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Flamengo critica horário da Supercopa, alerta para riscos do calor e projeta temporada de De La Cruz

COLETIVA COMISSÃO TÉCNICA I MINIESTÁDIO DO FLAMENGO I RESPOSTA A BOTO E CHORO DE ABEL FERREIRA

Fotos: Gilvan de Souza e Adriano Fontes/Flamengo

A preparação do Flamengo para a temporada começa sob um alerta que vai além do campo. Em entrevista coletiva, integrantes do departamento médico e da comissão técnica rubro-negra manifestaram preocupação com o horário definido pela CBF para a decisão da Supercopa do Brasil, marcada para 1º de fevereiro, às 16h, em Brasília, diante do Corinthians. O tom foi técnico, direto e sustentado por dados fisiológicos, mas carregado de incômodo com o impacto que o calor extremo pode provocar em uma final nacional logo no início do calendário.


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A confirmação do jogo para o meio da tarde, em pleno verão, acendeu o sinal de alerta no clube. Segundo os profissionais, a combinação entre temperatura elevada e umidade altera diretamente o rendimento dos atletas. Há redução nas métricas de distância percorrida, queda nas ações de alta intensidade e prejuízo na tomada de decisão, um dos primeiros aspectos técnicos a sofrer quando o organismo entra em estresse térmico. O cenário, apontam, compromete não apenas o espetáculo, mas a integridade física dos jogadores.

O discurso se apoia em precedentes recentes. Estudos conduzidos durante a Copa do Mundo do Catar foram citados como exemplo de como o calor extremo influencia decisões organizacionais, inclusive a mudança do torneio para o fim do ano. Para o Flamengo, a realização de uma final nacional às 16h, em Brasília, cria um ambiente fisiologicamente desfavorável, sobretudo em um momento de temporada em que os atletas ainda estão em processo de retomada física.

A avaliação interna é de que, mesmo com pausas técnicas previstas nos regulamentos, o problema não se resolve. Paradas para hidratação, segundo o entendimento médico, não compensam 90 minutos disputados em condições adversas. A defesa é clara: alterar o horário seria mais eficaz do que tentar mitigar os efeitos do calor durante a partida. O desconforto, frisaram, não diz respeito apenas ao Flamengo, mas a todos os clubes e atletas submetidos a esse tipo de decisão ao longo do calendário brasileiro.

Esse debate se conecta diretamente ao planejamento esportivo do elenco principal. A utilização de força máxima antes da Supercopa será definida a partir das avaliações diárias, dos dados colhidos nos treinos e da leitura conjunta entre comissão técnica e área médica. O processo é progressivo, controlado e pensado para que o treinador tenha segurança ao tomar decisões, sem antecipar riscos desnecessários em um momento tão precoce do ano.

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No mesmo encontro, o departamento médico atualizou a situação de Nico De La Cruz, um dos jogadores que mais chamaram atenção ao longo da temporada passada. O uruguaio sofreu uma lesão no joelho em maio, durante partida contra o Botafogo, e atravessou um período instável no retorno aos gramados. Houve respostas irregulares ao tratamento ao longo do ano, mas, com o tempo, o quadro se estabilizou. O procedimento realizado nas férias teve caráter regenerativo, com foco em melhorar a saúde local da articulação, já fora da fase aguda.

A expectativa do clube é de que a intervenção permita maior controle de carga e aumento de minutagem ao longo de 2026. Internamente, há confiança de que De La Cruz possa ter uma temporada mais consistente, sustentada pela dedicação diária e pelo acompanhamento individualizado, feito em constante diálogo com a comissão técnica da seleção uruguaia. O Flamengo ressaltou que, embora o caso do meia tenha ganhado visibilidade, praticamente todo o elenco passa por abordagens específicas que raramente chegam ao conhecimento público.

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A coletiva expôs, ainda que de forma indireta, um ruído antigo na relação entre clubes e organizadores. Segundo os médicos, não existe hoje um canal formal de discussão sobre horários de jogos em períodos críticos do ano. Houve reuniões anteriores envolvendo gramados e outros temas estruturais, mas a questão climática segue fora da pauta principal. O apelo é para que a CBF ouça mais os profissionais que lidam diariamente com o impacto dessas decisões no corpo dos atletas.

Ao trazer o debate à tona às vésperas de uma decisão nacional, o Flamengo amplia a discussão para além de um jogo específico. O que está em jogo, na avaliação interna, é a qualidade do futebol apresentado e a preservação de quem sustenta o espetáculo. Em um calendário cada vez mais comprimido, ignorar o fator climático deixa de ser apenas uma escolha administrativa e passa a ser um risco esportivo.

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