Flamengo e BRB discutem novo modelo de parceria e criação de banco digital independente
A relação entre Flamengo e BRB pode estar prestes a entrar em uma nova fase. Em meio à reestruturação interna do banco estatal após a crise envolvendo o Banco Master, a nova direção do BRB passou a tratar a parceria com o clube como eixo estratégico, não apenas de marketing, mas de negócio. A ideia agora é transformar o banco digital vinculado ao Flamengo em uma empresa autônoma, com gestão própria, foco em rentabilidade e ambição de escala continental.
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A sinalização veio em entrevista concedida pelo novo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, ao jornal O Globo. Nela, o dirigente deixa claro que a intenção vai além da simples renovação contratual, cujo prazo se encerra em março. O plano é criar uma estrutura independente, com CNPJ próprio, capaz de transformar a base de torcedores rubro-negros em um ativo financeiro sustentável, algo que, segundo ele, não aconteceu plenamente desde o lançamento do projeto em 2020.
Desde o início da parceria, o banco conquistou cerca de 3,8 milhões de clientes impulsionado pela força da marca Flamengo. O número impressiona, mas não se converteu, até aqui, em rentabilidade proporcional. O próprio Souza reconhece o problema ao admitir que faltaram foco e cuidado com o produto. A avaliação é compartilhada internamente também no clube, que vê na nova gestão do BRB uma disposição inédita para tratar o banco digital como prioridade estratégica.
Um novo desenho para a parceria
A proposta em discussão prevê que o banco digital deixe de ser apenas um braço do BRB para se tornar uma empresa dedicada, com governança própria e metas claras de crescimento e geração de receita. A lógica muda: em vez de apenas usar o apelo da maior torcida do país como canal de captação, a operação passaria a ser pensada como um negócio em si, com eficiência operacional e sustentabilidade financeira.
Dentro desse redesenho, a parceria com o Flamengo ganha peso simbólico e institucional. O clube aparece como sócio estratégico de um projeto que pretende disputar espaço no mercado financeiro digital da América Latina. Não por acaso, o presidente do BRB foi enfático ao projetar o objetivo de se tornar o maior banco digital do continente.
As conversas com o presidente rubro-negro Luiz Eduardo Baptista se intensificaram desde dezembro, com reuniões frequentes e a expectativa de um entendimento final até março, quando vence o contrato atual. A renovação, ao que tudo indica, virá acompanhada de novos valores e de um modelo mais profissionalizado de gestão.
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Estrutura física e credibilidade
Outro ponto relevante do plano é a abertura da primeira agência física do projeto BRB Fla, prevista para a Avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro. A leitura do banco é pragmática: no Brasil, a presença física ainda transmite credibilidade, especialmente em um momento de desgaste da imagem institucional causado por crises recentes no setor financeiro.
A aposta em unidades físicas não elimina o foco digital, mas busca reforçar a confiança do público. Ao mesmo tempo, o BRB deve rever investimentos em outras frentes de marketing, priorizando ações diretamente associadas ao Flamengo, hoje visto como uma marca sólida, bem administrada e vencedora dentro e fora de campo.
O papel do Flamengo no projeto
Do lado rubro-negro, a mudança de postura do banco é vista com cautela, mas também com expectativa. A diretoria entende que o projeto exige investimento pesado em tecnologia, segurança, logística e profissionais especializados. Em reunião do Conselho em dezembro passado, Bap sinalizou disposição para contribuir com a estruturação, inclusive apoiando a contratação de executivos de mercado para tocar o banco digital com autonomia.
Não é exagero dizer que o Flamengo já opera como um ecossistema empresarial, e a possibilidade de consolidar um banco próprio, ainda que em parceria, reforça essa lógica. Ser o primeiro clube brasileiro a estruturar um banco digital em bases sólidas não é apenas um movimento financeiro, mas também simbólico.
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O que vem pela frente
O desfecho da negociação depende da renovação contratual e da definição de cláusulas que garantam retorno real ao clube. Há expectativa de aumento significativo de receitas para o Flamengo, além de maior participação estratégica no projeto. Depois de anos em que o banco digital ficou aquém do potencial, pela primeira vez há sinais concretos de que a ideia pode sair do papel de forma consistente.
Até março, as peças devem se encaixar. Se o plano se confirmar, Flamengo e BRB podem inaugurar um modelo inédito no futebol brasileiro, unindo torcida, marca e mercado financeiro em uma operação que vai muito além do patrocínio tradicional.
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