e a força que o Clube de Regatas do Flamengo tem dentro da sociedade, através da história, da cultura, da filantropia e da consciência cidadã e social.
BAP: Rafael, muito obrigado pelo seu apoio como ST! Valeu, meu irmão! Olha, eu não só concordo como vejo com muita simpatia. Isso está previsto para acontecer em meados do ano que vem. Pela situação caótica do clube, tivemos que definir prioridades e, neste caso, deixamos esta parte social para depois. Na verdade, o Flamengo se encontra em uma situação muito parecida com a dos mais necessitados.
Alexandre de Lima
22 anos
Professor
Indaial / SC
Sócio off-RJ
Pergunta: Sr. Luiz Eduardo Baptista, a grande dúvida em relação ao Programa Embaixadas da Nação é, fundamentalmente, sobre a sua manutenção. Será mantido o programa, se não? Quais são as prerrogativas para que isso se consolide? Qual a visão que a atual gestão do Flamengo tem em relação a elas?
BAP: Alexandre, muito obrigado pelo apoio como sócio off-Rio. A Nação agradece! Em relação às “Embaixadas da Nação”, entendo que o conceito precisa ser revisitado como um todo. A ideia central de uma “Embaixada” é a de um organismo que é preparado, escolhido e habilitado a exercer o papel de representante de quem lhe concedeu este status. No Flamengo, nenhum destes conceitos é aplicado. Em geral, as “Embaixadas” foram estabelecidas de forma pouco clara e sem qualquer alinhamento ou um propósito maior, qual seja o de trabalhar pela imagem e estabelecer negócios para o CRF. Como neste ano a nossa prioridade absoluta é a de arrecadar mais recursos para o Flamengo, e não havendo qualquer planejamento para que estas Embaixadas ajudem o clube em suas necessidades mais prementes, claro que não foram, e não estão sendo tratadas, como prioridade, até porque não são. A ideia de que o Flamengo deve ajudar as Embaixadas, a meu ver, contém um grave erro conceitual. Deve ser exatamente o contrário. O que é que cada “Embaixada” pode fazer pelo Flamengo! Aliás, o que é que cada um de nós rubro-negros pode fazer pelo nosso Flamengo! Este assunto, assim como responsabilidade social, são temas que serão cuidados em 2014, mas desde já adianto que, sob os princípios óbvios de que o Flamengo irá definir como estas “Embaixadas” se engajarão no nosso projeto maior, aí sim acredito que poderemos ter efetividade e ganhos para todos.
Pergunta: A questão das camisas do FLAMENGO vai ser resolvida? Em Santa Catarina não há em quaisquer lojas. Segundo amigos meus, proprietários de lojas, perderam vendas no Dia dos Pais, perderão no Dia das Crianças (kits infantis) e, pelo andar da carruagem, perderão também as do Natal. Alguma previsão?
BAP: A adidas tem se surpreendido com a força e a dimensão do nosso Flamengo. Essa é a verdade. Esta situação que você descreve, infelizmente, é a realidade em todo o Brasil. A adidas tem se pronunciado a respeito, dizendo que está trabalhando duro para atender à demanda, até porque estão perdendo uma fortuna com a não venda, certo? Eles esperam normalizar a oferta ainda este ano e nós também. O Flamengo já recebeu pelo ano de 2013, portanto não está perdendo dinheiro, mas sim em imagem com esta falta de produtos.
Roney Gonçalves
Juiz de Fora – MG
Dentro em breve, futuro sócio-proprietário do Clube de Regatas do Flamengo
Pergunta: Respeitado e competente BAP, hoje é nítido como o Flamengo perdeu mídia na TV aberta em algumas importantes regiões do país, como a da Zona da Mata mineira, que inclui importantes cidades, como a de Juiz de Fora, e que são verdadeiros redutos de rubro-negros, e que, há alguns anos, não conseguem mais notícias do nosso clube de uma maneira imparcial, pois colocaram o Globo Esporte de BH no lugar do nacional, e nas outras emissoras somente noticiam sobre clubes paulistas, em especial de um que ocupa 80% do programa todos os dias, e, em consequência disso, pessoas de baixa renda que não possuem TV a cabo não conseguem assistir mais notícias do Flamengo de uma maneira imparcial, e também aos jogos, pois somos obrigados a assistir aos campeonatos mineiro e paulista. Lembrando que o Flamengo se tornou uma nação de 40 milhões muito por conta das mídias, em especial o rádio, que em anos atrás era o maior meio de comunicação do país. Com esse grave problema, como o clube pretende recuperar mídia, em especial na TV aberta, para centros que são redutos de rubro-negros e onde justamente mais perdemos espaço?
BAP: Roney, muito obrigado pelas gentis palavras. O fato a que você se refere tem diferentes pontos de vista: em outras regiões do Brasil, ocorreu o oposto, favoravelmente ao Flamengo. A dinâmica da TV aberta é outra. Cada vez mais a importância do conteúdo local se faz dominante, impondo, portanto, a prioridade do local sobre o nacional. E não há nada que os clubes possam fazer a respeito. Isso posto, vivemos na era digital, da tecnologia, onde o acesso a qualquer informação se faz de forma muito mais rápida e fácil. Seja no site do Flamengo, seja por meio do CADASTRO RUBRO-NEGRO, você pode se inscrever gratuitamente no site cadastrorubronegro.com.br ou no site do clube, e ter acesso às informações mais recentes sobre o Flamengo. Além disso, estamos revisitando o conceito da TV Fla, em parceria com o SporTV. Aqui, podemos em breve ter uma versão não linear de nosso canal sendo eventualmente distribuído pela internet, YouTube, por exemplo. Sabemos do tamanho do desafio, mas o Flamengo é gigante, portanto será feito, ainda que demore um pouco. Assim, qualquer um, em qualquer lugar do planeta, poderá estar atualizado em relação ao nosso Flamengo.
Rocco Fermo
56 anos
Milford, Massachusetts, USA
Não sou sócio-torcedor
Pergunta: Não sou sócio-torcedor porque o Flamengo não dá essa opção no site para quem mora no exterior, mesmo sabendo que eu não teria nenhum benefício em troca, eu gostaria de ter me associado. Minha pergunta: grande parte da torcida questiona especificamente que, nos moldes em que o sócio-torcedor foi implantado, não vai conseguir nunca alcançar os números divulgados de R$ 140 milhões anuais feitos no anúncio oficial do projeto. Você não acha que mirar nas estrelas foi muito mais alto do que a realidade está mostrando?
BAP: Rocco, no início não havia a possibilidade de quem mora fora aderir ao programa, mas desde agosto isto já é possível. Portanto, se a vontade de ajudar permanecer a mesma, você pode fazê-lo já! Quem disse que não chegaremos lá? Em quatro meses e meio estamos gerando uma receita recorrente anual de R$ 17 milhões para o CRF. Eu não tenho a menor dúvida de que chegaremos lá muito antes do que se imagina. A realidade mostra isso. Quem consegue tanto em tão pouco tempo, com um time que não tem ido bem, sem jogar “em casa”?? Somente o maior de todos, o nosso FLAMENGO. Não se trata de “se”, mas de “quando”. Quanto a “mirar nas estrelas”, acredito nisso como princípio de vida. Miramos, sim, e continuamos mirando. Sonhando alto, porque não custa nada e isto aqui é FLAMENGO. Tenho absoluta convicção de que a Nação não faltará ao nosso chamamento, aliás, como sempre fez. Anote aí na sua agenda e volte neste ponto no final de 2015.
Felipe de Jesus
28 anos
Rio de Janeiro
Sócio-torcedor Raça.
Pergunta: É incontestável o aumento nas arrecadações do Flamengo com o marketing da nova gestão, devido aos novos patrocínios da Peugeot e da Caixa, além dos novos contratos de licenciamentos de produtos e lojas. Contudo, ainda temos as mangas da camisa sem patrocinador. Há alguma negociação em andamento para preencher este valioso espaço da nossa camisa? Se não, qual o motivo para isso, visto que o clube precisa de máxima ativação financeira na sua atual conjuntura econômica extremamente deficitária?
BAP: Felipe, valeu! Muito obrigado pela sua adesão ao nosso programa de STs! A Nação agradece! Em relação aos patrocínios, realmente, ainda temos a manga. A decisão de patrocinadores é uma escolha de médio/longo prazo, que deve ser feita de forma criteriosa, considerando-se afinidade, objetivos comuns e, por fim, acerto financeiro. Ainda que haja interessados, infelizmente estes pontos acima não foram de todo convergentes, ou seja, não vamos “casar” só porque a moça é bonita… A situação do clube é difícil, mas se tomarmos uma decisão precipitada, vamos pagar esta conta por anos, aliás, como sempre foi feito aqui nos últimos 15 anos. E isso, nós não faremos mais. Agora, escolhemos fazer o certo, não o que é mais rápido.
Nome: Lucas da Silva (Leleco)
Idade: 17
Cidade que mora: Rio de Janeiro
Profissão: Estudante
É ST?: Sim
Pergunta: Um grande craque obviamente ajudaria muito no marketing do clube, porém, com o atual conceito de cortar gastos, a contratação de um craque com renome internacional fica praticamente inviável. Eu queria saber quais são os planos do marketing para os próximos anos? O grande gasto com a contratação de um craque poderia ser recompensado com o marketing do próprio.
BAP: Lucas, é verdade. Essa é a história do ovo e da galinha… Quem veio antes? Como o Flamengo estava na UTI, tivemos que “salvá-lo” da insolvência antes que ele “morresse”. No popular, arrumar a casa. Dá um trabalho danado, é desgastante, não necessariamente isto se reflete dentro do campo, mas, infelizmente, tem que ser feito. Essa é a conta apresentada por 25 anos de descalabros, loucuras e irresponsabilidades… Sobrou para a gente, fazer o quê? Arregaçar as mangas, trabalhar duro, sério, vai dar certo. Um “grande nome”: quem? Me diga. Realmente, difícil. Seria ótimo? Claro. Seria fundamental? Não. Veja o time do Corinthians campeão do mundo. Apenas o Paulinho na Seleção. E olhe que, apesar de ótimo jogador, ele não é esse craque, certo? Portanto, a escolha dos jogadores certos, com o DNA rubro-negro, com vontade de vencer, é que vai ser determinante. E é isto que iremos priorizar. Agora, se aparecer outro “ELIAS” na área, é bola na rede. Pau neles!
Nome: Rodrigo
Idade: 17
Cidade que mora: Rio de Janeiro
Profissão: Estudante
É ST?: Não
Pergunta: O Flamengo ainda não fechou todas as cotas de patrocínio do ano, ainda faltando, por exemplo, as mangas do uniforme de futebol e a camisa do uniforme de basquete. O que se pode afirmar sobre as negociações de contrato para esses espaços livres? E sobre a influência desses rendimentos para que se “feche a conta” do déficit orçamentário de 2013?
BAP: Rodrigo, como a gente precisa de dinheiro, mas não vamos nos vender por 2 tostões, fica mais difícil… Dando, chove gente para “patrocinar”. Pela situação caótica de anos, a gente está tendo que “pagar um pedágio”. Se não pagarem o justo, seguimos em frente sem patrocinadores. Ainda assim, neste ano, levantamos R$ 75 milhões em patrocínios… Muito dinheiro para qualquer clube. Em tempo: somente o futebol profissional custa R$ 85 milhões/ano…
O restante do dinheiro deste ano virá:
- do programa de sócios-torcedores;
- das rendas do Brasileirão;
- de medidas administrativas visando ao aumento de receitas e à redução de despesas.
Ainda assim, seremos deficitários… Em 2014, vai melhorar.
Nome: César
Idade: 22
Cidade que mora: Natal
Profissão: Estudante
É ST?: Não
Pergunta: Caro BAP, tendo em vista que boa parte da torcida do Flamengo é fora do Rio de Janeiro e quem é off-Rio não tem muitos benefícios no modelo atual do sócio-torcedor, há algum pensamento para que no futuro se crie uma categoria no plano com preço, benefícios e compensações mais vantajosas para quem não mora no Rio de Janeiro?
BAP: SIM!!! Aguarde.
Nome: Rodrigo
Idade: 18
Cidade que mora: Cascavel – PR
Profissão: Estudante
É ST?: Não
Pergunta: Durante a campanha para a presidência, em uma das reuniões o senhor citou alguns exemplos para expandir a marca Flamengo. Um desses exemplos foi a criação de um “pacote turístico” para que os gringos fizessem um tour pelo Rio de Janeiro, incluindo a passagem pela Gávea. Há possibilidade de isso acontecer para a Copa do Mundo do ano que vem?
BAP: Rodrigo, a ideia é essa mesmo, expandir as nossas fronteiras. Faremos algo ano que vem, ainda que não com a força e a intensidade desejadas. Isso virá com o tempo.
Rodrigo Depons Donner de Drummond
Empresário,
sócio-torcedor, Rio de Janeiro.
Pergunta: BAP, parabéns pelo belíssimo trabalho que vem realizando no Flamengo. Com você, finalmente temos um marketing! E de primeira linha! Vamos lá, na visão da maioria dos torcedores, o programa ST é muito caro e, com isso, a grande massa não se associa, pois pesa no orçamento. Muitos alegam que gostariam de, de alguma forma, contribuir nem que seja com R$ 10,00 por mês. Você já viu o projeto que torcedores do Vasco lançaram para pagar as dívidas do clube? Chama-se “Vasco Dívida Zero”, o torcedor se cadastra, emite uma DARF e paga, cota mínima de R$ 20,00 da DARF. Existe um contador dizendo quanto já foi pago pela torcida. A ideia é genial!! Por que não copiamos essa ideia e você faz uma campanha pesada para a torcida participar em massa? Seria mais uma fonte importante de renda! Um grande abraço e SRN.
BAP: Rodrigo, muito obrigado pela força como sócio-torcedor. É isso aí, tem gente que fala, muito, e não faz porra nenhuma! Quando a razão é falta de dinheiro, claro, o apoio e a torcida já bastam. Do contrário, é falta de amor mesmo. Bem, vamos lá: sobre o programa de STs com uma faixa de preços mais acessível, eu já respondi em outra pergunta, ok? Em relação ao que está sendo feito no Vasco, é o que chamamos hoje em dia de “crowdfunding”, que nada mais é do que se buscar fundos para uma causa, onde cada um coloca o que pode para contribuir. O lado positivo é que é aberto, democrático. O lado negativo é que todo santo dia o Flamengo precisa de dinheiro, um mês sim, outro também… E quando você não tem dinheiro para custear seus custos fixos mensais, não deveria ficar pensando nos eventuais. Porque na vida, todos nós recebemos democraticamente as mesmas 24 horas… E o que você faz com essas 24 horas é que acaba fazendo a diferença. No nosso caso, escolhemos focar no equilíbrio das contas em caráter permanente. E estamos conseguindo. À duras penas, é verdade, mas estamos evoluindo muito bem. Em seguida, claro, teremos novas ações semelhantes a esta, inclusive ainda este ano.
Eduardo Duda
Pergunta: Gostaria de perguntar para o BAP o seguinte: os planos de ST do Inter e do Grêmio têm uma rede de descontos com farmácias, faculdades, planos de saúde, cursos etc. Será que eles pensam em fechar essas parcerias futuramente? Um abraço. SRN
BAP: Eduardo, sim, planejamos evoluir com o nosso plano de benefícios para o ST. Neste início, a ideia era lançar, operacionalizar, corrigir falhas, aceitar pagamentos em boleto, garantir a entrada dos STs nos estádios com os seus cartões, sem a necessidade de troca por ingressos. Isso posto, temos o plano de benefícios da Ambev, que cresce todo dia, em muitos casos devolvendo quase duas vezes mais o que alguns STs do Brasil estão contribuindo mensalmente. Em paralelo, pretendemos buscar parcerias que sejam complementares ao plano atual, de forma a transformá-lo em algo muito mais abrangente.
PS.: Em breve, uma nova rodada de perguntas será feita ao BAP no Facebook do Sandro Rilho.
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